20 dezembro 2013

2013


2013. Quem se atreve a dizer que foi o melhor ou pior ano da sua vida? Se você consegue, sorte a sua! Para mim, confesso, ainda não consegui nem me decidir se foi um ano bom ou um ano ruim. Foi um dos anos que mais aconteceram coisas, muitas surpresas, decepções, novidades, recomeços... 

Percebi que foram 365 dias bem divididos entre dias maravilhosos e dias tristes. E em cada área da minha vida tudo foi acontecendo de uma forma diferente da que eu esperava. Eu achei que em certo ramo estava estável e muito bem resolvida, mas exatamente nessa a vida me deu uma rasteira braba. Onde eu desejava tanto que algo acontecesse, não vi mudanças. Batalhei por objetivos que não foram alcançados, mas fui recompensada com surpresas incríveis. 

E hoje eu posso ver que sobrou um imenso aprendizado. Aprendizado da vida, de mim mesma, das pessoas. Foi o ano em que mais fui exigida! Emocionalmente, com certeza. Mas também nas minhas responsabilidades, nas minhas relações, na minha mente. Tive que ser mais forte do que sempre fui, tive que acreditar mais em mim, tive que ter a cabeça no lugar, tive que colocar em prática o que a razão sempre aconselhou. 

Mas, vejam só, cheguei até aqui! Viva, vivíssima e com muito mais confiança em mim! Não importou o tamanho da dificuldade, da decepção ou do tropeço, eu sobrevivi e ainda aprendi com isso. Amadureci. E é exatamente isso que eu espero de 2014. A mesma força e o mesmo amor que nutri por mim em 2013. 


*Feliz Natal e Ano Novo a todas as minhas leitoras que me acompanharam durante todo esse ano de 2013. De verdade, esse ano foi marcado por conquistas por causa da minha escrita. Mais gente lendo aqui, mais gente curtindo a minha página, lançamento de um livro com participação minha e muito, mas muito incentivo de verdade de tanta gente. Por isso, deixo aqui o meu muito obrigada. Que 2014 eu continue cada vez mais pessoas com meu textos :) Conto com vocês viu? ♥


12 dezembro 2013

Obrigada por me trazer de volta a capacidade de sonhar.


Oi,

Faz tempo que não te escrevo e senti essa necessidade assim do nada. Na verdade, do nada foi a vontade de sentar em frente à tela do meu notebook, mas esse meu sentimento por você, você sabe, não é de hoje.

Eu realmente não sei quando foi que eu me dei conta de que te amava. Nem quando meu coração gritou para mim que estava na hora de te falar isso. Mas me lembro de diversos momentos em que senti dentro do meu peito um sorriso, um sinal de aprovação me dizendo “é ele, pode ir em frente”.

Porque como nenhum outro você entrou no meu jogo. Eu me fazia de difícil e você não fugia ou se cansava. Brincava comigo, com as minhas palavras de durona. Eu adorava ser esnobe, sair por cima e sem que eu pudesse controlar, mas você conseguia tirar os meus sorrisos mais sinceros e que andavam tão presos dentro de mim.

Quando todos estavam preocupados com os problemas, eu simplesmente me esquecia de cada um deles quando estávamos juntos. Eu encontrei nos seus olhos um porto seguro e quando sua mão toca a minha toda a sua energia maravilhosa eu posso sentir em meu corpo. E de repente eu me esquecia por completo de todas as minhas falas ensaiadas.

Porque eu sempre fui a razão das minhas relações. Nunca entregue demais, nunca muito confiante, sempre com os dois pés no chão. Não conseguia me permitir e, vez ou outra, me via me recolhendo de você, voltando a me proteger do que eu morria de medo de perder o controle. E você continuava a infiltrar meus pensamentos, me dizendo exatamente cada palavra que eu precisava no momento, me fazendo acreditar que você tinha sido feito para mim.

Foi quando eu me dei conta que não poderia te perder de vista, não por culpa minha. Eu errei tanto com os outros, por isso não queria errar com você. Não podia! Eu não merecia mais um relacionamento fracassado, você não merecia o pior de mim. Você merecia a melhor Carol do mundo, a melhor namorada, a melhor amiga. Eu sabia que seria difícil, mas eu precisava tentar. Precisava ser incrível para você, depois de você ter se tornado perfeito para mim.

