25 agosto 2015

Mil razões

Posso compor mais cem canções de amor, pra quê? Se quando eu canto, você some...



17 agosto 2015

Ponto. Final feliz.


Soube que você está feliz. Comentaram, como quem não quer nada, que você arranjou uma nova namorada e foi promovido no emprego em que estava há alguns anos. 

Assim que terminamos, eu te excluí do Facebook com a certeza de que seria o melhor para mim. Você não gostou da ideia, mas eu precisava ser egoísta, precisava pensar em mim pela primeira vez em toda a nossa história. E me ajudou muito não saber mais o que você andava fazendo e assim não nutrir esperanças por causa da sensação de saber como estava a sua vida – como eu sempre soube. Era muito mais fácil para mim poder entrar nas minhas redes sociais e não correr o risco de ser surpreendida por nenhuma atualização deprimente sua.

O meu travesseiro sabe o quanto eu chorei. O colo da minha melhor amiga também. Mas você nunca soube, porque eu nunca fiz questão de mostrar isso. Nunca te mandei mensagem de madrugada, mesmo bêbada. Nunca te liguei implorando para que voltasse para mim. Nunca pedi para que amigos em comum te dessem recados infantis. 

A verdade é que eu falei para você seguir a sua vida de uma vez e eu disse que faria o mesmo. E fiz. Todos os dias fui trabalhar e fui para a faculdade. Todos os dias sorria amarelo para que ninguém percebesse a minha tristeza. Todos os dias respirava fundo ao sair pela porta de casa e soltava o ar assim que chegava em meu quarto. E assim foi.

Foi passando, foi acontecendo, fui me/te superando dia após dia. E caramba, acho que eu soube dessas novidades na hora certa. Se quer saber, eu ainda sou estagiária e continuo solteira, mas eu tô em paz, sabe? Uma paz diferente de tudo que eu já senti antes. Pela primeira vez em anos, estou sozinha, mas não estou me sentindo solitária. Sinceramente, me sinto mais completa do que nunca.

Parei de me desesperar e passei a desfrutar mais da minha própria companhia. Eu não te culpo, muito menos é a minha intenção te menosprezar, mas perdi muito mais enquanto ainda te tinha do que quando deixei você ir. A vida tem dessas coisas, né? A gente cisma que certa coisa é o que a gente sempre sonhou e insiste, insiste, insiste até se cansar, e de repente, numa reviravolta qualquer, descobrimos algo novo que faz o nosso coração realmente encontrar o ritmo certo. 

E o meu finalmente encontrou. Não foi o carinha que eu saí semana passada, também não foi o fato de eu ter terminado mais um período da faculdade com notas boas. Foi a calma que eu adquiri, foi a leveza que eu ganhei, foi a forma como passei a enxergar a mim mesma em relação aos outros. Agora eu não me canso, não me peso, não me pressiono. E eu precisava disso, deixar de lado as mágoas e me reinventar, me reconstruir.

Se depender de mim, você nunca lerá essas palavras. Assim como fiz questão de você não saber do meu sofrimento, não preciso que você saiba do lado bom também. Mas eu precisava colocar meus sentimentos para fora. Como se fosse, finalmente, o ponto final da nossa história - você aí e eu aqui. Ponto. Final feliz.

(E eu já até consigo pensar na ideia de te ter novamente nas minhas redes sociais, e você? Aceitaria a minha solicitação de amizade? Bandeira branca.)