29 julho 2013

Desconhecidos. Destino.


Com licença. – ela disse, já com as mãos a me empurrar.

Logo em seguida pude sentir o seu perfume e ainda segundos depois olhar em seus olhos. Gritantes, ariscos, inundados de lágrima. A minha vontade era a de abraça-la, mas eu não a conhecia. E algo me dizia que ela estava querendo paz, fugir de tudo. Cedi o espaço para que ela pudesse passar e ela se foi. Entrou no banheiro que tinha há alguns metros à frente.

Eu continuei no mesmo lugar sentindo vontade – ainda – de consolá-la. Estranho, eu sei. Mas eu sempre fui um bundão mesmo e ver pessoas chorando sempre fez com que o meu coração amolecesse. Seja em filmes, peças de teatro ou, e principalmente, na vida real. Eu não sabia mesmo lidar com essa demonstração de sentimento. Até quando é por alguma notícia boa, lá estou eu querendo chorar junto.

Sentei-me no sofá que estava ao meu lado, assim que um casal se levantou. Ela estava demorando demais, notei. O que será que aconteceu, afinal? Com certeza tem a ver com algum homem. Quando não tem? O que faz mais as mulheres chorar do que a infantilidade dos homens?

Era festa do meu melhor amigo de infância, nos vemos duas vezes ao ano. No meu aniversário e no dele. Nunca tenho vontade de vir em suas festas descoladas, como ele insiste em chamar. Mas faz parte da tradição de nossa amizade, estranhamente duradoura e não posso decepcioná-lo. Só que realmente era um saco ter que estar em um ambiente onde metade está bêbado e a outra metade também não me interessa. Na verdade, ninguém nunca me interessou em todos os aniversários dele.

Enquanto eu me perdia em meus pensamentos quase que iguais todas as vezes que venho aqui, ela saiu do banheiro. Ainda estava com os olhos avermelhados e inchados, mas estava maquiada. E isso é o que eu mais admiro nas mulheres, essa vaidade, essa preocupação consigo mesma. Pode até ser sem perceber, mas estão sempre de olho no espelho, tentando – do jeito que dá – manter a melhor aparência. Isso é sinal de força, espero que saibam.

Levantei no impulso, mania de jornalista.

- Gostaria de conversar? – As palavras saíram sem que eu tivesse tempo de detê-las.

Ela me olhou desconfiada:

- Por que eu conversaria com você, se eu nem te conheço?

Parei para pensar naquela resposta. Eu sabia bem como se safar dessa.

- Por isso mesmo. Mesmo que você tenha matado alguém, tenha torturado um animalzinho na rua ou apenas esteja triste porque recebeu um pé na bunda de babaca qualquer, eu nunca mais vou te ver. Confessionário sabe? Pode se abrir comigo sem se preocupar se vou espalhar pelo bairro ou seja qual for o núcleo social.

Ela continuou me olhando desconfiada, mas ao mesmo tempo, sentia que estava mais relaxada e quase, por pouco mesmo, não esboçou um sorriso.

- Estou precisando mesmo colocar algumas coisas para fora e já que você insiste... – Ela cedeu, enfim. Desanimada, triste. Mas eu tinha conseguido o primeiro passo.

Ela me contou que estava ali por causa do namorado. Ex, a partir de agora. Ela fez questão de frisar e eu gostei disso. E gostei também do fato dela não pertencer àquele ambiente que eu tanto detestava. Contou também que ele estava bêbado quando ela chegou e que o viu com em um canto dando uns amassos em uma piranha. E ela não aguentava mais isso, fazer tanto e nunca receber nada em troca.

Confesso que sempre achei essas atitudes bem ridículas e eu nunca entendi o quanto as mulheres gostam de se rebaixar por um homem. Entendam, vocês usam salto alto para isso, nós é que devemos estar abaixo deles. Façam dos centímetros a mais, um aumento proporcional em seu amor próprio. Mas ela parecia realmente desorientada e que, diferente da maioria, ela não aceitava estar assim, se achava uma idiota por tudo que já fez.

