24 abril 2014

Rapidinhos

Oi gente!!

O blog tem uma página no Facebook (que foi criada antes do blog rs), onde posto textos e em geral, menores e com mais frequência do que aqui. Algum pensamento breve, mais direto que as crônicas que costumo para quem acompanha somente pelo site. Por isso, resolvi trazer os mais curtidos de cada mês para cá. 


Espero que gostem da ideia. Segue o top 5 de rapidinhos de Abril:

Tô na fase do desapego, fazendo uma limpeza na minha vida. Dá um aperto bobo no coração, e foi por isso que hesitei por tanto tempo... Mas é que a gente tem essa mania de se prender as coisas que já passaram, sabe? Só que tudo na vida tem prazo de validade, nós é que temos dificuldade em aceitar isso. Não adoramos renovar o armário? Enquanto ficarmos apegados a antiguidades, não haverá espaço para o novo, somente ficaremos enterrados em tanta poeira e troço velho. Não tenha medo, a leveza que se sente ao final de uma arrumação é inexplicável! Recomeçar por completo, de coração aberto, sem um pezinho preso lá no passado, sem entulho para atrapalhar, sabe? Coisa boa demais! E coisa boa atrai coisa boa, fique sabendo. 

❤ 


“Saudade dá e passa”, uma amiga me disse. Aham, dá e passa o dia inteiro atormentando né? Dá e passa uma rasteira na gente, fazendo-nos perder a noção do tempo. Não importa se ela nos remete a algum acontecimento da semana passada, do mês passado ou da década passada, chega devastando da mesma forma, bagunça tudo com a mesma força, como se tudo tivesse acontecido naquele dia mais cedo. Saudade dá, é verdade, mas sempre na hora errada, bem quando a gente tem uma prova importante só para nos desconcentrar ou quando estamos em público nos impedindo de chorar. E a saudade passa, eu sei, só que nunca rápido, sempre o suficiente para remexer em um turbilhão de sentimentos que estavam quietinhos e bem guardados. Resumindo, a saudade dá e passa, até concordo, mas o caos que ela traz permanece, incomoda, sufoca. E o que a gente faz com ele? Existe diarista especializada em arrumar bagunça no coração?

❤ 


Não dá para simplesmente deixar de viver, bater o pé, fazer cara feia ou qualquer revoluçãozinha contra a vida. O mundo continua a girar, quer você queira ou não. O passado é intocável, ficou para trás, já foi! O que temos e o que importa de verdade é o hoje. Portanto, utilize-o para avaliar o que deve ser esquecido, o que deve ser perdoado e o que deve ser levado para frente. E após esse breve momento de pausa, continue caminhando. Um passo de cada vez. Não tem outro jeito, entende? Ainda há muito por vir. Não para não, menina. 

❤ 

Chega um momento em que se faz necessário começar a enxergar as coisas como elas são e não como queríamos que elas fossem. A realidade está aí para ser encarada, vivida e, acredite, apreciada. Tanto fugir quanto enganar a si mesmo, fantasiando a vida da forma que melhor nos convém é ridículo e decepcionante. Aceite que você não tem o controle de tudo e se surpreenda.

❤ 

De repente as coisas ficaram mais tranquilas. Não que a vida tenha se tornado maravilhosa de uma hora pra outra, mas a tempestade já passou. O pior já passou. Sobrou a calmaria, a esperança, a vontade de viver algo novo de novo. Talvez seja uma das melhores fases que a gente experimenta durante a vida, sabia? O recomeço. É de uma infinidade de emoções, mas todas elas tão boas! Principalmente aquele friozinho na barriga misturado a uma fé (quase) inabalável de que dessa vez o caminho escolhido vai dar aonde sempre quisemos. Dessa vez tudo vai dar certo. 


O que acharam? Comentem sobre eles! Vou adorar saber a opinião de cada um, se possível! E me digam se gostaram dessa minha ideia também! :)

Beijo beijo,


14 abril 2014

Gosto de amar.


Nas últimas semanas, três pessoas me disseram algo parecido com “acho incrível o quanto você acredita no amor”. E isso, em primeiro lugar, mexeu muito comigo. É algo bonito e de uma sensibilidade absurda dizer algo assim a alguém, e eu fico realmente feliz de conseguir transmitir isso às pessoas através dos meus textos ou atitudes.

Só que eu também fiquei me perguntando a razão deu acreditar tanto nesse sentimento. Afinal, assim como todo mundo, eu já tive grandes decepções no amor. Se eu falar que com doze anos eu tive a minha primeira desilusão, vocês vão achar que é exagero e muitos vão dizer que com essa idade ninguém ama de verdade. Seja lá o que vocês consideram por amor, seja lá qual a idade certa para amar, mas eu senti e doeu pra caramba, ok?

E depois dessa, eu tive diversas outras desilusões amorosas, cada uma de forma diferente e por motivos diferentes. Namorei três vezes, o menor deles durou um ano, e só tenho (quase) vinte e um anos. E isso, acredito, deve ser pelo fato deu ter mente nunca ter medo.  De me decepcionar, de sofrer, de ter que recomeçar mais uma vez. Eu tenho muito claro na minha cabeça: O que eu ganho fugindo? O que eu ganho me privando de viver?

