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Mostrando postagens de 2015

Com o coração já tão despedaçado, o que mais eu tenho a perder?

Eu sei, eu estraguei a nossa noite que você tinha preparado com tanto cuidado. 

Eu sei, eu fui covarde e imatura. 

Eu sei, eu te assustei quando você acordou de madrugada e me pegou chorando na sala.

A verdade é que eu entrei em desespero, ok? Porque eu senti o meu coração se abrindo. Eu acreditei em você, nas suas palavras, na verdade do seu sorriso ao me contar dos seus planos para gente, e caramba, não devia acontecer isso! O combinado era que eu não me entregaria a ninguém, o combinado era me manter distante e protegida. 

Porque eu realmente não sei se estou preparada para encarar as minhas feridas, passar por cima dos meus traumas e me permitir ser feliz sem pensar no que pode ou não acontecer. É que é inevitável, a gente fica meio desacreditado, sabe? Ver a mesma história se repetindo tantas vezes... Por que logo com você seria diferente? Por que eu teria que te dar um voto de confiança?

E, se quer saber, eu encontrei a minha resposta sem precisar responder coisa alguma. A verdade é …

Escrever sobre você.

Talvez escrever seja a coisa mais corajosa e covarde que eu consigo fazer em relação a você.

Porque, sinceramente, eu não tenho mais forças e nem coragem para tentar de novo. Essa seria a tentativa número... Ah, não importa, não é? Já tivemos várias e todas fracassadas. E por isso, de certa forma, eu já aceitei o nosso fim. De algum jeito, eu encontrei razões suficientes para (tentar) seguir em frente. Não que seja exatamente o que eu quero, mas chegou a hora de fazer o que é necessário e ignorar o que o meu coração fica gritando.

No entanto, eu continuo escrevendo sobre a gente e é nessa hora que eu escuto o meu coração. Ao escrever, eu assumo e deixo transbordar tudo que ainda sinto por você. Deixo vir a tona as lembranças, os planos impossíveis e o grifo abafado. Quando eu escrevo, eu te aceito de volta. Esqueço os empecilhos, os seus erros e as minhas manias incuráveis. 

Ou talvez eu lembre, mas não dói como na realidade.

A verdade é que transformar a dor em poesia é eternizar tudo a…

Inspiração: ilustrando o amor

O meu tema preferido é o amor, mas acho que isso dá pra perceber né? rs E há alguns meses eu vi uma matéria linda no site Hypeness sobre um ilustrador coreano, Puuung, que se inspira em momentos simples, daqueles que a gente consegue enxergar claramente o amor no dia a dia de um casal, para criar suas ilustrações.

Hoje ela apareceu novamente na minha timeline, e eu senti que precisava compartilhar por aqui esse trabalho tão incrível e que nos arranca sorrisos e suspiros. 
Abaixo estão algumas das minhas preferidas, mas indico que vocês cliquem no link para conhecer melhor o ilustrador. 
Sorte de quem consegue se identificar com os momentos ilustrados né? ♥












Eu preciso seguir sozinha daqui para frente.

Não sei se é justo dizer que aqui está doendo tanto quanto aí, mas queria que soubesse que não está sendo fácil para mim dizer adeus a você. Dizer adeus a nossa história, aos nossos planos e a nossa rotina. Dizer adeus a tudo que construímos, dizer adeus e ter que me afastar de quem um dia foi todo o meu equilibro.
Só que eu senti, nos últimos tempos, que alguma coisa estava errada, fora do lugar. E não acho que seja você, antes que confunda as coisas, e nem eu mesma. O que não cabia mais era o nós. Como unidade, juntos.
Não faço a menor ideia de quando me toquei disso, nem sei se alguma coisa pode ter me influenciado, mas acho que isso não importa, sabe? Eu só precisei seguir o meu coração. Medroso, mas claro. Tão claro que eu não poderia mais ter dúvidas e nem prolongar mais essa decisão.
Eu não quero e não vou me esquecer da sua voz me chamando pelo nosso apelido íntimo. Não quero e não vou me esquecer do quanto você nunca soube o que me dizer direito, mas sabia colocar todo o seu amo…

A vida é um pouquinho mais do que um pé na bunda.