E eu sei o quanto ainda tenho de evoluir e melhorar, mas eu não vou desistir. Não vou porque a cada ‘eu te amo’ seu, eu ganho forças. Porque quando você me abraça, eu não consigo pensar em nenhum outro lugar melhor para eu estar. Porque você continua a me procurar, nunca me deixando sozinha e sempre me colocando como prioridade. E eu tenho que ser merecedora desse seu amor.

Por fim, eu quero, acima de tudo, fazer da nossa história a mais linda de todas. Fazer da nossa história um conto de fadas real, inspirando outras pessoas. E eu só tenho a te agradecer por eu ter essa vontade. Porque, por sua causa, eu perdi o medo. Obrigada por me trazer de volta a capacidade de sonhar.

07 dezembro 2013

Eu poderia ser só mais uma.


O dia acordou nublado e eu nem me importei. O chuveiro que estava queimado há alguns dias, nem me estressei. Tomei um suco de caixinha e comi pão de ontem. E ainda peguei o ônibus lotado. Não reclamei nem por um minuto e eu confesso que estava com um sorriso no rosto grande parte do meu dia. É isso que o amor causa na gente, me falaram. Mas a falta dele também faz com que fiquemos mais felizes, só depende de cada um.

Eu poderia estar deitada em minha cama chorando, poderia estar escrevendo textos melancólicos e também xingando todos os homens da face da Terra. E eu já fiz isso, assumo. Mas hoje acordei e percebi que não vale a pena. Pelo menos ainda tenho a minha família e meus amigos. Tenho talentos na culinária para explorar e um livro para redigir. Tenho sonhos só meus para realizar.

Pelo menos agora tenho mais tempo para ler meus livros e também para sair com as minhas amigas. Não preciso dar satisfação sobre as pessoas que eu falo e o porquê deu ter demorado a responder aquela mensagem. Não preciso deixar de fazer as minhas coisas, para intercalar com as coisas dele. Nunca é demais um tempo só para nós mesmos.

Eu poderia, enfim, ter sido mais uma garota boba que parou a vida porque terminou um namoro. Mas eu prefiro ser a garota que conseguiu seguir em frente. A garota que sabe que no final a gente sempre supera qualquer dor, qualquer decepção, qualquer final. Tudo tem o lado bom, a gente só precisa querer enxergá-lo. E desse jeito, as coisas acontecem.

01 dezembro 2013

Carta a ela.

Decidi inverter a ordem, por isso, ficou curiosa para ler a resposta dela? Clique aqui.


Oi Flávia,

Eu precisava te escrever mesmo que você acabe nem lendo essa carta tão cedo. Devo admitir que fiquei feliz porque você decidiu fazer a sua viagem. Você juntou dinheiro por tanto tempo e só ainda não tinha pegado um avião, porque eu te segurava aqui. Admito isso com uma dor no coração, confesso. Você é tão segura!

Confesso também que eu fui extremamente criança durante todo o tempo em que ficamos juntos. Eu sabia que te fazia feliz. Eu sabia que você me amava. E eu achava que só isso era suficiente, só isso bastaria para sempre. Mas isso não impede que eu diga que eu te amei, não é? Porque a gente ama independente de maturidade, mesmo que ame errado.

Lembro como se fosse ontem da sua risada estridente quando eu fazia alguma graça. Lembro da sua voz me chamando de bobo e dizendo que me amava melosamente ao pé do ouvido. Lembro do quanto passava horas e horas em frente ao seu notebook e eu adorava te observar tão concentrada.

Depois que você foi embora, eu pude enfim perceber que tínhamos chegado ao fim. Não sabia exatamente qual foi a gota d’água e o quanto de migalhas foi preciso para encher o seu saco. Mas eu sabia que não adiantaria eu ir correndo atrás de você e era melhor que terminássemos assim. Dor e amor na mesma quantidade, no mesmo espaço, sem mais nem menos de um ou de outro.

Hoje eu vejo que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. E te perder foi a segunda melhor. Obrigado por isso.

Obrigado por ter sido minha mesmo que por pouco tempo.

Mande notícias, vez ou outra.

Se cuida,

Pedro.