25 setembro 2014

Obrigada por me fazer acreditar de novo.


Eu nunca fui medrosa, embora tenha sentido muito medo nos últimos meses. Medo de ser feliz de novo. Medo de me machucar mais uma vez. Medo de me fechar para o mundo e acabar me tornando mais uma dessas pessoas que só reclamam da vida. E o que eu mais senti, foi medo de deixar de acreditar nas pessoas e no amor.

E isso me destruía dia após dia. Ao mesmo tempo em que me sentia aliviada por achar que estava me protegendo naturalmente de novas decepções, não conseguia enxergar essa “nova eu” como a melhor saída. Afinal, existe algo mais triste que isso? Existe algum sentido em viver sem acreditar – seja lá no que for? Posso apostar que não!

Mas você me apareceu. E não foi amor à primeira vista, nem à segunda e desconfio que nem à vigésima vez. Foi muito mais bonito e entorpecente. Foi amor quando eu parei de olhar para trás. Foi amor quando eu queria te ver em um dia em que tudo estava dando errado para mim. Foi amor quando eu sorria ao receber uma mensagem sua de bom dia. Foi amor aos poucos, sem pressa, em um ritmo que eu não conhecia, mas ocupando mais espaço a cada dia.

E quando dei por mim, a vontade de arriscar era muito maior do que todo o medo que eu sentia. Eu me esqueci do motivo pelo qual estava fugindo, eu fui deixando de vestir a minha armadura. Foi totalmente sem querer e deve ser por isso que as pessoas dizem que as melhores coisas são as que não planejamos.

Por isso, eu só queria te dizer obrigada no sentido mais puro que existe. Obrigada por me trazer de volta o que eu achei que tinha perdido. Obrigada por me fazer acreditar de novo.

17 setembro 2014

A culpa foi nossa.


Vou fazer de conta que nada aconteceu. Vou fingir que nos perdermos por acaso, coisa do destino. Peças, armadilhas... Tudo isso faz parte né? Eu poderia esconder o sofrimento, me fazer de conformista e ouvir conselhos tolos de todas as pessoas. Você conseguiria também? Conseguiria fingir que não tivemos outra escolha? Conseguiria passar por mim e apenas sorrir como bons amigos e com isso, termos um fim de relacionamento ideal? 

As pessoas acreditariam


Mas o motivo real a gente sabe: A culpa foi nossa. E, convenhamos, geralmente a culpa é dos envolvidos na história, mesmo que seja mais fácil inventar desculpas esfarrapadas para disfarçar a covardia. Afinal, como eu já disse, os outros aceitam (ou simplesmente ignoram). Mas não podemos enganar a nós mesmo. Não ao teu coração e ao meu. Não quando cada parte de mim admite a culpa e a outra parte te culpa mais ainda. Vai dizer que você também não? 


Nós dois sabemos que, por todas as coisas que dissemos ou deixamos de falar, nós permitimos a chegada do fim. Pouco a pouco, ele se tornou inadiável, entre os erros meus e escolhas suas. Verdades, mentiras, medos. Em resumo, uma mistura de tudo que ouvi dizer que fazia mal ao amor. Mas tudo, exatamente cada um dos ingredientes fomos nós que escolhemos e isso tem de ficar muito claro.


Fomos nós que deixamos escapar a vontade de fazer a receita dar certo. Nós. Eu e você. Ninguém de fora, nenhuma força oculta, muito menos a – sempre culpada – vida. 


11 setembro 2014

Rapidinhos - Top 5 (Agosto)

Oi queridos!