E quando já estava tão cansada de tudo que falara, de segurar por tantas vezes o choro e provavelmente também porque já tinha falado mais do que deveria para um desconhecido, decidi que era a minha hora, eu olhei em seus olhos com toda a verdade que eu tinha em mim e deixei com que o meu coração falasse tudo:

- Você sabe que merece muito mais que isso, não é? Sabe que agora eu estou enxergando uma mulher fraca e patética na minha frente e você também sabe que está desse jeito. A questão é: Por quê? Por que se submeter a isso? Pode ser papo de homem e eu sou, fazer o que, mas você é linda e desde o segundo em que olhei para você, a minha vontade era te levar para mim. E você ainda se importando com alguém que já te jogou fora tantas vezes. Não entendo a mente feminina de jeito nenhum...

Ela se assustou, normal. E eu já esperava por isso. Mas foi nesse segundo que o celular dela tocou e pude ouvir palavras soltas, mãe, eu tô bem, já estou indo, fica calma. Ficou claro que logo eu a perderia. Ela desligou, ficou em silêncio por alguns segundos e olhou para mim por mais alguns. E foi nessa hora que, desde que a vi pela primeira vez, pude senti-la próxima de mim.

- Preciso ir, obrigada por alguma coisa que eu ainda não sei o que é. – Pegou a micro bolsa que estava em seu lado e se levantou. - A propósito, eu gostaria sim de te ver novamente, já que eu não contei nada de tão grave...  – E foi embora.

21 julho 2013

Poxa, destino.



Eu já fui muito embora. Por culpa minha e deles. Quando eu queria, simplesmente me imploravam por meio de atitudes para que eu fugisse o quanto antes. E quando eu não queria, bem, ficar em um lugar onde eu não esteja me sentindo bem, nunca foi a minha praia. Mas chega uma hora que cansa partir. Arrumar toda a bagunça, juntar as minhas coisas, pegar os momentos, sentimentos e planos e enfurná-los dentro da minha mochila e seguir. Na verdade, eu já nem tenho mais para onde ir.

Antes eu achava natural, porque é completamente normal que as coisas não vão bem de início. A vida é assim, primeiro a gente aprende, para depois desfrutar do aprendizadoA questão é que eu já aprendi, eu juro. Eu já sei quais são os meus defeitos, eu já sei reconhecer quando o cara não vale nada, eu já sei o que fazer, pelo menos, para começar com o pé direito.

Custa aparecer alguém decente? Custa aparecer alguém que me faça ter vontade de colocar a bunda no sofá e ficar assistindo futebol? Custa aparecer alguém para me acompanhar nos shows do meu ídolo? Custa aparecer alguém que não tranque a porta e ainda assim, eu nem queira abri-la? Custa? Poxa, destino. Você já perdeu tanto tempo escolhendo os errados, não custa nada caprichar e mandar um cara direito dessa vez.

18 julho 2013

Eu não trocaria um brigadeiro de panela por você.


Eu saí de casa um pouco mais cedo que o normal, precisava resolver uma pendência. Não contei a ninguém o verdadeiro motivo, porque iriam me questionar a necessidade que eu preferiria guardar para mim. Tomei banho gelado, infelizmente. E também não pude nem experimentar das torradas com geleia de amora que a minha mãe estava preparando. Peguei a minha mochila, porque de lá eu iria direto para o curso, e saí pela porta cheia de confiança.

Durante o caminho que eu já sabia de cor, caminhei muito mais lentamente do que de costume. E também me bateu nostalgias bobas de que não iria mais passar por aqueles becos e ruas daqui para frente. Ainda bem, eu sei. Ainda que seja estranho, concorda? Toda novidade, por melhor que seja, é uma novidade. E deixar uma rotina para trás é realmente perturbador.

