30 setembro 2013

A nós!

*Sei que ando sumida daqui e dos blogs que tanto adoro visitar, mas é a faculdade que não me deixa viver. Não vou nunca abandonar isso aqui, mas peço paciência, pois todos os comentários serão lidos e retribuídos! Obrigada :)


Que tal uma taça de vinho? – Ele me ofereceu tentando quebrar o silêncio que pairava sobre nós.

Primeira vez que eu ia a sua casa, depois de quatro meses que estavamos saindo. Eu não sabia como agir e ele parecia nem conhecer o próprio apartamento. Estávamos os dois nervosos, envergonhados e ansiosos. Isso diz muita coisa, não é? Chamar para conhecer o seu canto. Não como esses garotos que levam qualquer uma para cama, mas quando há conquista, há mistério e as coisas acontecendo cada uma a sua hora.

Quando voltou da cozinha americana onde eu pude observá-lo durante todo o tempo, ele sorriu e me serviu. A nós, disse.

Beto era o tipo de homem que eu nunca notaria, mas acho que isso faz parte do amor, obviedade passa longe. Ele era amigo de um amigo meu e na primeira vez que o vi, não achei graça nenhuma. Para ter uma ideia, saí com um outro cara que conheci na mesma boate. Hoje acho graça, nossa história poderia ter acontecido há tanto tempo... Ou será que agora era a hora certa?

Depois de meses, nos reencontramos por acaso no aniversário desse meu amigo e foi aí que tudo aconteceu. Passamos a noite inteira conversando como se fôssemos amigos desde criança! E não que eu tenha me apaixonado naquele dia, nem que tenhamos saído de lá para um lugar mais reservado, nem se quer ele me elogiou, mas acho que é isso que dizem ser amor à primeira vista. Pura identificação, não sentir o tempo passar ao lado de alguém que você nem conhece.

Somente na semana seguinte, nos esbarramos numa café que tem perto do meu apartamento. Mais tarde descobri que foi tudo planejado, pois o meu amigo comentou com o Beto que eu costumava ir ao café todas as quintas feiras para ouvir a um show de MPB. Ele foi um perfeito ator me fazendo acreditar que estava surpreso em me encontrar e até mesmo, no início, fingiu estar confuso sobre me conhecer ou não.

Assistimos ao show juntos e foi ao som de "Eu quero te roubar pra mim..." que demos o nosso primeiro beijo. Não ouvi sinos, não senti os meus pés flutuarem, tenho 23 anos e acho que já estou bem grandinha para acreditar em contos de fadas. Mas pude sentir o meu coração sorrir. Assim, tranquilo e contido.

Hoje eu sei que a memória do meu smartphone é realmente gigante, porque passamos o dia todo trocando mensagens e, por mais bobo que pareça, não tenho coragem de apagar nenhuma delas. Hoje ele me busca no trabalho duas vezes por semana e ainda vamos àquele café às quintas. Hoje começamos a fazer alguns planos mais longos do que apenas ‘o que faremos no final de semana?’. Hoje eu escolhi estar aqui, pois sei que nenhum outro lugar faria eu me sentir melhor.

A nós, eu disse. Brindamos e em seguida, ao invés de tomarmos um gole do vinho, melhor foi selarmos o nosso encontro, com um beijo. E o início de uma noite clichê e totalmente única para nós dois.

25 setembro 2013

Amor é um só.


Uma vez me disseram que o amor quando verdadeiro, independente de tudo, ele continuará sempre presente. Eu acho uma conclusão um pouco radicalista e exagerada. O que fica são as lembranças, isso sem dúvida alguma permanece por toda uma vida. Mas falando do amor, do sentimento... Pera lá gente, quer dizer que se eu amei duas pessoas, a terceira vai ter que dividir o espaço com as outras duas primeiras? Não é assim. A vida continua. Ou você esquece ou não

E sim, para mim existe sim essa frase "eu esqueci fulano". Não na memória, não excluiu da vida, da sua história. Mas emocionalmente falando, essa pessoa não te causa mais nenhum frisson. Foi um capítulo importante, mas não está mais presente nas próximas páginas. É isso. Para mim, isso é desculpa de gente conformada, ou sei lá, romantismo demais que eu não consigo compreender. 