É meio desnecessário eu dizer que todo término é ruim, afinal, acho que todo mundo sabe bem disso. Mas doeu, doeu pra caramba! Eu realmente esperava mais da gente e "o amor da minha vida" ir embora sem mais nem menos, destruiu um bocado de planos que eu tinha idealizado. Todo dia me perguntava aonde eu tinha errado, quando ele voltaria, o que eu poderia fazer para tê-lo de volta, como ia ser daqui para frente sozinha... Todo dia eu me afundava um pouquinho mais num mundo de ilusão e desilusão.

O meu coração estava tão descompassado que dava pena. Minha cabeça estava a mil, cheia de pensamentos num vai e volta embaralhado. O ponteiro do relógio continuava percorrendo número a número e o calendário mudando de páginas. Só eu que estava estacionada nessa história toda. Atolada. Confortavelmente apática.

E eu posso dizer que as coisas só começaram a andar quando eu parei de me vitimizar. Ok, ele me decepcionou. Ok, eu tenho todo o direito de viver o luto. Ok, mas por quanto tempo? …

Voa, vá em paz.

Ouça antes de ler...



Eu estava quietinha no meu canto, e, de repente, você pousou na minha vida. Eu li e sublinhava as partes que mais me tocavam de um livro de poesias, quando você sentou ao meu lado, com um fone, que mais parecia um alto falante, tocando alguma música barulhenta. Foi nesse momento que você penetrou na minha paz.

Por cima do meu ombro, espiava a minha leitura e quando te olhei, você sorriu. Sorriu sinceramente como quem dizia "duvido que você nunca tenha feito isso". Eu queria responder que era uma invasão, mas não era possível me irritar diante da maneira como você era tão espontâneo e, inevitavelmente, sorri de volta. De alguma forma, eu sempre quis que alguém lesse as entrelinhas das minhas marcações.

Por acaso, no meio de tantos bancos vazios ali em volta, você quis descansar ao meu lado. E por acaso, eu quis arriscar e entrar no seu ritmo. Acasos, por mais improváveis que possam parecer, sempre possuem algum sentido. Você experimentou da minha calmaria. E…

No meu tempo.

Todos os dias alguém vinha me dizer que eu precisava sair “dessa”. Dessa, no caso, significava fossa. Mas, convenhamos, quantos deles entendiam realmente o quanto eu estava machucada? Quantos deles algum dia se sentiu da mesma maneira que eu me sentia?

Não estou dizendo que a minha dor era maior do que a das outras pessoas. Não me entenda mal, apenas doía. E eu não queria ouvir que era besteira, me entende? Cada um enfrenta a dor da sua forma, é algo muito particular e sem fórmulas. E eu, bem, não sabia levar a minha dor de outra forma a não ser sentindo. Sentindo cada pontada no meu coração, revivendo cada lembrança, chorando, abraçando o travesseiro, enfim, me entregando.

E a tristeza é viciante. A tristeza, de alguma forma bizarra, acaba sendo uma boa companhia. Ela está sempre ali, sabe? Acordava triste e dormia triste. E quando sorria, era ainda mais triste. Não me sentia sozinha com a tristeza, pelo contrário, estar triste era saber que ele ainda estava presente na minha vida. Uma…

Mil razões

Posso compor mais cem canções de amor, pra quê? Se quando eu canto, você some...


Ponto. Final feliz.

Soube que você está feliz. Comentaram, como quem não quer nada, que você arranjou uma nova namorada e foi promovido no emprego em que estava há alguns anos. 
Assim que terminamos, eu te excluí do Facebook com a certeza de que seria o melhor para mim. Você não gostou da ideia, mas eu precisava ser egoísta, precisava pensar em mim pela primeira vez em toda a nossa história. E me ajudou muito não saber mais o que você andava fazendo e assim não nutrir esperanças por causa da sensação de saber como estava a sua vida – como eu sempre soube. Era muito mais fácil para mim poder entrar nas minhas redes sociais e não correr o risco de ser surpreendida por nenhuma atualização deprimente sua.
O meu travesseiro sabe o quanto eu chorei. O colo da minha melhor amiga também. Mas você nunca soube, porque eu nunca fiz questão de mostrar isso. Nunca te mandei mensagem de madrugada, mesmo bêbada. Nunca te liguei implorando para que voltasse para mim. Nunca pedi para que amigos em comum te dessem recados i…

Duas pessoas com medo.

