30 junho 2014

Se existe uma coisa que eu sou é decidida.


Quando eu estou apaixonada, eu estou de verdade. Sem meio termo, sem dúvida, sem pé atrás. Não que eu fique boba, mas eu realmente estendo os meus limites, deixo o meu coração comandar um pouquinho nesse meu caos. Faço de tudo para dar certo, me sacrifico, me viro e desviro quantas vezes forem preciso.

No entanto, quando eu quero distância de relacionamentos, não há nada que me faça mudar de ideia. Se eu decido tirar um tempo para mim, nem mesmo o Cauã Reymond aparecendo na porta da minha casa me pedindo em casamento, eu abro uma exceção. Falo sério.

Isso porque se existe uma coisa que eu sou é decidida e por isso, vou até o fim de tudo que me proponho a fazer. Mesmo que doa, mesmo que me desgaste, mesmo que eu esteja errada, o que eu prefiro é sempre pagar para ver. De toda e qualquer situação da nossa vida, a gente tira alguma coisa, então, nada nunca será em vão. E eu, sinceramente, prefiro ter tido a certeza de que fiz tudo, para realmente conseguir seguir em frente livremente depois caso não dê certo.

Mas eu vejo muitas pessoas infelizes por aí, e isso, simplesmente porque estão perdidas. Sem direção. Porque quando o calo aperta, pulam fora. Não conseguem seguir numa decisão por muito tempo, não aceitam o desafio por completo, apenas enquanto for conveniente e fácil.

E deve ser por isso que eu acho muito engraçado quando as pessoas ficam surpresas e dizem frases como: “nossa, mas você já esqueceu ele?”, “como assim você não está querendo namorar?” ou “você é maluca por insistir nisso!”. Eu sei o que eu preciso naquele momento, eu sei a conversa que tive comigo mesma e não, eu não sou maluca por ter aprendido a me ouvir e acreditar mais em mim.

Não são os outros que devem dizer do que eu preciso. Não é uma convenção, não é o senso comum. Ninguém me conhece tão bem quanto eu mesma e se o meu coração diz, por exemplo, que eu tenho de ficar sozinha por um tempo, Deus, por que vou contrariá-lo? É como decidir por ser infeliz. Não faz sentido.

22 junho 2014

Sobre ficar sozinha


Lá atrás eu prometi que ia tirar um tempo só para mim. Com certeza quem me lê, percebeu que esse era o meu primeiro plano concreto depois de ter terminado o meu relacionamento - estava adorando escrever textos sobre os benefícios da solteirice. Só que eu sou uma fraca (falando por baixo) e na primeira oportunidade que apareceu, me agarrei a um novo alguém. Passaram-se dias, semanas e meses, mas quando a gente não está preparado, não adianta, não vai dar certo.

Eu nunca me senti pronta de verdade para encarar um novo relacionamento, mas eu queria, de qualquer forma, acreditar nisso. Tentei me convencer de todo jeito. "Eu não sinto mais nada pelo meu ex", ficava repetindo sem parar essa frase para mim mesma feito uma louca. E daí? Isso é realmente verdade, esse capítulo já passou no livro da minha vida, mas quem disse que só isso é suficiente para embarcar em uma nova aventura? É preciso estar com o coração limpo, com as forças renovadas, com mente livre e sem barreiras.

E eu sei muito bem que ainda não estou com nenhuma dessas coisas concluídas. Sei muito bem que está tudo uma bagunça aqui dentro com cicatrizes em aberto, perguntas sem respostas e mil quilômetros de muro que eu mesma ergui a minha volta sem nem ao menos perceber. 

Porque a verdade é que não é só porque a gente quer, que as coisas acontecem. Quem dera fosse né? Só que tudo na vida é questão do momento certo, do timing perfeito, do consentimento de Deus dizendo "agora sim". Destino, coincidência, seja lá no que for que você acredita, o que nós sabemos é que simplesmente as coisas só acontecem quando tudo está devidamente no seu lugar. Tudo deve estar bem encaixado.

E definitivamente, as minhas peças estão todas perdidas. Por isso não adianta forçar a barra, hoje eu finalmente entendi. Primeiro eu tenho sim (me dai persistência, Senhor!) que me organizar ficando a sós comigo mesma. E depois, bem depois, novamente arriscar virar dois.

15 junho 2014

Eu prefiro escrever.


Tem gente que gosta de falar, eu prefiro escrever. Enquanto escrevo, me organizo. Sou obrigada a pegar os meus pensamentos e colocá-los em ordem, para não sair um texto confuso, sabe? Enquanto escrevo, sofro de novo e vivo de novo. Nem parece que se passaram alguns dias, meses ou anos.

