20 dezembro 2013

2013


2013. Quem se atreve a dizer que foi o melhor ou pior ano da sua vida? Se você consegue, sorte a sua! Para mim, confesso, ainda não consegui nem me decidir se foi um ano bom ou um ano ruim. Foi um dos anos que mais aconteceram coisas, muitas surpresas, decepções, novidades, recomeços... 

Percebi que foram 365 dias bem divididos entre dias maravilhosos e dias tristes. E em cada área da minha vida tudo foi acontecendo de uma forma diferente da que eu esperava. Eu achei que em certo ramo estava estável e muito bem resolvida, mas exatamente nessa a vida me deu uma rasteira braba. Onde eu desejava tanto que algo acontecesse, não vi mudanças. Batalhei por objetivos que não foram alcançados, mas fui recompensada com surpresas incríveis. 

E hoje eu posso ver que sobrou um imenso aprendizado. Aprendizado da vida, de mim mesma, das pessoas. Foi o ano em que mais fui exigida! Emocionalmente, com certeza. Mas também nas minhas responsabilidades, nas minhas relações, na minha mente. Tive que ser mais forte do que sempre fui, tive que acreditar mais em mim, tive que ter a cabeça no lugar, tive que colocar em prática o que a razão sempre aconselhou. 

Mas, vejam só, cheguei até aqui! Viva, vivíssima e com muito mais confiança em mim! Não importou o tamanho da dificuldade, da decepção ou do tropeço, eu sobrevivi e ainda aprendi com isso. Amadureci. E é exatamente isso que eu espero de 2014. A mesma força e o mesmo amor que nutri por mim em 2013. 


*Feliz Natal e Ano Novo a todas as minhas leitoras que me acompanharam durante todo esse ano de 2013. De verdade, esse ano foi marcado por conquistas por causa da minha escrita. Mais gente lendo aqui, mais gente curtindo a minha página, lançamento de um livro com participação minha e muito, mas muito incentivo de verdade de tanta gente. Por isso, deixo aqui o meu muito obrigada. Que 2014 eu continue cada vez mais pessoas com meu textos :) Conto com vocês viu? ♥


12 dezembro 2013

Obrigada por me trazer de volta a capacidade de sonhar.


Oi,

Faz tempo que não te escrevo e senti essa necessidade assim do nada. Na verdade, do nada foi a vontade de sentar em frente à tela do meu notebook, mas esse meu sentimento por você, você sabe, não é de hoje.

Eu realmente não sei quando foi que eu me dei conta de que te amava. Nem quando meu coração gritou para mim que estava na hora de te falar isso. Mas me lembro de diversos momentos em que senti dentro do meu peito um sorriso, um sinal de aprovação me dizendo “é ele, pode ir em frente”.

Porque como nenhum outro você entrou no meu jogo. Eu me fazia de difícil e você não fugia ou se cansava. Brincava comigo, com as minhas palavras de durona. Eu adorava ser esnobe, sair por cima e sem que eu pudesse controlar, mas você conseguia tirar os meus sorrisos mais sinceros e que andavam tão presos dentro de mim.

Quando todos estavam preocupados com os problemas, eu simplesmente me esquecia de cada um deles quando estávamos juntos. Eu encontrei nos seus olhos um porto seguro e quando sua mão toca a minha toda a sua energia maravilhosa eu posso sentir em meu corpo. E de repente eu me esquecia por completo de todas as minhas falas ensaiadas.

Porque eu sempre fui a razão das minhas relações. Nunca entregue demais, nunca muito confiante, sempre com os dois pés no chão. Não conseguia me permitir e, vez ou outra, me via me recolhendo de você, voltando a me proteger do que eu morria de medo de perder o controle. E você continuava a infiltrar meus pensamentos, me dizendo exatamente cada palavra que eu precisava no momento, me fazendo acreditar que você tinha sido feito para mim.

Foi quando eu me dei conta que não poderia te perder de vista, não por culpa minha. Eu errei tanto com os outros, por isso não queria errar com você. Não podia! Eu não merecia mais um relacionamento fracassado, você não merecia o pior de mim. Você merecia a melhor Carol do mundo, a melhor namorada, a melhor amiga. Eu sabia que seria difícil, mas eu precisava tentar. Precisava ser incrível para você, depois de você ter se tornado perfeito para mim.

E eu sei o quanto ainda tenho de evoluir e melhorar, mas eu não vou desistir. Não vou porque a cada ‘eu te amo’ seu, eu ganho forças. Porque quando você me abraça, eu não consigo pensar em nenhum outro lugar melhor para eu estar. Porque você continua a me procurar, nunca me deixando sozinha e sempre me colocando como prioridade. E eu tenho que ser merecedora desse seu amor.

Por fim, eu quero, acima de tudo, fazer da nossa história a mais linda de todas. Fazer da nossa história um conto de fadas real, inspirando outras pessoas. E eu só tenho a te agradecer por eu ter essa vontade. Porque, por sua causa, eu perdi o medo. Obrigada por me trazer de volta a capacidade de sonhar.

07 dezembro 2013

Eu poderia ser só mais uma.


O dia acordou nublado e eu nem me importei. O chuveiro que estava queimado há alguns dias, nem me estressei. Tomei um suco de caixinha e comi pão de ontem. E ainda peguei o ônibus lotado. Não reclamei nem por um minuto e eu confesso que estava com um sorriso no rosto grande parte do meu dia. É isso que o amor causa na gente, me falaram. Mas a falta dele também faz com que fiquemos mais felizes, só depende de cada um.