Passei pelo supermercado que costumávamos comprar pizza congelada e também latas de leite condensado para fazer brigadeiro. Eu que fazia, lógico. Sou chocólatra e modéstia a parte, ninguém nunca provou um tão bom quanto o meu. Ele só era bom em comer. E arrumar desculpas para que eu lavasse a louça depois também. Ele era bom em me enrolar e eu era ótima em me fazer de boba. Vá entender.

Cheguei então. O que eu faço agora? Olha eu me fazendo de boba novamente! Escrevi logo o bilhete e deixei em sua caixinha de correio. Pensei em tocar a campainha, mas se a mãe dele atendesse, eu perderia as forças, porque ela sorriria e me chamaria para entrar. E se ele atendesse também, bem, já imagino aquelas cenas de novela em que no caso, eu seria a escandalosa e ele seria o homem que não sabe do que a mulher está falando.

Desci as escadas de sua varanda e fui em direção ao ponto de ônibus mais próximo. Acho que foi a coisa certa, afinal, ele realmente precisava saber daquilo e eu precisava desesperadamente colocar para fora. ‘Eu não trocaria um brigadeiro de panela por você’, escrevi no bilhete. Muito claro. Espero que agora ele entenda que acabou. E só para reforçar (e comemorar), vou passar naquele mesmo supermercado pela última vez, comprar uma lata de leite condensado e comer sozinha. Eu mereço.

16 julho 2013

Bilhetes.

Então gente, hoje eu inauguro uma nova (primeira?) coluna aqui no blog.
Como eu não quero jamais fugir do meu tema que é a escrita, vou trazer toda semana para vocês (sem dia certo) algumas imagens com letras de músicas, trechos de livros e até dos meus textos também. Isso é muito comum no Facebook, mas aqui eu vejo pouco. E toda vez que eu vejo algum frase bacana lá, me inspira. Às vezes era exatamente o que eu estava precisando ler, sabe? Enfim, espero que gostem. É um jeito diferente de me expressar.






12 julho 2013

Fã de histórias.


Antes eu era fã de romance, hoje eu sou fã de uma boa história. Acreditava que a felicidade estava somente em ter alguém, casar e ter filhos. Não que não se possa ser feliz dessa maneira, mas não existe somente esse caminho. E embora tendamos a acreditar nisso e embora também mais cedo ou mais tarde isso aconteça, o que fazer enquanto não chegamos lá? Choramingar? Reclamar da vida? Invejar as amigas? Trancar-se no quarto, engordar alguns quilos comendo brigadeiro de panela e embarangar? Bom, preciso te avisar que isso só vai atrasar a tua vida.

E a verdade é que, sabe aquela frase que poderia até virar ditado popular, ‘coisa ruim atrai coisa ruim, coisa boa atrai coisa boa’? Cai feito uma luva para essa situação. E mesmo que eu não seja hippie, não acredite em vibrações ou em coisas do espaço, basta viver para perceber que quando está tudo uma merda, a tendência é piorar. Mas se as coisas começarem a dar certo, num piscar de olhos, outras melhores acontecem.

Onde eu quero chegar com isso? Sei lá. Só cansei de me fazer de vítima, cansei de esperar um novo amor a cada homem que eu esbarro na rua, cansei de acreditar que sou o problema do mundo. E devido a minha teoria citada no parágrafo anterior, estou sentindo uma pontada de esperança. Tenho amigos, família, um bom emprego, um cachorro que me adora. O resto é consequência, uma hora vem. Enquanto isso, eu vou vivendo. Deitada na cama eu não vou nem progredir na vida, quanto mais conhecer o tal príncipe encantado.

E como eu iniciei, histórias de aventura, comédia e terror, são muito mais emocionantes do que todo aquele mimimi das histórias de amor. E essas só podem ser vividas com a melhor amiga maluca, com o carinha que você conhece na balada, com quem você nem conhece, naquele show que você decide ir de ultima hora... E, pelo menos quando aparecer um cara legal para passar o resto da vida ao meu lado, certamente passaremos noites e noites contando e rindo das experiências já vividas.

