12 junho 2015

Vamos celebrar o amor, antes de tudo.


Dia dos namorados. Acho que não existe data mais polêmica e que mais gera controvérsias do que essa. Alguns casais postam fotos apaixonadas, cheias de sorrisos, presentes e declarações. Alguns dos que não namoram (e são mais revoltados) postam textos que condenam esse tipo de comportamento, outros mais tranquilos soltam piadinhas – que eu, particularmente, morro de rir. Mas a verdade é que são poucos os que realmente se calam e ignoram os dois lados.

Até o momento, eu já li uns dez textos com as mais diversas opiniões sobre o dia 12 de Junho e vi (e curti) incontáveis fotos de casais.

Bom, eu já namorei algumas vezes, estou namorando no momento e nunca fui de ficar postando fotos toda semana com a pessoa que estou. Nunca. Sou da opinião de que nada substitui um momento a dois, aquela cumplicidade, aqueles segredinhos do casal. Não exponho minhas intimidades, meus sentimentos, meus planos. Mas isso, veja bem, sou eu. Existem pessoas que gostam, que tem essa vontade de gritar para o mundo tudo de bom (e até de ruim) que acontece na sua vida e, por favor, qual é o problema?

Por que se incomodar tanto com o casal que posta foto juntos em comemoração a esse dia? Você também não posta foto com a sua mãe no dia das mães ou no dia do aniversário dela? Não posta foto sua no dia em que comemora mais um de vida? Não posta foto com a sua família na noite de Natal? São datas comemorativas e cada um celebra do jeito que quiser, postando quantas fotos quiser, só que ninguém reclama, mas quando chega o dia dos namorados... Aí não pode, porque é tudo falsidade.

E entramos agora no argumento principal dos que são contra expor as declarações: quem ama de verdade não precisa ficar provando para ninguém. Em consequência desse pensamento, os que postam fotos não namoram de verdade, estão com rabo preso e fazem isso por teatro/enganação, e por aí vai... Veja bem, isso acontece? Lógico que acontece. Entretanto, vou te contar um segredo: a mentira/forçação de barra existe em qualquer relação dentro e fora das redes sociais.

Conheço pessoas que tratam super mal o pai ou a mãe e, vez ou outra, fazem declarações no Facebook que não condizem com suas atitudes no dia a dia. Vejo amigas minhas postando fotos com “amigas” que, no dia anterior, ela estava falando mal da pessoa para mim. E sim, vejo casais que eu sei que um ou outro (ou os dois) não levam a sério a relação e, no entanto, bombam suas redes sociais de fotos apaixonadas.

Entendem aonde eu quero chegar? Por isso eu realmente não entendo esse recalque e implicância com o dia dos namorados. A consciência é de cada um, a vida é de cada um. Quem está perdendo é quem está interpretando um papel enquanto não vive verdadeiramente. Mas não cabe a nós julgar. E, principalmente, não cabe a nós descredibilizar todos os casais que gostam de se declarar nas redes sociais, simplesmente, por pirraça e preconceito.

Vamos viver, vamos celebrar o amor, vamos buscar a sinceridade em nossas vidas e, dessa forma, nada vai nos afetar. Afinal, quem está feliz consigo mesmo não está nem aí para a felicidade alheia ou o tal fingimento dela. 

09 junho 2015

Da página para o blog.

Faz um bom tempo que eu não faço um top 5 dos textos da página aqui né? E eu não vou fazer mais disso uma regra, mas de vez em quando eu acho importante trazer os textos mais populares por lá para cá, para quem me acompanha mais por aqui.

Bom, segue um apanhado dos últimos seis meses com os meus textos preferidos e mais curtidos da página também :)


Antes eu morria de medo dos finais, hoje em dia, eu evito logo o começo. Covardia, eu sei. Mas crescer é perder um pouco da coragem que a gente tinha quando mais jovem, sabe? Crescer é enxergar mais o lado ruim do que o lado bom antes de tentar, é não criar mais expectativa com nada. E eu tô assim, evitando felicidades provisórias. Uma noite de sorrisos em troca de uma semana de lágrimas não é uma troca justa, se quer saber. Não tá valendo a pena toda uma incerteza em troca de momentos de atenção. É tampar o Sol com a peneira, conhece esse ditado? É me enganar e, no final, me desgastar a toa, mais uma vez. Não, não é mais isso que eu tô procurando, eu tô atrás é de paz. Aquela paz de estar bem comigo mesma, sem qualquer interferência externa, completa em mim e feliz por mim. Por quanto tempo for necessário.


