29 dezembro 2014

2015 será ainda melhor que 2014.


Então é isso, mais um ano acabando. Ao mesmo tempo em que isso não significa nada, consigo perceber o quanto finalmente sinto que cheguei ao fim de mais um ciclo com muitos aprendizados.

Isso porque do início desse ano até o finalzinho dele, percebo o quanto os meus sentimentos se estabilizaram e eu posso, enfim, distinguir cada um deles e seus papéis em minha vida. Alguns sumiram, outros se transformaram, e ainda alguns nasceram. Muita coisa aconteceu, muita história se desenvolveu e eu mudei. Como mudei! 

E eu achando que o ano passado tinha sido uma prova para mim... Não foi e provavelmente esse ano que está terminando também não deve ser o mais difícil da minha vida. Afinal, a gente é sempre mais forte do que pensa! Bobeira é pensar que nunca vamos aguentar. Aguentamos sim, sobrevivemos sim. Os desafios vão aumentando à medida que vamos ganhando forças também e subindo de nível no jogo.

E se eu pudesse resumir esse ano em uma palavra seria: chance. Sempre há uma nova chance para recomeçar e ser feliz. A gente só precisa arriscar. Deixar o medo de lado e não se acomodar na dor e nos sentimentos ruins. Porque com certeza há algo melhor vindo, mas é preciso deixar que chegue. E exatamente por isso, tenho a certeza de que 2015 será ainda melhor que 2014. Porque aprendi que devo estar aberta às boas surpresas da vida. 

E esse é o meu desejo para vocês também: Um coração sem bloqueios para que os sorrisos possam acontecer com mais frequência do que as lamentações.

18 dezembro 2014

Eu não sei escrever textos pessimistas e melancólicos.


Um dia desses recebi uma mensagem em que a menina me perguntava como eu conseguia ser tão positiva, sempre acreditando em tudo. Eu? positiva? Eu nunca tinha reparado nessa minha "característica" até então, mas consegui chegar em uma conclusão: Eu não sei escrever textos pessimistas e melancólicos.

Não estou dizendo que eu não fique mal, afinal, sou tão frágil e vacilante quanto qualquer pessoa. Mas quando eu estou mal, para falar a verdade, a última coisa que eu penso é em escrever, ao contrário de muita gente que eu conheço. Acho a dor mais difícil de ser colocada em palavras, além de preferir viver de uma só vez e não em parcelas a cada vez que escrever um texto.

Mas ainda assim, toda vez que eu decido escrever em algum momento ruim, é como se o restinho da minha sanidade entrasse em ação e eu acabo me dando conselhos como se fosse outra pessoa ou criando uma fantasia gostosa e muito mais interessante que a minha dor real. O meu objetivo é sempre fugir da dor (desnecessária) e/ou aprender com ela.

E tudo isso deve ser porque eu acredito no poder que as palavras têm: A capacidade de transformar o mundo de quem as lê. Da mesma forma que ao ler um texto triste, eu acabo ficando meio pra baixo; quando leio algo pra cima, até o meu dia fica melhor.

Isso me fascina.

Gosto da possibilidade de um novo desfecho, gosto da liberdade de ser quem eu quiser ser, gosto de ser melhor e mais feliz quando leio e, principalmente, quando escrevo. E se isso também pode ajudar aos outros - assim como serve de terapia para mim, eu não consigo pensar em outra coisa que eu mais ame fazer na vida.


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20 novembro 2014

O amanhã é outro dia.


Eu sempre tive a necessidade de controle, principalmente, de saber das coisas. Entender tudo que estava acontecendo à minha volta, compreender as pessoas que estavam comigo, decifrar tudo que eu sintia – e talvez esse seja um dos motivos pelo qual eu tenha começado a escrever -, enfim, eu realmente gostava da certeza.

Porém, em um certo momento da minha vida, fui surpreendida com uma decepção daquelas que a gente nunca espera – se é que isso que acabei de dizer não foi completamente redundante. Não sei se por culpa minha ou da outra pessoa, mas aconteceu e desde então, inúmeros outros acontecimentos foram confirmando o que eu já devia saber há muito tempo: não dá para ter o controle de tudo.

Isso doeu, sabia? Pra caramba. Foi um choque de realidade, porque a minha ilusão era mais confortante, embora muito mais arriscada. A minha ilusão me acompanhou por toda a minha vida e eu tive que aceitar que ela não era melhor companhia de todas.

A gente se engana e também somos enganados. A vida tem reviravoltas mesmo, perdemos a direção incontáveis vezes e, do nada, achamos um caminho melhor do que aquele que tínhamos em mente. Vamos tropeçar e nos ralar, mas é nessa que conhecemos alguém bacana que vai estender a mão para nos ajudar a levantar ou que vamos descobrir o quanto somos fortes por termos nos reerguidos sozinhos. 

A verdade é que não saber o caminho é um pouco angustiante, mas traz também aquele friozinho na barriga gostoso de descida de montanha russa, sabe? Deixa o futuro, para o futuro. Deixa eu ser sofrer hoje, sonhar hoje e ser feliz hoje. O amanhã é outro dia.

06 novembro 2014

Que bom que você ficou.