Mas colocar os meus sentimentos no papel me acalma e é quando começo a enxergar todos eles de forma mais clara e, vejam só, chego até a me dar conselhos. E eles servem também para alguém que leia o texto, caso eu tenha coragem de publicar, claro. (Só acho que teria que ser um grande maluco para me escutar, mas boa sorte!)


Enquanto escrevo, percebo detalhes que não tinha conseguido notar porque a minha cabeça estava um nó, um emaranhado de pensamentos bestas que poderiam ser facilmente descartados. Enquanto escrevo, vou traçando novos planos. Vou acreditando um pouco mais, vou me dando algum crédito. Afinal, eu escrevo! Isso é bonito, não é? É arte, mesmo que só eu a entenda de verdade.

Sendo bem sincera, a verdade é que quando falamos, muitas vezes, falamos besteira. Assim, sem pensar, muito rápido. Normal, né? No calor do momento, no impulso do coração. E aí ficamos com aquela cara de taxo, no minuto seguinte em que você percebe que falou demais, numa situação completamente desconfortável – para não usar adjetivos piores. 

Mas quando escrevemos, pensamos nem que seja só por um segundo - para organizar como será escrito - e mesmo que ainda assim saiam algumas besteiras, não tem ninguém te olhando, não podem te julgar, você não precisa enfiar a cara num buraco por se abrir demais. No máximo, ao final, jogar o papel no lixo. Ou o arquivo na lixeira do computador.


Escrever é algo íntimo, um momento somente seu com o seu coração. Se vai passar disso ou não, depende inteiramente de você também. Muito mais justo, não? Muito mais seguro.


06 junho 2014

Rapidinhos - top 5

Oi gente linda!! Tô de volta com mais um top 5 com os textos mais curtidos do mês de Maio, lá da minha página do Facebook!

Vamos lá:



A saudade passou a doer menos, apertar menos, sufocar menos. Chegam lembranças perdidas, vez ou outra, mas nada que me derrube. Ficou leve, sabe? Ficou no passado. 


❤ 


Sem nem se dá conta, ela está sorrindo por aí novamente. A vida ganhou cor e os lugares e as pessoas se tornaram mais interessantes. Cortou o cabelo, passou a se arrumar como sempre o fez e voltou a se sentir mais bonita. Começou a ler um livro novo e passou a escrever textos sobre o quanto a vida é surpreendente. Decidiu excluir a playlist melancólica que tinha no celular e passou a cantarolar músicas cheias de positividade. Os amigos repararam, a família comemorou. “De repente é amor”, as pessoas comentam. E ela não nega, mas completa: “Por mim”. 


❤ 


Desculpa se eu não te liguei na última noite para puxar algum assunto besta. Desculpa se eu não respondi a sua mensagem mais besta ainda. Desculpa pelo meu sumiço de uma hora para outra. Desculpa te decepcionar por não estar mais a sua disposição. Desculpa se eu me esqueci de você por um dia inteiro e me permiti sorrir com e para outra pessoa. Desculpa. Desculpa se eu te amei demais e hoje, finalmente, não te amo mais.

❤ 


Eu sou da opinião de que se for para acontecer, vai acontecer. Por mais clichê que isso soe e meio óbvio também. Entendi que não é só porque eu quero que vai dar certo. Depende muito de mim, isso sem dúvidas, mas não só de mim, e essa é a questão. Às vezes a gente faz tanto, se sacrifica tanto e, ainda assim, parece que não sai do lugar. E eu acho que chega uma hora que temos de repensar o caminho que estamos seguindo, os objetivos que traçamos para nós mesmos. Respirar um pouco, rever as possibilidades e considerar novos rumos. É aquela velha história de se deixar surpreender um pouco, sabe? A vida é muito curta para perdermos tempo em uma única causa, desperdiçando chances melhores de ser feliz. 

❤ 


Só preciso me sentar por um instante. Só para tirar um pouco o peso das minhas costas, descansar o meus pés e tentar colocar a cabeça no lugar. Faz quanto tempo que estou nessa caminhada? Tudo bem, eu sei que é bobeira tentar contar! Vai muito além dos números e do óbvio. Na minha bagagem, provavelmente eu carregue muito mais do que muita gente de meia idade. É muita história, muito sentimento bom, mas também muito sentimento ruim. E ainda um bocado de lembranças confusas e cicatrizes incuráveis. Por isso, pensem o que quiser, mas eu cansei, esgotei e desisto. Sim, no auge dos meus vinte e um anos, eu não aguento mais nenhuma grande aventura e quero somente o que for bem leve, bem calmo e sem angústias. “Eu quero a sorte de um amor tranquilo”, o poeta canta e eu imploro.

E aí, gente? O que acharam deles? Qual tem mais a ver com você? Contem tudo!! rs


Beijos,