Eu poderia estar deitada em minha cama chorando, poderia estar escrevendo textos melancólicos e também xingando todos os homens da face da Terra. E eu já fiz isso, assumo. Mas hoje acordei e percebi que não vale a pena. Pelo menos ainda tenho a minha família e meus amigos. Tenho talentos na culinária para explorar e um livro para redigir. Tenho sonhos só meus para realizar.

Pelo menos agora tenho mais tempo para ler meus livros e também para sair com as minhas amigas. Não preciso dar satisfação sobre as pessoas que eu falo e o porquê deu ter demorado a responder aquela mensagem. Não preciso deixar de fazer as minhas coisas, para intercalar com as coisas dele. Nunca é demais um tempo só para nós mesmos.

Eu poderia, enfim, ter sido mais uma garota boba que parou a vida porque terminou um namoro. Mas eu prefiro ser a garota que conseguiu seguir em frente. A garota que sabe que no final a gente sempre supera qualquer dor, qualquer decepção, qualquer final. Tudo tem o lado bom, a gente só precisa querer enxergá-lo. E desse jeito, as coisas acontecem.

01 dezembro 2013

Carta a ela.

Decidi inverter a ordem, por isso, ficou curiosa para ler a resposta dela? Clique aqui.


Oi Flávia,

Eu precisava te escrever mesmo que você acabe nem lendo essa carta tão cedo. Devo admitir que fiquei feliz porque você decidiu fazer a sua viagem. Você juntou dinheiro por tanto tempo e só ainda não tinha pegado um avião, porque eu te segurava aqui. Admito isso com uma dor no coração, confesso. Você é tão segura!

Confesso também que eu fui extremamente criança durante todo o tempo em que ficamos juntos. Eu sabia que te fazia feliz. Eu sabia que você me amava. E eu achava que só isso era suficiente, só isso bastaria para sempre. Mas isso não impede que eu diga que eu te amei, não é? Porque a gente ama independente de maturidade, mesmo que ame errado.

Lembro como se fosse ontem da sua risada estridente quando eu fazia alguma graça. Lembro da sua voz me chamando de bobo e dizendo que me amava melosamente ao pé do ouvido. Lembro do quanto passava horas e horas em frente ao seu notebook e eu adorava te observar tão concentrada.

Depois que você foi embora, eu pude enfim perceber que tínhamos chegado ao fim. Não sabia exatamente qual foi a gota d’água e o quanto de migalhas foi preciso para encher o seu saco. Mas eu sabia que não adiantaria eu ir correndo atrás de você e era melhor que terminássemos assim. Dor e amor na mesma quantidade, no mesmo espaço, sem mais nem menos de um ou de outro.

Hoje eu vejo que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. E te perder foi a segunda melhor. Obrigado por isso.

Obrigado por ter sido minha mesmo que por pouco tempo.

Mande notícias, vez ou outra.

Se cuida,

Pedro.

21 novembro 2013

Carta a ele.


Oi Pedro,

Não esperava encontrar uma carta sua em meio ao amontoado de correspondências aqui de casa. Foi uma surpresa boa, confesso. As coisas estão muito bem na minha vida, voltei ao Brasil há menos de duas semanas, por isso, demorei a responder.

Ao terminar de ler a sua carta, parei para pensar no quanto o amor vai muito além de sentir borboletas no estômago. Ele é cruel e doloroso, obriga-nos a ser mais forte do que imaginamos ser e no final, ainda assim, sobram boas lembranças.

Você se lembra quando eu te falei que nunca havia sofrido tanto por alguém, dias antes de embarcar? Meu coração precisava te dizer aquilo. Desculpe se te magoei, mas hoje eu posso dizer que são os opostos que o amor nos proporciona. Eu te amei como nunca havia amado também. E quando nos perdemos, o sofrimento inédito seria inevitável.

Ainda me lembro da sua voz, mesmo que vagamente. Ainda me lembro do quanto adorava andar de toalhas pela casa e a cada dia fazer uma nova dança engraçada para mim, enquanto eu tentava terminar de escrever algum conto novo. Ainda me lembro do quanto sorríamos juntos. Era constante, era simples.

E por isso até hoje ainda não entendo o motivo pelo qual terminamos. Se é que teve um motivo, único e crucial, além de uma junção de pequenas coisas, como você mesmo disse. E ainda assim, concordo com você quando diz que foi o melhor.

Dentre diversos motivos, foi melhor porque eu pude fazer aquela viagem que eu tanto sonhava e você nunca se interessou. Melhor porque eu encontrei o Fernando. Você deve ter visto no Facebook. Terminei o meu roteiro de viagem com ele e ainda acrescentamos lugares novos. Ele adora ler todos os meus textos, coisa que você tinha preguiça e eu sabia porque comentava as mesmas coisas de todos eles.

O Fernando também me faz sorrir e ainda fez aparecer o meu lado maduro. Ele me incentiva em tudo que eu faça ou sonhe fazer, ele acredita mais em mim do que mesma e eu precisava de alguém assim ao meu lado. Eu precisava de alguém maduro.

Por fim, obrigada, eu devo dizer, você foi o amor mais alegre e bobo que eu tive.

