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Mostrando postagens de Outubro, 2015

Eu preciso seguir sozinha daqui para frente.

Não sei se é justo dizer que aqui está doendo tanto quanto aí, mas queria que soubesse que não está sendo fácil para mim dizer adeus a você. Dizer adeus a nossa história, aos nossos planos e a nossa rotina. Dizer adeus a tudo que construímos, dizer adeus e ter que me afastar de quem um dia foi todo o meu equilibro.
Só que eu senti, nos últimos tempos, que alguma coisa estava errada, fora do lugar. E não acho que seja você, antes que confunda as coisas, e nem eu mesma. O que não cabia mais era o nós. Como unidade, juntos.
Não faço a menor ideia de quando me toquei disso, nem sei se alguma coisa pode ter me influenciado, mas acho que isso não importa, sabe? Eu só precisei seguir o meu coração. Medroso, mas claro. Tão claro que eu não poderia mais ter dúvidas e nem prolongar mais essa decisão.
Eu não quero e não vou me esquecer da sua voz me chamando pelo nosso apelido íntimo. Não quero e não vou me esquecer do quanto você nunca soube o que me dizer direito, mas sabia colocar todo o seu amo…

A vida é um pouquinho mais do que um pé na bunda.

É meio desnecessário eu dizer que todo término é ruim, afinal, acho que todo mundo sabe bem disso. Mas doeu, doeu pra caramba! Eu realmente esperava mais da gente e "o amor da minha vida" ir embora sem mais nem menos, destruiu um bocado de planos que eu tinha idealizado. Todo dia me perguntava aonde eu tinha errado, quando ele voltaria, o que eu poderia fazer para tê-lo de volta, como ia ser daqui para frente sozinha... Todo dia eu me afundava um pouquinho mais num mundo de ilusão e desilusão.

O meu coração estava tão descompassado que dava pena. Minha cabeça estava a mil, cheia de pensamentos num vai e volta embaralhado. O ponteiro do relógio continuava percorrendo número a número e o calendário mudando de páginas. Só eu que estava estacionada nessa história toda. Atolada. Confortavelmente apática.

E eu posso dizer que as coisas só começaram a andar quando eu parei de me vitimizar. Ok, ele me decepcionou. Ok, eu tenho todo o direito de viver o luto. Ok, mas por quanto tempo? …