Falar sobre o amor é extremamente difícil. Tenho a sensação de que tudo que poderia se dito, já foi dito. Logo, penso que seria prepotência da minha parte achar que conseguiria escrever algo novo e surpreender você. Só que a questão é exatamente essa. Você trouxe um novo sentido para minha vida e eu queria tanto conseguir transparecer isso em palavras, sabe? Por isso eu tento. Por isso eu me abro.
Antes de você aparecer, eu era só mais uma garota com o coração partido. Mais uma garota que dançava num compasso mais lento e não se permitia mais acompanhar a loucura da vida. Mais uma garota que não acreditava mais em histórias de amor com finais felizes. Mais uma garota precavida, medrosa e arisca.
Se alguém começava a ultrapassar a minha zona de segurança, eu me afastava. Por que? Porque doía. Porque todas as lembranças voltavam como um tsunami. Me derrubando, me afogando, me destruindo por completo. Aí eu fugia, covarde e pequena, para algum lugar seguro.
Mas quando é para acontecer, a vi…

Uma pena você.

A verdade é que olhando para trás, consigo perceber o quanto você me deu pouco. O quanto foi tudo tão medido e tão cronometrado. Não sei se foi por medo ou simplesmente você já tinha planos para cair fora em algum momento mais para frente, só sei que, independente dos seus motivos, foi covardia. 

Eu cheguei com bandeira branca, nunca te pedi mais do que você podia me oferecer, pelo contrário, eu aceitei você do jeito que você era. Suportei o tamanho do seu ego, respeitei o seu espaço, aprendi a lidar com os seus defeitos, fui paciente - até demais. 

Seria hipocrisia dizer que eu não esperava reciprocidade, afinal, quando a gente se entrega verdadeiramente para alguém, a gente deseja ser correspondido, é óbvio. Mas mais do que isso, eu, particularmente, espero sempre sinceridade. Nas pequenas coisas e nas maiores. No dia a dia e em situações específicas. Portanto, essa sempre foi a minha única condição, o meu único pedido. E se eu peço isso, é porque eu já sou bem grandinha e já aprendi …

Vamos celebrar o amor, antes de tudo.

Dia dos namorados. Acho que não existe data mais polêmica e que mais gera controvérsias do que essa. Alguns casais postam fotos apaixonadas, cheias de sorrisos, presentes e declarações. Alguns dos que não namoram (e são mais revoltados) postam textos que condenam esse tipo de comportamento, outros mais tranquilos soltam piadinhas – que eu, particularmente, morro de rir. Mas a verdade é que são poucos os que realmente se calam e ignoram os dois lados.
Até o momento, eu já li uns dez textos com as mais diversas opiniões sobre o dia 12 de Junho e vi (e curti) incontáveis fotos de casais.
Bom, eu já namorei algumas vezes, estou namorando no momento e nunca fui de ficar postando fotos toda semana com a pessoa que estou. Nunca. Sou da opinião de que nada substitui um momento a dois, aquela cumplicidade, aqueles segredinhos do casal. Não exponho minhas intimidades, meus sentimentos, meus planos. Mas isso, veja bem, sou eu. Existem pessoas que gostam, que tem essa vontade de gritar para o mundo…

Da página para o blog.

Faz um bom tempo que eu não faço um top 5 dos textos da página aqui né? E eu não vou fazer mais disso uma regra, mas de vez em quando eu acho importante trazer os textos mais populares por lá para cá, para quem me acompanha mais por aqui.