E obrigada, finalmente, por ser uma lembrança carinhosa que eu guardarei para sempre.

Melhor que não responda essa carta. Deixe como está.

Se cuida e juízo.

Flávia. 

16 novembro 2013

Um dia como autora.


A semana passou lentamente. Mais que isso, se arrastou, parecendo brincar comigo e com a minha ansiedade. Foi nessa semana que algumas pessoas próximas a mim descobriram a minha paixão por escrever. Porque eu não fazia muita questão de espalhar aos quatro ventos, afinal, eu nunca soube bem onde encaixar a frase ‘eu escrevo’ em meus diálogos.

E quando chegou o dia anterior (o dia em que eu viajaria), eu não estava mais nervosa, porque mesmo com a pequena mala já pronta e a animação de minha família, a ficha ainda não tinha caído.

Foi quando deu 02:30 da manhã e o ônibus enfim saiu da rodoviária que eu provavelmente acordei. Eu estava com um fone no ouvido, mas sem prestar atenção na música que tocava, porque muitas coisas passavam pela minha cabeça. Eu decidi reler o meu conto e o fiz umas três vezes e em cada uma delas ficava mais insegura. O que iriam achar dele? Nunca me achei boa suficiente, no entanto, as coisas estavam começando a acontecer para mim... Só que cada exposição é um risco, não é? Podem ser ouvidas críticas boas e ruins. Maldosas e incentivadoras.

Eu olhava a minha irmã ao meu lado dormindo tranquilamente. Meus pais conversavam baixinho para não acordar os outros passageiros. Vez ou outra sorriam para mim, mas eles não faziam ideia do quanto eu estava em pânico. E eu sorria de volta, mas em seguida retornava para o (nada) aconchego da minha poltrona. Nessa hora senti falta do meu namorado e do seu peito que é o melhor travesseiro e calmante para mim. Por motivos que eu juro que entendo, não pude tê-lo comigo nesse momento importante da minha vida. O que ficou combinado que ele estaria presente em todos os outros daqui para frente - sem exceção.

Peguei um livro qualquer para ler, mas me faltava concentração. E eu, como amante da leitura, não me permitiria passar voando pelas páginas. Desisti. Várias vezes. Forcei o sono, comi besteiras e ainda escrevi no bloco de notas do celular. Qualquer coisa que fizesse o tempo passar sem que eu percebesse, mas nada foi suficiente e eu passei grande parte da viagem acordada.

Quando enfim os meus pés tocaram o chão de São Paulo, o frio na barriga se tornou mais intenso. Era cedo e por isso, eu e minha família fizemos alguns passeios turísticos pela cidade. 

Mais horas se passaram e quando o relógio bateu as 13:25 eu já estava no local onde aconteceria o lançamento do livro. O meu coração estava a mil e eu só conseguia caminhar se fosse bem lentamente. Maravilhada e embabacada, percebi que havia chegado o tão esperado momento quando encontrei alguns outros autores que eu já conhecia pela internet acompanhados de seus familiares e vi diversos pôsteres dos livros a serem lançados espalhados pelo lugar. Meus olhos brilhavam.

Participei de uma palestra interessante sobre o mercado editorial, pude conversar com autores iniciantes e autores que já estão nessa estrada há algum tempo. Desfrutei de um ambiente em que o assunto principal eram livros, escrever, sonhar e não desistir. Eu me sentia em casa. Autografei exemplares de outros autores e ainda de pessoas que simplesmente se interessaram pelo livro. Recebi muitos elogios e palavras de carinho, além de abraços e ter experimentado de uma experiência única e incentivadora.

Saí de lá já era noite e eu estava muito cansada da viagem. Mas eu estava feliz. Realizada. E definitivamente certa do que eu queria fazer da vida: escrever. E dessa forma, emocionar pessoas, fazê-las sentir mais intensamente seus sentimentos, sem medo e sem vergonha. 

11 novembro 2013

Serviu de lição.


As pessoas vivem se perdendo uma das outras, já cansei de ouvir histórias. Mas eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer com a gente. Sabe, éramos o casal perfeito. Não estereotipado, mas até nós mesmos nos enxergávamos assim. Porque tínhamos defeitos, mas levávamos muito bem todos os problemas. E foi assim por dois anos. Dois lindos e memoráveis anos.

Até que nos perdemos. Assim, do nada, num piscar de olhos. Estávamos distantes um do outro, mas vivíamos nos esbarrando. Como se a casa tivesse se tornado pequena demais para nós dois. Como se precisássemos de mais espaço. Logo a gente que vivia grudado para cima e para baixo, logo a gente que adorava dividir uma cama de solteiro...

Até hoje eu me pergunto como foi que aconteceu. Erro meu? Erro dele? Nunca soube. Nunca encontrei uma resposta plausível, a não ser, erro dos dois. Pequenos, mas sucessivos. Minúsculos, quase invisíveis aos olhos. Mas completamente reconhecíveis pelo coração - aquele que sempre vê além. 

As pessoas dizem que “se existe amor, tudo supera”, mas nem tudo, hoje eu sei. O amor não existe sozinho, não aguenta, não tem força. O amor é um conjunto, o sentimento em si (que muitas vezes nasce sem motivo) só sobrevive nutrido por atitudes e palavras. E nos faltou atenção e cuidado.

Mas serviu de lição, daquelas que a gente só aprende vivendo, sabe? Daquelas que a gente só entende depois que passa e sobra somente a culpa e a saudade.