Quase que eu me esqueço dos rapidinhos da minha página esse mês,  gente! rs Por isso ele veio um pouquinho atrasado, mas tá aí. Não tão rapidinhos, porque postei textos bem maiores, mas espero que gostem e se identifiquem com algum! :)

Se existe um tipo de homem que eu tenho horror são os "indecisos". Veja bem, está entre aspas justamente porque eles não são exatamente confusos, como alegam. A verdade é que eles sabem muito bem o que querem: ter você e ter todas as outras ao mesmo tempo. Sabe como é, quem não gosta de saber que num momento de carência ou quando acontecer algum problema, vai ter alguém ali a disposição? Seja numa segunda feira as dez horas da noite ou num sábado as três horas da tarde. Por isso, vez ou outra, eles aparecem, são fofos e deixam uma esperança de que agora as coisas vão para frente. No entanto, eles não abrem mão das baladas, não deixam de sair com uma, duas, três mulheres diferentes no mesmo final de semana. E se for você quem estiver precisando de colo, eles sempre têm uma desculpa para não poder ajudar. Mas é claro que eu entendo que, nós, mulheres, temos mesmo uma queda pelo que parece impossível. Ser aquela que foi capaz de transformar o cara errado em certo e tudo mais. E eu até concordo que a gente tem de pagar pra ver, vai que né? Tentar é sempre válido. Mas ao reconhecer qual é a do cara (porque a gente sempre sabe, mesmo quando diz que não), o melhor é fugir. É perda de tempo, visto que é só isso que esse tipo é capaz de fazer na nossa vida. Porque a gente acaba deixando passar um cara realmente legal enquanto estamos ocupadas demais em tentar decifrar o enrolão. Deixamos de sair com as amigas, porque logo naquele dia ele ligou. E, por consequência, ainda deixamos a nossa dignidade e o nosso amor-próprio enterrados, completamente esquecidos. E desde quando isso vale a pena? Não preciso nem responder.



É triste né? Esses desencontros da vida. Quem nunca encontrou uma pessoa super bacana em alguma esquina, mas, no fundo, o desejo mesmo era ter parado na rua anterior? Aí você fica naquele impasse, força uma situação, tenta acreditar que esqueceu o último alguém, finge que está empolgada, mas nada nesse mundo faz com que, ao olhar para aquela pessoa, o coração perca o ritmo. Nada. Ela não te desperta sentimento algum, simplesmente porque você ainda está preso ao passado. É tão injusto! Não sei se é mais com a pessoa ou com a gente, mas que é uma sacanagem do destino, disso eu não tenho dúvidas! No entanto, na minha opinião, as únicas coisas que são realmente justas nessa confusão toda são, primeiro, você segurar as pontas. Sei lá, viver a sua dor por completo, sua decepção, seu luto. Para uma nova história acontecer, no mínimo, a outra deve ter tido um fim. E, segundo e mais importante item: liberar a outra pessoa. Ninguém nesse mundo tem o direito de machucar alguém, só porque também está ferido. É desleal, imaturo e cruel. 



Um apelo pessoal e desesperado que eu faço para a humanidade: Sejam sinceros no início de um relacionamento. Vai dizer que não é bem melhor entrar em uma relação sabendo o que esperar dela? Afinal, pode ser que a gente se surpreenda no meio do caminho? Claro que pode. Mas é bom ter uma proposta inicial, para que se possa decidir se é aquilo ou não o que quer no momento. Por exemplo, existem pessoas que a gente sai, que sabemos que não vai dar em nada, né? Sem maiores explicações. A gente blinda o coração e aproveita. Coisa de momento. Tem pessoas que, por conta de todo um desenrolar da história, a gente sabe que é um pouco mais especial. A gente sente que pode dar em alguma coisa e aí libera o coração. Simples assim. A verdade é que eu cheguei em uma fase da vida que não aguento mais dor de cabeça, cansei de gente que não sabe o que quer e de viver em dúvida do que ele vai fazer, consequentemente, do que vou fazer também. Custa jogar limpo? Algumas pessoas sim, mas a grande maioria não vai criar expectativas a toa. Até porque não é pecado o cara querer só matar o seu desejo sexual. Desde que ele deixe isso claro. Desde que ele não passe a semana inteira mandando mensagens de "bom dia" e depois de saciado, decida sumir e ainda dizer que a culpa foi da mulher por ter esperado algo demais. Me poupe, né? Enfim, eu realmente tenho pavor de quem aparece e desaparece na mesma velocidade, quem me conforta em um dia e no outro é a causa do meu desconforto. Por isso, eu imploro: Vamos ser mais transparentes e coerentes em nossas atitudes. A minha cabeça confusa de natureza (defeito das mulheres) agradece.



