Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Março, 2015

Com você descobri a calma.

A verdade é que eu tinha uma armadura que já estava virando minha segunda pele, uma proteção inconsciente e que fugia do meu próprio controle. Bloquear qualquer aproximação, fugir de todas as oportunidades, virou questão de sobrevivência. E isso funcionou durante um longo tempo. 
Até que você chegou e conseguiu destruí-la da maneira mais bonita e simples que existe. Sem forçar a barra, sem me assustar e, principalmente, sem ter que arrancar parte de mim para também arrancá-la. Foi na conversa, no cuidado, nas atitudes. Foi quando teve paciência. Quando não fugiu, mas entrelaçou a sua mão na minha. Quando aceitou o meu passado, enquanto me propunha um novo futuro.
Com o tempo e sem perceber, você tinha se tornado o meu esconderijo, o meu refúgio. Conseguia me esconder do mundo, quando pensava em você. Quando lembrava de você. Quando sentia você. Porque você me trouxe pensamentos e sentimentos leves. Era fácil me perder de todo o resto e me encontrar em nossos momentos.
E eu que sempre fui…

Foi tudo, menos amor. Amor-próprio.

Sinceramente eu assumo: eu errei. Assumo porque hoje não importa mais qual de nós dois foi o que mais errou. Tenho a minha culpa e eu quero me livrar dela o quanto antes, sendo assim, eu grito, me exponho e me humilho. Eu errei. E entre as minhas falhas, sabe qual foi a maior? A ingenuidade. Fui boba, logo eu que já vivi tanto, com você eu me esqueci de tudo que já tinha aprendido.
Zero vezes zero dá zero, todo mundo sabe. Qualquer número vezes zero também dá zero. Logo, a sua zero vontade de fazer dar certo vezes a minha infinita teimosia em relação a você continua dando zero. O seu vazio somado aos meus medos não podiam dar em um saldo positivo, era óbvio. Mas eu insisti, não quis enxergar o que estava tão claro: éramos uma matemática difícil - números complexos, pessoas com saldos negativos. E eu que nunca fui boa nessa matéria, decidi me aventurar na mais louca equação que eu já tinha visto – muito pior do que as das provas do meu ensino médio. 
E esse é um texto sobre conhecer a nó…