05 novembro 2013

Uma das melhores sensações do mundo.


Dia desses, encontrei com um rapaz pelo qual fui apaixonada durante todo o meu ensino fundamental. Ele nunca foi lá grande coisa, mas o amor a gente não escolhe né? E nós, meninas, temos a mania de gostar de quem não gosta da gente. Simples assim. É moda, é o assunto, é o que faz as meninas serem fortes mais para frente. E esnobar aos mesmos.

Foi na festa de um amigo nosso, que eu não sabia que era amigo em comum. Vi de longe, mas fiquei na dúvida se era ele mesmo. Francamente, ele usava uma bermuda que cabia dois dele e um tênis que eu me recuso a chamar de branco. Tinha uma tatuagem enorme de dragão no braço e eu sempre me perguntei qual o motivo de alguém tatuar um dragão. Usava boné, isso mesmo, boné. Em uma festa. À noite. Desculpem aos adeptos, mas para mim não existe coisa mais ridícula. E para fechar com chave de ouro, estava segurando dois cigarros na mão. Dois.

Quando me viu, me observou por alguns segundos e logo veio em minha direção. Eu queria fugir. Não porque o meu coração acelerou, não porque me remetia a uma época distante, mas por vergonha mesmo. ‘Coé, você não é a Maria?’, por um segundo eu pensei em responder que não. Mas me permiti fazer um sim com a cabeça. E ele começou a me perguntar sobre o que eu estava fazendo da vida e a conversa desenvolveu timidamente.

Mas querem que eu conte? Eu conto. Ele se deu férias, por um tempo, pois tinha acabado de se formar. O que já deixa claro que repetiu alguma vez por aí, porque ninguém “acaba de se formar” com vinte anos. E por isso aproveita a vida indo a sociais com os amigos e conhecendo mulheres. Sim, ele disse exatamente com essas palavras. Ainda bem que estava no início da noite e eu nem tinhaa começado a beber, se não teria sentido o meu estômago revirar.

Resumindo, lógico que ele deu em cima de mim. Não que eu seja um mulherão, mas melhorei muito desde quando eu tinha treze anos. E ele iria adorar contar aos outros seres, de mesma mentalidade que a dele, que me "pegou" na melhor fase.

Eu sei que eu não sou superior a ninguém e é até pecado que eu faça uma observação dessas, mas reencontrar um amor antigo e ainda sair por cima, é uma das melhores sensações do mundo.


04 novembro 2013

Resultado da promoção!

Oi gente querida, hoje eu trago o resultado do sorteio do livro Amores (Im)possíveis em que eu participo com um conto!!

E a sortuda foi..................


Vivian!!
 
Parabéns a vencedora! Entrarei em contato por e-mail e Facebook e se após 48 horas eu não receber nenhuma resposta, farei um novo sorteio!

Obrigada a todos que participaram!! Em breve teremos muitas outras promoções =)

Beijos,

29 outubro 2013

Tende a melhorar ou piorar?

Já viram a promoção que está rolando no blog? Estou sorteando um livro de contos em que eu participo! Ele vai autografado por mim e por vários outros autores :) Participe aqui.


Eu nunca fui de me apaixonar facilmente, mas isso acontece, ouvi dizer. Nas melhores famílias e nas pessoas mais duronas - igual a mim. Mas agora, o que eu faço? Continuo aqui sentada e peço mais uma dose da bebida mais forte ao garçom ou saio correndo em direção a casa dele para assumir o que estou sentido? Desconfio que nenhuma das duas alternativas sejam realmente boas. Visto que a primeira, depois de tantas que já bebi, terminaria na segunda. E a segunda é burrice.

Vou permanecer sentada e pedir uma garrafa de água. E assim empurrar goela abaixo esse amor maluco que o meu coração acolheu, me pegando de surpresa. Enquanto eu estava preocupada com quem andava atrás de mim, ele apareceu na minha frente sem que eu percebesse e aí já era tarde. Não pude me proteger, não coloquei a minha armadura. E agora estou aqui.

Acho essa cena um pouco patética, confesso. Mas o amor é patético, então, está tudo certo. Estou fazendo tudo como manda o figurino, ficando boba quando ele se aproxima, sentindo as pernas tremerem e arranjando desculpas bestas para esbarrar e falar com ele. Já percebi que ele acha graça do meu não jeito para isso. Pior do que normalmente acontece com os apaixonados, eu ando me atrapalhando em mim mesma. E a verdade é que a única coisa que eu quero saber é quando isso passa. Alguém sabe? Tende a melhorar ou piorar?
   
Detesto imaginar que posso ficar ainda mais ridícula - e apaixonada - do que estou.

24 outubro 2013

Deus, como eu queria amá-lo!

*Já viram a promoção que está rolando no blog? Estou sorteando um livro de contos em que eu participo! Ele vai autografado por mim e vários outros autores :) Participe aqui.


Deus, como eu queria amá-lo! Amor de cinema, de comédia romântica, de novela feito Malhação. Eu queria amá-lo como todas as adolescentes dizem que amam. Eu queria amá-lo como o meu avô diz amar a minha avó. Eu queria amá-lo de coração, de corpo e alma.