09 julho 2013

Resenha: Resposta Certa


Resolvi trazer algo diferente para vocês dessa vez, não sei se vão gostar, se vai interessar. Mas faz parte do meu universo, que é ouvir música, escrever e ler. Leio menos do que gostaria, mas ainda assim é algo que sempre fez parte da minha vida. Não será algo constante, como vejo em muitos blogs, porque afinal, o meu foco é outro. Mas acho que não há problema algum em mudar um pouco né? Trazer um pouco mais de mim para cá e meus gostos. Enfim, vamos ao que interessa? Primeira resenha do blog :)


Resposta Certa narra a mudança fase na vida de Brian Jackson. Um adolescente de 19 anos que nunca foi o mais popular do colégio, mas que consegue uma vaga na universidade no curso de Letras. Isso faz com que ele acredite que a sua vida irá mudar, passar do esquisitão para "o cara". A história acontece em 1985, onde o rock era a trilha sonora da vida de muitos adolescentes.

Chegando na universidade, ele percebe que as coisas não seriam muito fáceis. Primeiro, ele havia deixado para trás sua mãe viúva. Em seguida, conhece os seus companheiros de quarto e, bem, a relação não foi o que ele esperava. Por último, Brian se vê apaixonado pela garota mais cobiçada do lugar.

Mas, indiretamente combinado, após a festa em que se conheceram, os dois se encontram na sala de seleção para o Desafio Universitário, programa que Brian costumava ver com o seu pai quando mais novo e por isso, achou que conseguiria chamar a atenção da garota. (Desafio Universitário: Programa televisivo de perguntas e respostas de conhecimentos gerais disputado em equipes).

Resumindo, a partir daí o livro gira em torno de suas experiências na universidade, sua “relação” com Alice e do tal Desafio. Tirando as participações especiais de Rebecca, sua “amiga”, amigos antigos, etc. Isso tudo narrado em primeira pessoa, pelo Brian, o que nos deixa a par de todos os seus sentimentos e pensamentos em relação aos momentos do livro. 

Na contracapa e nas primeiras páginas do livro, como no outro livro do autor, a editora colocou todos os elogios possíveis que as grandes revistas/nomes disseram da história. E eu quase liguei para cada um deles para perguntar quanto eles receberam para exaltar tanto assim aquele livro. 

Porque o que eu posso dizer do livro? Bom, mas poderia ser melhor. Digo, muito melhor. A verdade é que, talvez por culpa minha, eu esperei muito dele por causa de Um Dia, primeiro livro que eu li do autor David Nicholls. Eu estava para ler esse livro há meses, mas só há algumas semanas eu fui a uma livraria para comprá-lo. E a verdade é que eu fiquei muito triste por não ter alcançado as minhas expectativas.

Pontos positivos:
  • As referências culturais são muito bacanas e principalmente para quem viveu ou se interessa pela música/cinema da década de 80, vai achar tudo muito contextualizado.
  • O livro também é muito engraçado, David tem isso. Sabe ser irônico, saber usar do humor em suas narrativas e isso deixa tudo mais leve.
  • Todo capítulo é iniciado com uma pergunta de conhecimentos gerais seguida de sua resposta. Diferente e interessante.

Pontos negativos:
  • Apesar das partes engraçadas, Brian é muito muito muito chato. Achei ele atrapalhado demais, confuso demais, inseguro demais, estranho demais. E aguentar isso durante o livro inteiro, cansa né?
  • O autor utilizou de várias histórias ao mesmo tempo, o que acabou não aprofundando em nenhuma e assim, nenhuma conseguiu, de fato, me prender a atenção.

Avaliação: Bom
Autor: David Nicholls
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 346

Bom, é isso, espero que tenham gostado dessa minha primeira resenha. Quero opiniões sinceras ok? É a primeira vez que escrevo uma! E me digam, alguém já leu esse livro? O que acharam?