Porque se existe uma coisa que o ser humano tem a capacidade é de amar uma, duas, três vezes durante uma vida, mas isso de forma egoísta e única. Em cada uma delas um toque de importância e particularidade, porém, é impossível, sim, eu repito, impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Ou amar uma com resquícios de outro amor. A verdade é que uma ou outra não é amor, uma ou outra foi mera confusão. Porque sempre uma vai sobressair à outra, deixando claro que há diferença de sentimentos. Amor é um só. Um de cada vez ou um para vida toda

20 setembro 2013

Sobre escrever.



Já cansei de me procurar em meus textos e não me achar. Porque sou tudo e todas as pessoas ao mesmo tempo e encontrar a linha tênue que divide o mundo da ficção e o meu mundo da realidade se torna tarefa complicada.

Sou a menina boba que chora pelo cara que não vale nada e também a sua melhor amiga que briga e dá conselhos.

Sou mais razão que emoção e às vezes o contrário.

Sou irreverente nas palavras e medrosas nas atitudes, mas consigo ser quem eu quiser quando escrevo. Consigo ser até quem eu não quero ser.

Já briguei comigo mesma por não concordar com algo que escrevi e já me orgulhei por colocar em palavras meus sentimentos e pensamentos tão secretos e verdadeiros de forma bonita e poética.

Foi assim que descobri que ser escritor é surpreender aos outros, mas principalmente, a si mesmo, toda vez que as palavras se juntam e tomam a forma de texto.


15 setembro 2013

Provavelmente interessante.


Foi em um dia de Sol quente que eu o conheci. Não imagine uma cena em Copacabana e água de coco (ou cervejinha gelada). Foi no Centro da Cidade, blusa grudando nas costas e suor escorrendo pela testa. Nem todo carioca mora de frente para praia, pessoal. E alguns, vejam só, ainda trabalham duro na maior parte do tempo.

Era horário de almoço e eu nunca sinto fome quando está muito quente. Só me dá vontade de entornar litros de qualquer líquido estupidamente gelado. E eu estava em uma dessas lanchonetes de esquina, tomando um suco de laranja de 500ml com bastante gelo, como pedi ao atendente, para ver se me refrescava um pouco.

E ele, se posicionou ao meu lado, vestindo um terno preto e pediu a mesma coisa que eu. Sorrimos um para o outro, sendo simpáticos. Vocês também fazem isso? Igual quando falamos “da licença” quando se senta ao lado de alguém no banco do ônibus, sabe? Simpatia e educação.

Era branquinho, olhos e cabelos castanhos e tinha um sorriso tímido. Nem todos os homens bonitos são loiros de olhos verdes viu! Reparei que ele segurava uma pasta em sua mão, sabe? Provavelmente processos. Provavelmente estudante de direito. Provavelmente interessante.

Infelizmente, como já mencionei, a maioria de nós trabalha duro e eu não poderia admirá-lo por mais muito tempo. Uma pena. Saí de lá e fui para as últimas quatro horas restantes para acabar a minha jornada de trabalho do dia.

Não sei o nome dele e não teve continuação essa história. Vai dizer que vocês nunca encontraram uma pessoa que chamou a sua atenção de cara, mas parou por aí? Sobrando apenas um suspiro e um sorriso.

10 setembro 2013

Não estou indo para a forca!


Hoje o dia acordou cinzento e ensopado. Isso é diretamente responsável por 30% do meu mau humor matinal, tem coisa mais desanimadora do que acordar cedo no frio e com chuva? Liguei o chuveiro na temperatura pelando e sem pensar em horário, tomei um banho longo com o intuito de relaxar. Fiz um coração (e ainda escrevi a letra P) no espelho embaçado por causa do calor e após me arrumar, desci para tomar o meu café da manhã.