Porque ele sorria todas as vezes que eu falava alguma besteira na frente de sua família. E mesmo quando eu fingia ser quem eu não era, ele apertava as minhas mãos me encorajando a relaxar. Ele tinha orgulho de mim, como isso é possível? Nem meus pais tinham tanto orgulho em me apresentar como filha enquanto ele, ao falar que eu era sua namorada, seus olhos brilhavam.

Ele nunca teve vergonha de mostrar os seus sentimentos, para mim e para o mundo. Sabia todas as músicas da minha cantora preferida, assistia comigo todos os filmes bestas que mulheres adoram. Passava horas no shopping me acompanhando nas compras e ainda fazia massagem no meu pé quando chegávamos em casa.

Também nunca me contrariou e isso é, reconheço, a sua melhor qualidade. Ele sabia me contrariar, sem me deixar notar isso. Ele me acalmava quando eu estava revoltando com o mundo e me fazia rir para que eu percebesse que estava exagerando (novamente) em mais algum ataque de estresse.

Ele era tão meu. Tão fácil de lidar. Tão fofo e engraçado. E todos diziam que éramos feitos um para o outro... Mas para mim perdeu a graça cedo demais, muito mais cedo do que eu queria, muito mais cedo do que todos aqueles relacionamentos de famosos!

E eu o vi chorar pela primeira vez quando disse que precisava terminar e também o vi ser lindo pela última vez ao me pedir um último abraço. Eu sabia que tinha feito a coisa certa, deixando-o livre para alguma pessoa que o mereça de verdade. Mas eu queria ser a merecedora. Deus, como eu queria amá-lo! 

21 outubro 2013

Sobre o lançamento + sorteio

Oi gente linda, primeiramente eu gostaria de agradecer por tantos comentários no outro post. Foram palavras de incentivo, elogios e vi o quanto vocês realmente ficaram felizes com a minha conquista. Muito, muito obrigada mesmo!

Por esse motivo, sinto-me na obrigação de contar para vocês um pouquinho de como foi lá né? Então, o evento em si foi muito bacana e tive a chance de encontrar com outros autores iniciantes e também com outras publicações, dividindo experiências e trocando conselhos. Um pouco antes do lançamento, teve um bate papo com o diretor da editora, os organizadores das antologias e todos os autores presentes, o que, para mim, foi um momento de muito aprendizado!


Quando chegou a hora do lançamento, foi uma surpresa muito boa! Troca de autógrafos entre os autores da antologia, autógrafos para os convidados e participantes do evento, muuuuuuuitas fotos! Foi um momento muito divertido e descontraído... E eu me senti uma estrela!!! hehe


Bom, foi um experiência muito especial para mim que me incentivou a não desistir desse meu sonho. Continuar escrevendo e mostrando ao mundo um pouco de mim, dos meus pensamentos e visão de mundo.


Abaixo, uma simples montagem que fiz com alguns momentos do lançamento:



E é lógico que eu não poderia esquecer de vocês!!! Separei um exemplar do livro para sortear entre os meus leitores!! :) Não consegui pegar o autógrafo de todos os autores, até porque nem todos estavam lá, mas fiz questão de conseguir alguns e deixar o livro ainda mais especial para vocês! E claro, assim que eu sair o nome do vencedor, eu também farei uma dedicatória viu?

Vamos as regras?

- Seguir o blog publicamente;
- Curtir a fanpage no Facebook;
- Preencher o formulário abaixo:

Simples vai? O sorteio vai até o dia 3 de Novembro e o resultado sairá no dia  4 de Novembro aqui no blog e lá na fanpage. 

O livro, posso garantir, é lindo e cheio de amor ♥


Boa sorte pessoal! E prometo que no próximo post volto com meus textos hehe

Beijos,

16 outubro 2013

Minha primeira conquista!

Meus amores, hoje não trago um texto e sim venho contar uma novidade! Como vocês já sabem, eu amo escrever, tanto que esse blog foi criado como um local para guardar (e expor) tudo que eu escrevo. Mas, quem escreve vai concordar comigo, um dos maiores sonhos de um escritor é ter algo publicado. 


E, vejam só, chegou a minha vez! Ainda não estarei lançando um livro só meu, mas será lançado no próximo sábado, dia 19 de Outubro, uma antologia chamada Amores (Im)possíveis, organizada pela Andross Editora e nela terá um conto meu. Como o nome já diz, é um livro repleto de contos que mostram as diversas faces do amor.

Para muitos isso não é nada, mas para mim é como se fosse o primeiro passo, é um incentivo, porque alguém acreditou no meu trabalho. Além de ser um orgulho imenso ter em mãos algo escrito por mim e eternizado em forma de papel. E lógico, eu que já li o livro todo antecipadamente, fico lisonjeada de fazer parte de uma coletânea tão magnífica, cheia de autores excelentes que, assim como eu, estão lutando para conseguir conquistar o seu espaço. 

Olha o convite personalizado que a editora fez!

Podem ver que nele constam todas as informações relevantes. E com ele deixo aqui o meu convite a quem for de São Paulo e quiser dar uma passadinha lá para me conhecer, comprar* esse livro que garanto que é excelente ou mesmo participar do evento (Livros em Pauta) que terá diversas palestras e bate papos interessantes para todos os amantes da escrita.

*Ah! Quem tiver o interesse de comprar o livro e for de outro estado, entre em contato comigo; Estarei vendendo mais barato do que nos sites das livrarias depois do lançamento.

Beijos e muito obrigada por todo o incentivo que eu recebo através daqui também,

13 outubro 2013

Já estou bem!