Beijos,

05 julho 2013

Inverno.



O inverno chegou. Meia, edredom, chocolate quente. Passamos mais tempo na cama do que em qualquer outro lugar, ou pelo menos é isso que queríamos. Amo sentir o vento fresco em meu rosto e ficar com o nariz gelado. Mas sou completamente apaixonada pelo Sol e viver no Rio de Janeiro, frio é sinônimo de chuva, o que me deixa em dúvida sobre ser realmente a minha estação do ano favorita.



É importante que eu deixe claro que eu sempre fui muito bem resolvida. Emocionalmente, profissionalmente e qualquer outro mente que inventem. Nunca me senti vulnerável, tirando quando eu andava pela rua deserta chegando de uma boate qualquer vestindo minissaia justa às 5 horas da manhã.. E tirando também que eu já tenho quase 25 anos e nunca namorei. Não que isso tenha necessariamente a ver com a vulnerabilidade anterior, mas sim com o inverno.

Parte de mim prega ao mundo que, mais cedo ou mais tarde, o amor vem. A pessoa certa, o príncipe encantado e todo aquele mimimi de comédia romântica. Mas a verdade é que se antes eu não me importava, hoje o ‘mais tarde’ me deixa incomodada. Angustiada. Enfim, neurótica. Esse é o termo certo. Semana que vem eu tenho um casamento. O segundo em três meses, o que deu nessas pessoas, afinal?

Entre mágoas e por livre e espontânea vontade também, eu não sei o que é sair com alguém por mais que algumas semanas faz algum tempo. E não penso em me casar com alguém desde quando eu tinha 13 anos e esse alguém foi o garoto que eu dei o meu primeiro beijo. Isso me torna um ser sobrenatural? Não, eu sei. Mas quem sabe fora do padrão, encalhada, estranha. Isso sim.

Talvez se eu tivesse um par de meias mais adultas, se eu usasse mais calças jeans em vez de saias de paetê ou se eu fosse fã de alguma banda maneira, alguém se interessasse por mim. Talvez se eu fosse mais atraente, meu alguém aparecesse logo. Mas eu nunca me importei de verdade com isso, sou bem resolvida, esqueceu? Sim, eu esqueci. Sempre me esqueço. E se quer saber, já me decidi. O inverno não é a minha estação favorita.

02 julho 2013

Qual é o medo, menina?


Encontrar o culpado, não vai fazer coisas se acertarem. Não vai trazer de volta os filmes vistos pela metade na tarde de domingo. Não vai trazer as conversas sinceras e nem as piscadas de olho que diziam tudo aquilo que não podia ser dito no meio de muita gente. Pelo contrário, talvez destrua essas lembranças. Talvez faça doer ainda mais.

Simplesmente existiu e é isso que importa. Esses momentos bons são a prova de que não foi em vão, tempo perdido, atraso de vida. Afinal, existe isso? Se te fez bem, não foi inútil. Só começa a ser desnecessário quando faz mal e dessa forma deve ser – logo – descartado. Mas esse não foi o ponto, afinal.

O que te faz chorar é não ter mais a sensação gostosa de quando ele te abraçava ou simplesmente não poder mais olhar as sardas do nariz dele. Mas entenda que muitas vezes crescer é abrir mão, é arrumar as malas e ir embora. É perceber se o motivo de estar ali é coração ou cabeça. E reconhecer, acima de tudo, quando é a hora de recomeçar. Sozinha, se preciso.

Qual é o medo, menina? Não existe nada de tão ruim lá fora para que você queira se prender a uma dor, uma história ou uma pessoa. Permita-se chorar até desidratar, permita-se sofrer até o último soluço. Mas depois se deixe sorrir novamente, viver novamente, se entregar novamente. Nem tudo que deixamos para trás é lixo e nem tudo que carregamos deve ser o centro de nossas vidas. A gente aprende isso com o passar do tempo.