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Nunca soube dançar quadrilha

A primeira vez que eu li aquele poema dizendo que João amava Teresa que amava Raimundo (e por aí vai), achei engraçadinho. No auge dos meus 5 ou 6 anos. Na adolescência, não se tratava mais do poema, mas ele continuava ali, porque eu amava o Paulo que amava a Brenda. 

E daí eu eu me lembrei do texto de Carlos Drummond de Andrade e não é que ele fazia sentido? Droga. Foi quando eu percebi que entender poemas é sempre um mau sinal. E dói, porque a gente começa a entender um pouquinho mais da vida e enxergar que para todo lado bonito há também um lado intragável. 

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