Fica bem, ele me disse. Na hora eu mal prestei atenção em suas palavras. As lágrimas inundavam o meu rosto e o som da minha dor, me impedia de ouvir muita coisa. Ele se distanciou de mim e com passos largos e lentos, como se não soubesse ainda para onde ir, mas segundos depois, sumiu em meio as pessoas e carros da avenida. Eu continuei parada por alguns minutos, processando, me trazendo a realidade, procurando um chão para me apoiar.

Fica bem, ele me disse. O que ele queria dizer com isso? Ou melhor, o quanto de verdade tinha em suas palavras? Afinal, como eu poderia ficar bem se eu só conhecia esse estado quando estava em paz com ele? E foi por isso que tanto eu me rebaixei, tanto me sacrifiquei para que conseguíssemos ficar juntos. 

Fica bem, ele me disse. E eu gostaria de ter perguntado se ele também ficará bem. Se ele conseguirá se lembrar de seus compromissos, se ele conseguirá dormir a noite sem o meu cafuné. Se ele será aprovado em suas provas sem mim para ajuda-lo a estudar, se ele terá, agora, uma boa relação com a sua mãe sem a mim para aconselhá-lo em suas atitudes.

Fica bem, ele me disse. Frase típica de homem covarde, não é? Jogar a responsabilidade para outra pessoa, tirar o peso de cima de si mesmo e se ver livre novamente. Como eu nunca percebi esse seu jeito egoísta? 

Fica bem, ele me disse. Limpo assim o meu rosto ensopado e começo a caminhar, com passos curtos e acelerados, porque eu sabia o que tinha que fazer da minha vida. Sempre em frente, é o que dizem. Existe o amor e existem diversos outros sentimentos. O que houve entre nós dois estava longe de ser considerado amor – esse é uma via de mão dupla. Já estou bem. E a mensagem de texto foi enviada com sucesso.

06 outubro 2013

Somos nós.


Talvez o amor seja observá-la dormindo, tentando adivinhar o que está sonhando. Talvez seja sentir o seu hálito ao acordar e ainda assim querer beijá-la por tempo indeterminado. Pode ser que o amor seja todas as vezes em que eu roxo de raiva continuo esperando na sala, fingindo assistir a qualquer coisa na TV enquanto ela ainda está secando o cabelo. Desconfio que possa ser naqueles momentos em que a gente se olha em meio a tantas pessoas e não diz nada, porque não precisa. Também quando eu a busco em seu emprego e quando ela sorrir com os lábios e os olhos por causa da surpresa. O amor talvez seja as vezes em que conversamos até tarde da noite, no escuro, enrolados na coberta, um acomodando o outro com o corpo. O amor pode ser quando sinto o cheiro de seus cabelos e do seu pescoço, quando dormimos de conchinha ou quando sinto o seu suor em minha pele quando passamos a noite em claro. Talvez seja a ligação que ela me faz todos os dias pela manhã só para me acordar, o carinho que me faz quando estamos assistindo algum filme. O amor talvez seja isso ou nada disso. Mas o amor, isso eu sei, é ela. Sou eu. Somos nós. Puro e simplesmente, amor. 

30 setembro 2013

A nós!

*Sei que ando sumida daqui e dos blogs que tanto adoro visitar, mas é a faculdade que não me deixa viver. Não vou nunca abandonar isso aqui, mas peço paciência, pois todos os comentários serão lidos e retribuídos! Obrigada :)


Que tal uma taça de vinho? – Ele me ofereceu tentando quebrar o silêncio que pairava sobre nós.

Primeira vez que eu ia a sua casa, depois de quatro meses que estavamos saindo. Eu não sabia como agir e ele parecia nem conhecer o próprio apartamento. Estávamos os dois nervosos, envergonhados e ansiosos. Isso diz muita coisa, não é? Chamar para conhecer o seu canto. Não como esses garotos que levam qualquer uma para cama, mas quando há conquista, há mistério e as coisas acontecendo cada uma a sua hora.

Quando voltou da cozinha americana onde eu pude observá-lo durante todo o tempo, ele sorriu e me serviu. A nós, disse.

Beto era o tipo de homem que eu nunca notaria, mas acho que isso faz parte do amor, obviedade passa longe. Ele era amigo de um amigo meu e na primeira vez que o vi, não achei graça nenhuma. Para ter uma ideia, saí com um outro cara que conheci na mesma boate. Hoje acho graça, nossa história poderia ter acontecido há tanto tempo... Ou será que agora era a hora certa?

Depois de meses, nos reencontramos por acaso no aniversário desse meu amigo e foi aí que tudo aconteceu. Passamos a noite inteira conversando como se fôssemos amigos desde criança! E não que eu tenha me apaixonado naquele dia, nem que tenhamos saído de lá para um lugar mais reservado, nem se quer ele me elogiou, mas acho que é isso que dizem ser amor à primeira vista. Pura identificação, não sentir o tempo passar ao lado de alguém que você nem conhece.

Somente na semana seguinte, nos esbarramos numa café que tem perto do meu apartamento. Mais tarde descobri que foi tudo planejado, pois o meu amigo comentou com o Beto que eu costumava ir ao café todas as quintas feiras para ouvir a um show de MPB. Ele foi um perfeito ator me fazendo acreditar que estava surpreso em me encontrar e até mesmo, no início, fingiu estar confuso sobre me conhecer ou não.