Se existe um conselho realmente bom em que eu acredito e repito tanto para mim quanto para os outros é: não fuja. Seja de alguém, de um sentimento ou de uma situação. Quanto mais a gente foge, mais nos infiltramos naquilo de que fugimos. Parece confuso, mas não é. Por exemplo, se não nos permitimos viver um relacionamento, por causa do medo de dar errado, a sombra do “e se eu tivesse tentado” vai permanecer para sempre na sua cabeça e no seu coração. Quando não conversamos com alguém por causa do medo do que aquela conversa poderia implicar, as palavras ficam engasgadas e volta e meia, mesmo depois meses ou anos, a gente se pega reformulando as nossas falas e possíveis respostas da outra pessoa. E eu até concordo que, quando a gente foge, acabamos nos livrando de certas dores de cabeça, mas existe algo mais incômodo do que a dor do arrependimento? Do que se sentir impotente quando tinha tudo em suas mãos? Para mim não. Fugir é sentir duas vezes mais. Prolongar algo que poderia ter sido bobo e nocivo, transformando em uma assombração para o resto da vida.



Eu odeio o fato de que quanto mais velhos nós ficamos, mais medrosos e covardes nos tornamos. Mais experiência parece ser equivalente a mais decepções no currículo. E por isso, inevitavelmente, toda a minha ingenuidade foi embora e hoje eu desconfio de tudo e todos. Homens não valem nada. Mulheres não prestam. Está tudo em ordem? Calma, já vai dar errado. É horrível isso. É triste. Desacreditar foi a saída mais fácil, embora não seja a melhor alternativa para o que chamam de viver. Afinal, quem não acredita não é feliz de verdade, mas, pelo menos, também não se decepciona. E, no momento, eu estou evitando exatamente isso. Menos trabalho, menos estresse, bem menos fortes emoções. Tô preferindo ficar quietinha no meu canto, sendo só minha, sem interações com o mundo exterior. Não é a minha intenção culpar ninguém, só também não foi minha culpa eu ter me tornado esse poço de frieza, então não venha me incomodar, porque de resto, eu sei me virar sozinha.

E aí? O que acharam? Se identificou com algum em específico?

Beijos,

04 setembro 2014

Alguém diferente.


Eu só queria alguém que gostasse. Sem regra, sem tabela, sem medida. Sem programação de encontros que não podem passar de duas vezes na semana para “não cair na rotina”. Sem pensar em quem vai enviar mensagem de bom dia primeiro. Sem se preocupar no quão tolo é dizer que está com saudade (quando é isso que está sentindo), mesmo tendo se visto no dia anterior.

Alguém que goste e não queira esconder. Gosta mesmo, por que fingir? Alguém que esteja disposto a ir contra essa nova teoria para o amor de que temos de jogar para ganhar. A gente joga para ganhar na loteria, a gente joga para alcançar a última casa do tabuleiro, mas para amar? Quem inventou essa porcaria? Para amar basta se entregar. Não tem mistério, ainda que também não seja nenhuma brincadeira.

Eu queria alguém que criasse expectativas sim, que fizesse planos sim, que sonhasse sim. A partir do momento em que a gente para de fazer tudo isso, a gente não gosta mais. Desde os planos mais bobos até os mais sérios e concretos, isso é o que amor faz. É querer incluir a pessoa no seu mundo, na sua vida, no seu futuro.

Eu queria alguém que tivesse medo, mas uma vontade de fazer dar certo muito maior. Porque amar dá receio mesmo, mas o que não dá é fugir da felicidade né? 

Só queria alguém diferente desse bando de gente que não sabe o que quer, não sabe o que fazer e nem para onde ir. 


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