Acontece que eu nunca soube muito bem o que queria da vida, pra mim, por muito tempo. Sempre mudei de vontades assim, num rompante, no meio do caminho, pegando todo mundo de surpresa – até a mim mesma. A verdade é que eu sou medrosa, assumo. Decisões que podem mudar a minha vida? Adio ao máximo para tomá-las. E eu só estou contando tudo isso pra te dizer que quando eu respondi sim, sem hesitar para a sua pergunta, foi pra valer. E agora que eu entrei nessa, eu só saio diante de circunstâncias extremas. Tô aqui pra você como nunca estive para ninguém antes. Tô de corpo e alma, sem clichê barato. Deixei para trás meus medos e minhas neuras, porque eu quero, antes de tudo, que seja leve. Não quero carregar fardos antigos, não quero estragar tudo por receio, não dessa vez, não com você. Por isso, confia na minha coragem e me promete que os sorrisos serão frequentes e que amor não vai faltar, o resto, a gente descobre e constrói juntos.


Tô livre, tô limpa - de você e de todo o peso que você me deixou carregando sozinha. Novamente e finalmente meu coração se abriu para vida, para felicidade e, quem sabe, até para um novo alguém. Só que agora eu tô diferente, tô mais seletiva, mais centrada e, quem diria, extremamente calma. Tá aí uma coisa que a dor me ensinou: ter paciência. As coisas vão acontecer independente da minha vontade e do meu desespero. Reduzi a velocidade, me reencontrei e alcancei a paz que precisava para aceitar tudo o que aconteceu e enfim seguir novos rumos. O que vem, eu não tenho dúvidas, é sempre melhor do que o que foi embora. Só deve permanecer o que acrescenta, e se a gente não tem coragem para descartar o que nos prejudica, a vida vai e nos dá uma ajudinha. Agora eu entendo.


E se for preciso, ande um pouquinho mais devagar. Se estiver com muito medo, pare por alguns instantes. Não se pressione. Se as coisas estiverem acontecendo muito rápido, use o freio e acredite, também está liberado voltar alguns passos. Nem sempre andar para trás significa retrocesso, muitas vezes também serve para pegar impulso e ir ainda mais além.


Não culpa o amor não, moço. Culpa o teu ciúme excessivo, culpa o meu jeito explosivo. Culpa as noites em que você não fez questão de estar comigo quando era tudo que eu precisava. Culpa o meu mau gosto musical. Culpa as nossas brigas sem fundamento e todas vezes em que prolongamos dores desnecessárias. Culpa a mim, prometo que eu não ligo. Culpa a você mesmo, é bonito reconhecer nossas próprias falhas. Culpa o destino, as fofocas, a própria vida. Só não culpa o amor, ta? De tudo que a gente viveu, de tudo que sobrou, de tudo que sentimos, só ele valeu a pena. É por causa do amor que eu guardo a nossa história cheia de erros e culpados. É por causa do amor que a gente insistiu tanto mesmo cansados. É por causa do amor que a gente foi feliz tantas vezes. O que veio antes, em paralelo ou depois, é culpa de muitas coisas, menos do amor. O amor nunca é o culpado das partes ruins, vê se entende.


É engraçado que a gente tem fé em tanta coisa né? Na pedrinha que dizem que traz equilíbrio, na cartomante, nas fitinhas do Senhor do Bonfim, no apanhador de sonhos pendurado na cama, até mesmo nos outros, a gente acredita de verdade. Mas acaba faltando a fé em si mesmo. Não desmereço nenhuma das outras, mas essa é a mais importante e sem ela, todas as outras perdem o sentido e a força. É preciso acreditar que somos sim capazes, que vamos sim conseguir aquilo que queremos, que merecemos sempre mais. Fé é uma das coisas mais bonitas que existe, por que não guardar um pouquinho pra gente? Tenho certeza que vai se surpreender com o quanto isso vai influenciar em tantos pontos da sua vida.


É verdade que eu sempre fui medrosa, mas, finalmente, descobri algo pelo qual vale a pena eu me arriscar: a minha felicidade. É muito fácil continuar do jeito que está, caminhar pelas mesmas ruas, reconhecer todos os rostos, sentir o que já estou acostumada. É muito tranquilo não ousar para não me machucar, para não dar o que falar, mas dessa forma, também é natural que a infelicidade acabe me alcançando. Não me entendam mal, muitas vezes a situação em que me encontro não é de absoluta tristeza, mas sabe quando você não se sente mais em casa? Você se sente apático diante daquela realidade, daí vem o desconforto, porque, obviamente, falta alguma coisa. Acontece que acabo sendo empurrada para a direção oposta, obrigada a mudar todo o curso, tendo que me reaprender e aprender um novo caminho. Perdi muito tempo sempre pensando em todas as consequências, em todas as chances que eu tinha de me arrepender. Mas isso só me arrastou cada vez mais para longe do maior objetivo da vida: ser livre. E o que é liberdade, senão poder correr atrás da sua felicidade sem medo e sem censura?

E aí, qual o seu preferido? ;)

Beijos,