Assistimos ao show juntos e foi ao som de "Eu quero te roubar pra mim..." que demos o nosso primeiro beijo. Não ouvi sinos, não senti os meus pés flutuarem, tenho 23 anos e acho que já estou bem grandinha para acreditar em contos de fadas. Mas pude sentir o meu coração sorrir. Assim, tranquilo e contido.

Hoje eu sei que a memória do meu smartphone é realmente gigante, porque passamos o dia todo trocando mensagens e, por mais bobo que pareça, não tenho coragem de apagar nenhuma delas. Hoje ele me busca no trabalho duas vezes por semana e ainda vamos àquele café às quintas. Hoje começamos a fazer alguns planos mais longos do que apenas ‘o que faremos no final de semana?’. Hoje eu escolhi estar aqui, pois sei que nenhum outro lugar faria eu me sentir melhor.

A nós, eu disse. Brindamos e em seguida, ao invés de tomarmos um gole do vinho, melhor foi selarmos o nosso encontro, com um beijo. E o início de uma noite clichê e totalmente única para nós dois.

25 setembro 2013

Amor é um só.


Uma vez me disseram que o amor quando verdadeiro, independente de tudo, ele continuará sempre presente. Eu acho uma conclusão um pouco radicalista e exagerada. O que fica são as lembranças, isso sem dúvida alguma permanece por toda uma vida. Mas falando do amor, do sentimento... Pera lá gente, quer dizer que se eu amei duas pessoas, a terceira vai ter que dividir o espaço com as outras duas primeiras? Não é assim. A vida continua. Ou você esquece ou não

E sim, para mim existe sim essa frase "eu esqueci fulano". Não na memória, não excluiu da vida, da sua história. Mas emocionalmente falando, essa pessoa não te causa mais nenhum frisson. Foi um capítulo importante, mas não está mais presente nas próximas páginas. É isso. Para mim, isso é desculpa de gente conformada, ou sei lá, romantismo demais que eu não consigo compreender. 

Porque se existe uma coisa que o ser humano tem a capacidade é de amar uma, duas, três vezes durante uma vida, mas isso de forma egoísta e única. Em cada uma delas um toque de importância e particularidade, porém, é impossível, sim, eu repito, impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Ou amar uma com resquícios de outro amor. A verdade é que uma ou outra não é amor, uma ou outra foi mera confusão. Porque sempre uma vai sobressair à outra, deixando claro que há diferença de sentimentos. Amor é um só. Um de cada vez ou um para vida toda

20 setembro 2013

Sobre escrever.



Já cansei de me procurar em meus textos e não me achar. Porque sou tudo e todas as pessoas ao mesmo tempo e encontrar a linha tênue que divide o mundo da ficção e o meu mundo da realidade se torna tarefa complicada.

Sou a menina boba que chora pelo cara que não vale nada e também a sua melhor amiga que briga e dá conselhos.

Sou mais razão que emoção e às vezes o contrário.

Sou irreverente nas palavras e medrosas nas atitudes, mas consigo ser quem eu quiser quando escrevo. Consigo ser até quem eu não quero ser.

Já briguei comigo mesma por não concordar com algo que escrevi e já me orgulhei por colocar em palavras meus sentimentos e pensamentos tão secretos e verdadeiros de forma bonita e poética.

Foi assim que descobri que ser escritor é surpreender aos outros, mas principalmente, a si mesmo, toda vez que as palavras se juntam e tomam a forma de texto.


15 setembro 2013

Provavelmente interessante.


Foi em um dia de Sol quente que eu o conheci. Não imagine uma cena em Copacabana e água de coco (ou cervejinha gelada). Foi no Centro da Cidade, blusa grudando nas costas e suor escorrendo pela testa. Nem todo carioca mora de frente para praia, pessoal. E alguns, vejam só, ainda trabalham duro na maior parte do tempo.

Era horário de almoço e eu nunca sinto fome quando está muito quente. Só me dá vontade de entornar litros de qualquer líquido estupidamente gelado. E eu estava em uma dessas lanchonetes de esquina, tomando um suco de laranja de 500ml com bastante gelo, como pedi ao atendente, para ver se me refrescava um pouco.

E ele, se posicionou ao meu lado, vestindo um terno preto e pediu a mesma coisa que eu. Sorrimos um para o outro, sendo simpáticos. Vocês também fazem isso? Igual quando falamos “da licença” quando se senta ao lado de alguém no banco do ônibus, sabe? Simpatia e educação.

Era branquinho, olhos e cabelos castanhos e tinha um sorriso tímido. Nem todos os homens bonitos são loiros de olhos verdes viu! Reparei que ele segurava uma pasta em sua mão, sabe? Provavelmente processos. Provavelmente estudante de direito. Provavelmente interessante.

Infelizmente, como já mencionei, a maioria de nós trabalha duro e eu não poderia admirá-lo por mais muito tempo. Uma pena. Saí de lá e fui para as últimas quatro horas restantes para acabar a minha jornada de trabalho do dia.

Não sei o nome dele e não teve continuação essa história. Vai dizer que vocês nunca encontraram uma pessoa que chamou a sua atenção de cara, mas parou por aí? Sobrando apenas um suspiro e um sorriso.

10 setembro 2013

Não estou indo para a forca!