Bom, segue um apanhado dos últimos seis meses com os meus textos preferidos e mais curtidos da página também :)

Antes eu morria de medo dos finais, hoje em dia, eu evito logo o começo. Covardia, eu sei. Mas crescer é perder um pouco da coragem que a gente tinha quando mais jovem, sabe? Crescer é enxergar mais o lado ruim do que o lado bom antes de tentar, é não criar mais expectativa com nada. E eu tô assim, evitando felicidades provisórias. Uma noite de sorrisos em troca de uma semana de lágrimas não é uma troca justa, se quer saber. Não tá valendo a pena toda uma incerteza em troca de momentos de atenção. É tampar o Sol com a peneira, conhece esse ditado? É me enganar e, no final, me desgastar a toa, mais uma vez. Não, não é mais isso que eu tô procu…

Se é essa a sua vontade, meu amor, pode ir.

Eu nunca tive dificuldade em aceitar o fim. O final faz parte de qualquer ciclo, não dá para evitar. E se é a outra pessoa que quer ir embora, por favor, vai sem medo. Não imploro, não me desespero e, principalmente, não me menosprezo. Por isso, se é essa a sua vontade, meu amor, pode ir.
Provavelmente vai ser foda por alguns dias, a saudade vai me sufocar e eu vou me segurar para não te mandar uma mensagem, tarde da noite, perguntando mais uma vez o motivo do nosso fim. Vou sair com minhas amigas e achar um saco, e isso só vai piorar a situação, porque eu vou me lembrar do quanto era incrível apenas assistir a filme contigo, dividindo aquele sofá pequeno da sua sala.

Com certeza vou escrever alguns textos dramáticos que eu nunca mostrarei para ninguém. Vou te odiar, me odiar, odiar o mundo e a vida! Porque depressão pós pé na bunda é normal, não me julguem.
Eu vou achar que tudo perdeu o sentido, mas só até começar a enxergar algum nexo nessa história toda. Afinal, a gente sempre aprend…

Talvez não tenha sido amor, sabe?

Talvez não tenha sido amor, sabe? E acho que não temos que culpar ninguém ou sofrer pelo que não aconteceu. Porque, afinal, como vivemos é que importa - e não o tempo. E poxa, foi lindo e mais que isso, foi sincero.

Talvez tenha sido encanto. Eu me lembro do quanto eu fiquei fascinada pelo seu gosto musical. Você conhecia aquela banda que ninguém sabia o nome e eu amava. Você também não saía de casa sem o fone de ouvido e eu nunca precisei mudar de música na playlist do seu carro, eu amava todas e acabei descobrindo muita coisa boa por sua causa.

Talvez tenha sido cuidado. Sempre acordava coberta e quentinha enquanto você estava encolhido no canto da cama, mas mesmo assim, não se importava de me dar todo o cobertor. Era eu quem te ligava, todos os dias, no mesmo horário, para te lembrar do seu remédio. Eu sempre te quis bem, acima de tudo e em todos os sentidos. Provavelmente me importava mais com você do que com qualquer ex-namorado que eu tenha sido loucamente apaixonada. 

Talvez tenha…

Nós somos os verdadeiros heróis.

Tenho a mania de pegar dores antigas e torná-las atuais em meus textos. E isso não tem nada a ver com reviver o passado, antes que me julguem, mas sim com enxergar o presente de um jeito diferente. Hoje algum ponto do meu coração está dolorido, mas olha que coincidência, eu já senti uma dor parecida com essa! Talvez mais fraca, talvez mais forte. Mas sabe o que aconteceu depois? Continuei vivinha. Continuei caminhando.
Poderia ser visto como masoquismo, mas tem a ver com tornar a nossa própria vida um referencial. Transformar nós mesmos em exemplos. Isso é algo bonito, sabia? E muito difícil. Enxergar que somos sim verdadeiros heróis. Ultrapassamos nossas próprias barreiras dia após dia, sejam elas pequenas ou grandes para o mundo, afinal, quem importa e quem encarou cada uma delas fomos nós.
Porque a verdade é que só a gente sabe os nossos próprios limites e o quanto é difícil permanecer em pé em alguns momentos da nossa vida. O que pode parecer pequeno e ridículo para uma pessoa, para…

Respeita a minha vontade de te esquecer.

A minha memória nunca foi muito boa, confesso. A minha irmã sempre brinca dizendo que o meu passado é um borrão, porque eu tenho sérios problemas para lembrar das coisas, desde as mais bobas até mais relevantes e especiais. Eu não lembro o que comi ontem tanto quanto não lembro qual foi o dia em que dei o meu primeiro beijo - e olha que foi com o meu primeiro amor. 