É uma droga quando a gente dá tudo de si e não recebe nem metade em troca. É uma droga a gente sonhar alto com aquela pessoa e sem mais nem menos ser obrigado a acordar. É uma droga sentir que não está mais em nossas mãos fazer dar certo. Eu reconheço que o que tem de pontos ruins em se apaixonar, é realmente de assustar qualquer um! E eu, confesso, sou negativa para tudo, mas logo para o amor eu decidi ser positiva e acabo tendo uma facilidade imensa de ignorar todos esses detalhes.

É bom demais sentir aquele frio na barriga do início de uma nova história. É boa demais a sensação do primeiro beijo, do primeiro filme juntos, da primeira noite grudadinhos. É bom demais descobrir os segredos daquela pessoa que agora está ao seu lado, conhecer os pontos fracos e todas as qualidades. É bom demais não se sentir mais sozinho. É bonito demais o quanto o amor é inspirador. É bonito demais o quanto as pessoas fazem o bem, se tornam melhores, quando estão motivadas pelo amor. Esses não são motivos suficientes para aceitarmos o desafio?

Bom, eu não sei a sua resposta, mas a minha eu já tenho: Sim, para mim são motivos verdadeiramente razoáveis. E isso pode ser que seja só porque eu escreva e precise de enxurradas de emoções para que saia algo que preste no papel. Pode ser que seja só porque eu sou boba mesmo e deveria ser mais racional. Pode ser que que eu não tenha um porquê, mas e daí? Eu poderia escrever um livro falando do lado positivo do amor e ainda assim poderia não convencer os mais cabeçudos! Fazer o que?

Mas eu sou assim - alguns já perceberam, ainda bem. Gosto de amores que me fazem perder a razão, gosto de amores que acalmam o coração. Gosto de amores que me fazem sonhar, me tiram dessa realidade chata e sem graça. Gosto de amores que me surpreendem, que me transformem. Gosto de amores. Gosto de amar.


06 abril 2014

Um último ato de desespero.


Oi,

Não se espante por estar recebendo uma carta minha, pois a verdade é que ela está para ser entregue há semanas, mas como sempre, eu não tive coragem de entregá-la - ou me entregar, como preferir. Não que agora eu finalmente tenha me tornado um símbolo de bravura, pelo contrário, esse é, sendo bem sincero, um último ato de desespero.

Um ato de quem percebeu que não aguenta mais viver um dia se quer sem você. De quem percebeu que foi um imbecil por ter se deixado levar pelo orgulho e pelo medo. De quem percebeu que mesmo você não me respondendo e não querendo mais saber de mim, como já ouvi dizer por aí, não poderia desistir sem tentar. 

Você me conhece mais do que qualquer pessoa desse mundo e por isso mesmo foi embora. Eu demorei a entender. Afinal, de que outra forma eu poderia acordar? De que outra forma, mergulhado em meu pânico sem fundamento, eu perceberia que teria que fazer algo se não te perderia para sempre? De que outra forma eu tomaria a decisão de enviar essa carta?

Antes de mais nada, eu não concordo com o ditado de que só se perde para dar valor. Não concordo porque eu sempre soube da sua importância, sempre reconheci no meu íntimo que te amava mais do que tudo que amei na vida. Eu só nunca soube lidar com isso, nunca soube te mostrar e te fazer acreditar no meu sentimento. Preferia escondê-lo, esperando que você descobrisse de alguma forma tudo que havia aqui dentro.

Mas você precisa reconhecer, eu não sou o cara mais idiota que cruzou o teu caminho, não fui um canalha, nunca coloquei outra pessoa na minha cama desde que você apareceu, nunca te tratei mal. Eu só não sei amar. Não sei ser tão carinhoso. Não sei ser tão atencioso, tão minimalista. Não sei enviar mensagens de bom dia quando o meu humor pela manhã é horrível. Não sei abrir mão do meu futebol para assistir contigo algum filme de mulherzinha. Não sei como reagir, me portar diante do tanto que você me rodeia e me ocupa. É muito e me assustava.

Eu não sei, nunca soube ser uma pessoa digna de orgulho e é por isso que eu tive medo. Por isso eu criei aquela muralha miserável entre nós, quando tudo estava indo tão bem. E isso aqui é só para te dizer que, apesar dos meus receios, eu quero aprender essas coisas que alguns nascem sabendo – feito você – e outros tem um pouco mais dificuldade. Mas eu quero que você me ensine, e tem de ser você, não pode ser outra pessoa. Eu quero ser melhor, eu quero mudar o desfecho dessa nossa história. Acredita em mim? Só te peço mais um pouquinho de fé no meu amor, e eu prometo não te decepcionar.

Volta pra mim, Marcela. Minha cama, meu peito e a minha vida te esperam.

Te aguardo ansiosamente no mesmo endereço de sempre,

Danilo.