Hoje o dia acordou cinzento e ensopado. Isso é diretamente responsável por 30% do meu mau humor matinal, tem coisa mais desanimadora do que acordar cedo no frio e com chuva? Liguei o chuveiro na temperatura pelando e sem pensar em horário, tomei um banho longo com o intuito de relaxar. Fiz um coração (e ainda escrevi a letra P) no espelho embaçado por causa do calor e após me arrumar, desci para tomar o meu café da manhã.

Mamãe me deu um bom dia animado – mais que o normal. Papai apenas olhou para mim e sorriu de lado. E a minha irmã a essa hora ainda nem tinha levantado. Na televisão falava sobre exercícios importantes para o cérebro se manter ativo. Descobri que o meu deve estar para lá de sarado, porque a dica número um é ler.

Enquanto o meu pão esquentava, eu arrumava a minha mochila para o longo e novo dia que estava por vir. Peguei o meu fone, “A Última Carta de Amor”, livro que estou lendo no momento e a minha carteira. Basicamente é disso que eu preciso. O celular já estava no meu bolso, claro. Mas infelizmente tive que acrescentar alguns outros ítens. Quando saí de casa, os dois me desejaram ‘boa sorte’ e a minha mãe já estava com os olhos molhados.


Parece até que estou indo para a forca ou alguma coisa pior, mas hoje é apenas o meu primeiro dia na faculdade. O curso não era a minha primeira opção, mas sempre me interessou. Eu faria ele de qualquer forma. Agora ou daqui a vinte anos. E como passei para uma faculdade boa, não cogitei a ideia de abrir mão.

É o começo, sabe? De uma história que está em minhas mãos, assim como sempre esteve o lápis - e hoje em dia um teclado e um celular. Eu amo as palavras e estuda-las será, provavelmente, interessante. E se nada der certo, pelo menos farei amigos e adquirirei experiencia - e ainda escreverei novos textos.

06 setembro 2013

Você sabe o que você quer?


Depois de muito tempo sendo apenas passageira, vivendo totalmente sem rumo e sem um lugar para voltar, eu preciso de algumas certezas. Coisa boba, do tipo, o que você quer no momento? Digo, comigo. Com a vida. Com o amor. Está tudo envolvido, espero que saiba. Tudo ligado, mas também facilmente desligado, se for necessário.

É que o seu jeito é uma junção de tudo que eu adoro, mas o meu jeito extrovertido é o que mais chama atenção em mim. O seu sorriso é lindo, mas o meu vive sendo elogiado também. Os seus olhos são claros e vivos, mas o meu são brilhosos e me revelam muito facilmente. Gosto do seu estilo e também do meu. A questão é que, todas essas coisas são superficiais ao mesmo tempo em que denunciam logo quando tem algo errado com a gente, já percebeu?

Não quero sofrer novamente. Não quero me fechar, não quero perder o meu sorriso, não quero que as lágrimas inundem o meu rosto e principalmente, não quero passar a voltar a usar moletom. E engordar, me afundar, embarangar. Prefiro evitar esse caos todo, mais uma desilusão...

Por isso, te pergunto, você sabe o que você quer? Porque se você não tem certeza, se ainda está perdido, desculpa, mas eu já sei muito bem o que eu quero e uma delas é não perder mais tempo. É encontrar - ou deixar de ser encontrada - por um amor tranquilo, permanente e firme. Se puder me oferecer, eu te dou a mão. Te trago para dentro, te apresento o meu mundo. Se não, te empurro, me fecho, me mudo.

02 setembro 2013

Dar tempo ao tempo?


As vezes chego a acreditar que não está tão ruim. Aparecem falsas e provisórias felicidades que servem com um analgésico. E enquanto finjo ocupar a minha mente, os dias vão passando. Ouvi dizer que devemos dar tempo ao tempo. Nunca ouvi frase tão estúpida! Eu não quero dar tempo ao tempo, na verdade, o tempo que deveria me dar um tempo. Me dar um tempo de noites dormidas e de sorrisos sinceros. Um tempo longe dos socos no meu coração toda vez que eu vejo ele com ela, de me fingir de forte na frente dos outros e das lágrimas sem fim. E é por isso que eu insisto: O tempo que deveria me dar um tempo, um tempo de felicidade.

28 agosto 2013

Não tenha medo de amar.


Uma coisa que eu aprendi a não ter medo é de amar. Sabe, igual todas as meninas tem? Preferem crucificar os homens, postar textos do Caio Fernando Abreu no Facebook e fica oscilando entre fingir ter amor-próprio e gritar ao mundo o quanto está sofrendo por um babaca qualquer. Parece que é mais fácil reclamar do que mudar uma realidade. Do que arriscar novamente.

Azar do cara que te largou, que te trocou, que te fez sofrer. Bola para frente, ele não é o último homem da face terra e pensando pelo lado positivo, menos um idiota que encontrará pelo caminho. Sua chance de esbarrar com alguém bacana aumentou em alguns por centos, não vê?

Generalizar que todos os homens não valem nada, que a vida é injusta, que você nunca mais vai querer outro relacionamento, sinceramente, não vai adiantar de nada. Quando o amor chegar novamente, não vai ter como fugir e tendo essas besteiras como pensamento, só vai atrasar (ou até mesmo estragar) toda uma história que te estava reservada. Você vai ficar se torturando em vez de se entregar a uma das poucas coisas que realmente valem a pena nessa vida.