Mas eu me lembro exatamente do dia em que a gente se conheceu. Lembro, como se tivesse acontecido há alguns minutos, da primeira vez que você disse que me amava e eu fiquei reação. Lembro da nossa primeira briga, da primeira vez que você chorou por minha causa e da última vez que senti o gosto do seu beijo. E eu que nunca tive problema em sofrer por causa de lembranças, estou tendo que aprender a conviver com seus vestígios por aqui.

Mas eu nunca te culpei por ter ido embora, você sabe. Também nunca implorei para que você ficasse, nem joguei seus erros na sua cara. Aprendi a aceitar que o amor acaba, que as pessoas mudam, qu…

De passagem

O mundo dela lançando doçura na amargura do meu...

E esse texto não é sobre você, mas sobre mim.

Eu assumo: te esperei. Caramba, como eu te esperei! Idealizei nossas possíveis reencontros, suas falas e meu discurso. Imaginei um novo futuro para nós dois, perdi noites de sono sonhando acordada e sofrendo calada. Vivi ansiosa por uma ilusão que eu mesma tinha criado. Porque a verdade é que eu não queria desistir de você e dos nossos planos, mesmo que eles já estivessem totalmente fora de alcance.
Sabe o que é, eu sempre tive um apego um pouco ridículo pelos meus sentimentos e lembranças, por isso tudo sempre me parece maior do que realmente é. O meu passado, o meu presente e o meu futuro não são tão claros e organizadinhos como deveriam ser, essa é a verdade. Misturo tudo, sinto muito e em parcelas, me confundo toda na ordem cronológica da minha própria vida. E, por esse motivo, assumo que nunca tive total certeza de quais eram os meus sentimentos por você depois de tudo que tinha acontecido. Morria de medo de esbarrar contigo e parecer uma boba, perder a fala e ter que reviver tudo…

Com você descobri a calma.

A verdade é que eu tinha uma armadura que já estava virando minha segunda pele, uma proteção inconsciente e que fugia do meu próprio controle. Bloquear qualquer aproximação, fugir de todas as oportunidades, virou questão de sobrevivência. E isso funcionou durante um longo tempo. 
Até que você chegou e conseguiu destruí-la da maneira mais bonita e simples que existe. Sem forçar a barra, sem me assustar e, principalmente, sem ter que arrancar parte de mim para também arrancá-la. Foi na conversa, no cuidado, nas atitudes. Foi quando teve paciência. Quando não fugiu, mas entrelaçou a sua mão na minha. Quando aceitou o meu passado, enquanto me propunha um novo futuro.
Com o tempo e sem perceber, você tinha se tornado o meu esconderijo, o meu refúgio. Conseguia me esconder do mundo, quando pensava em você. Quando lembrava de você. Quando sentia você. Porque você me trouxe pensamentos e sentimentos leves. Era fácil me perder de todo o resto e me encontrar em nossos momentos.
E eu que sempre fui…

Foi tudo, menos amor. Amor-próprio.

Sinceramente eu assumo: eu errei. Assumo porque hoje não importa mais qual de nós dois foi o que mais errou. Tenho a minha culpa e eu quero me livrar dela o quanto antes, sendo assim, eu grito, me exponho e me humilho. Eu errei. E entre as minhas falhas, sabe qual foi a maior? A ingenuidade. Fui boba, logo eu que já vivi tanto, com você eu me esqueci de tudo que já tinha aprendido.
Zero vezes zero dá zero, todo mundo sabe. Qualquer número vezes zero também dá zero. Logo, a sua zero vontade de fazer dar certo vezes a minha infinita teimosia em relação a você continua dando zero. O seu vazio somado aos meus medos não podiam dar em um saldo positivo, era óbvio. Mas eu insisti, não quis enxergar o que estava tão claro: éramos uma matemática difícil - números complexos, pessoas com saldos negativos. E eu que nunca fui boa nessa matéria, decidi me aventurar na mais louca equação que eu já tinha visto – muito pior do que as das provas do meu ensino médio. 
E esse é um texto sobre conhecer a nó…