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Verdade Absoluta

O amor foi feito para nos surpreender. A começar pela pessoa na qual você se apaixona. Por que ela? O que ela tem ou fez para que isso tenha acontecido? Não é engraçado porque as vezes acontece com aquela pessoa que você jamais imaginou? Aquela pessoa que você antes não gostava, ou não achava graça nenhuma. E aí, acontece a primeira surpresa que o amor nos reserva. A gente se apaixona. Perdidamente. Depois disso, acontecem um turbilhão de pasmos. A gente se surpreende com a cor preferida da pessoa amada, com a sua comida predileta, com a mania que ela tem de roer unhas e também se surpreende com o quanto ela parece se importar com você. E quando você pensa que parou por aí, não… Você se surpreende com algo melhor. Você descobre que não sente mais o seu coração pulsar 300 vezes por segundo, quando a pessoa se aproxima. Você não sente a sua mão suar e não fica mais com as pernas bambas. No lugar dessas sensações, é experimentado o coração aquecer, uma sensação de segurança e conforto. E nos surpreendemos por perceber que não estamos mais vivendo uma paixão e sim, um amor. Após a maior descoberta de todas, toda e qualquer surpresa após ela é motivo de júbilo. É descobrir que se quer viver com aquela pessoa para o resto da vida. E viver. Mas não somente vocês dois, apesar de ser suficiente, não seria perfeito e então, percebe-se que precisam de mais um integrante. Ou dois. E daquela primeira surpresa, são desencadeadas tantas outras que eu não preciso ficar aqui explicitando cada uma delas né? Mas ficou claro. O amor não é sem graça, brega ou sem emoção. Ele traz mais emoção e mais graça a vida de uma pessoa do que qualquer outra diversão momentânea. Brega? Brega é você ficar com várias pessoas numa noite e depois ir para casa sozinho, sem saber o nome de nenhuma delas, não receber uma mensagem de boa noite antes de dormir e muito menos uma de “eu te amo” a qualquer hora do dia. O amor é a base da felicidade de qualquer pessoa. Pense nisso.

Maria Carolina Araujo

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