Mamãe me deu um bom dia animado – mais que o normal. Papai apenas olhou para mim e sorriu de lado. E a minha irmã a essa hora ainda nem tinha levantado. Na televisão falava sobre exercícios importantes para o cérebro se manter ativo. Descobri que o meu deve estar para lá de sarado, porque a dica número um é ler.

Enquanto o meu pão esquentava, eu arrumava a minha mochila para o longo e novo dia que estava por vir. Peguei o meu fone, “A Última Carta de Amor”, livro que estou lendo no momento e a minha carteira. Basicamente é disso que eu preciso. O celular já estava no meu bolso, claro. Mas infelizmente tive que acrescentar alguns outros ítens. Quando saí de casa, os dois me desejaram ‘boa sorte’ e a minha mãe já estava com os olhos molhados.


Parece até que estou indo para a forca ou alguma coisa pior, mas hoje é apenas o meu primeiro dia na faculdade. O curso não era a minha primeira opção, mas sempre me interessou. Eu faria ele de qualquer forma. Agora ou daqui a vinte anos. E como passei para uma faculdade boa, não cogitei a ideia de abrir mão.

É o começo, sabe? De uma história que está em minhas mãos, assim como sempre esteve o lápis - e hoje em dia um teclado e um celular. Eu amo as palavras e estuda-las será, provavelmente, interessante. E se nada der certo, pelo menos farei amigos e adquirirei experiencia - e ainda escreverei novos textos.

06 setembro 2013

Você sabe o que você quer?


Depois de muito tempo sendo apenas passageira, vivendo totalmente sem rumo e sem um lugar para voltar, eu preciso de algumas certezas. Coisa boba, do tipo, o que você quer no momento? Digo, comigo. Com a vida. Com o amor. Está tudo envolvido, espero que saiba. Tudo ligado, mas também facilmente desligado, se for necessário.

É que o seu jeito é uma junção de tudo que eu adoro, mas o meu jeito extrovertido é o que mais chama atenção em mim. O seu sorriso é lindo, mas o meu vive sendo elogiado também. Os seus olhos são claros e vivos, mas o meu são brilhosos e me revelam muito facilmente. Gosto do seu estilo e também do meu. A questão é que, todas essas coisas são superficiais ao mesmo tempo em que denunciam logo quando tem algo errado com a gente, já percebeu?

Não quero sofrer novamente. Não quero me fechar, não quero perder o meu sorriso, não quero que as lágrimas inundem o meu rosto e principalmente, não quero passar a voltar a usar moletom. E engordar, me afundar, embarangar. Prefiro evitar esse caos todo, mais uma desilusão...

Por isso, te pergunto, você sabe o que você quer? Porque se você não tem certeza, se ainda está perdido, desculpa, mas eu já sei muito bem o que eu quero e uma delas é não perder mais tempo. É encontrar - ou deixar de ser encontrada - por um amor tranquilo, permanente e firme. Se puder me oferecer, eu te dou a mão. Te trago para dentro, te apresento o meu mundo. Se não, te empurro, me fecho, me mudo.

02 setembro 2013

Dar tempo ao tempo?


As vezes chego a acreditar que não está tão ruim. Aparecem falsas e provisórias felicidades que servem com um analgésico. E enquanto finjo ocupar a minha mente, os dias vão passando. Ouvi dizer que devemos dar tempo ao tempo. Nunca ouvi frase tão estúpida! Eu não quero dar tempo ao tempo, na verdade, o tempo que deveria me dar um tempo. Me dar um tempo de noites dormidas e de sorrisos sinceros. Um tempo longe dos socos no meu coração toda vez que eu vejo ele com ela, de me fingir de forte na frente dos outros e das lágrimas sem fim. E é por isso que eu insisto: O tempo que deveria me dar um tempo, um tempo de felicidade.