E isso é jeito de entrar na vida de alguém? Desajeitado, tropeçando na minha bagunça, e sem ao menos pedir desculpas? Atrevido que só, tirou a mochilas das costas e parou bem do meu lado. Não pediu licença, nem me perguntou se eu estava de acordo, se havia lugar para você no meu mundo.

Sabe como é, eu responderia que não. Sem pensar duas vezes. Porque essa sou eu – um coração em pedaços de covardia.

Mas que bom que você não perguntou. Que bom que você ficou.

20 outubro 2014

Um amor que aquece.


A gente vai amadurecendo e reformulando opiniões, enxergando o mundo de uma outra forma e  descobrindo sentimentos novos. Por isso, antes eu acharia graça, mas hoje eu fico feliz em dizer que em meio a um novo amor, o meu coração continua calmo. 

Sinto o típico frio na barriga, sinto a vontade de estar junto se pudesse todos os dias e em todos os minutos e sorrio feito boba só de lembrar dele. E ainda assim, involuntariamente, estou experimentando de uma tranquilidade que eu não imaginava ser compatível com a novidade. Estou mantendo um pé no chão – enquanto o outro voa sem rumo. Estou curiosa e ainda assim não querendo fuçar e descobrir o que o destino reservou para mim - e para nós. Estou, resumindo, vivendo um dia de cada vez.

Fazendo de cada beijo o último, cada momento valer a pena e ser especial. Afinal, não existe nada mais incerto do que o que ainda virá. E já que o dia amanhã é totalmente consequência do dia de hoje, tô valorizando cada segundo que tenho ao lado dele enquanto é palpável, enquanto eu posso aproveitar. Conseguem me entender? Tô sonhando um pouquinho todo dia, construindo o futuro no cotidiano. 

E eu cheguei à conclusão que uma paixão que queima é incrível - mesmo, mas um amor que aquece é ainda mais maravilhoso. É uma sensação boa de ser perder e se encontrar, de enlouquecer e manter a sanidade. Te tira do eixo e ainda assim te faz melhor, te dá direção. Tudo ao mesmo tempo e perfeitamente equilibrado. 

06 outubro 2014

Top 5 - Rapidinho (Setembro)


Oi gente, aqui estou eu para mais um top 5 dos textos da página!! =)

E eu que sempre tive tanto medo do vazio, surpreendo-me com a incrível sensação de liberdade que tomou conta de mim. Com o coração limpo e a mente tranquila, finalmente, estou livre para recomeçar. Livre para me arriscar. Livre para poder me preencher novamente. Mas dessa vez, sendo completamente diferente. Terei calma, cuidado e serei ainda mais seletiva. Já deu de fazer o meu coração de lixo e aceitar migalhas de qualquer coisa que me ofereçam. Ele merece mais e eu também. 



Eu só quero o seu silêncio. Não quero mais promessas verbalizadas. Não quero sonhos e planos gritados aos quatro ventos. Não quero essa necessidade boba de declarações. Eu prefiro tudo que o seu beijo pode me dizer. Tudo o que o seu sorriso pode me mostrar. Tudo o que o seu abraço pode guardar. Pra que falar o que nunca ninguém conseguiu descrever? Pra que falar daquilo que a gente não pode controlar, prever, explicar? As palavras atingem quem as ouve e não quem as pronuncia. Por isso, deixa eu encostar a cabeça no teu peito, ouvir o seu coração, sentindo a sua respiração. Deixa os nossos olhos conversarem enquanto gargalhamos por uma bobeira qualquer. Essas coisas valem mais que mil palavras.



As pessoas têm a mania de dizer que quando se tem raiva de alguém, é mais fácil de esquecê-lo. Eu não sei de onde tiraram isso, mas eu realmente acho uma grande besteira. Primeiro, porque eu detesto aquela sensação de "essa pessoa não tinha que ter passado pela minha vida". Não existe nada pior! A gente acaba se sentindo burro e idiota por ter perdido tempo com alguém supostamente inútil. Além de ser algo muito triste guardar mágoa de quem dividimos dias, meses ou anos de sorrisos e experiências. Segundo, porque a verdade é que todo mundo é esquecível e inesquecível ao mesmo tempo. Ou seja, a pessoa tendo te magoado ou não, se você quiser, você vai conseguir seguir em frente. Mas ela também sempre será um capitulo da sua história, não tem como apagar isso. Logo, qual a finalidade de agradecer pela pessoa ter te magoado, borrando o seu passado, pois dessa forma você terá forças para ficar bem? Não faz sentido. A gente tem de se reerguer por nós mesmos, não importando o motivo do término, não importando se era a melhor ou a pior pessoa do mundo. É o tal do amor-próprio, conhece? Ele é fundamental nesses casos.



Palavras doem, mas só quem já recebeu o silêncio como resposta, sabe o que é tortura de verdade.



Se tem algo que eu nunca me importei foi de mostrar que eu sei das coisas. Adoro me fingir de idiota. Com os homens, principalmente. Porque, afinal, adianta brigar? Adianta se descabelar? Deixa que eu respondo: Não. Eles têm dificuldade em ser sinceros. Assim, igual nós mulheres temos a tendência. Porque quando a gente gosta, gosta mesmo. Quando não gosta, não gosta e pronto. Sem muito mistério. Mas eles não, dificultam tudo! E eu? Bem, quando o cara mente, eu sempre finjo que acredito. Ele some, eu nem brigo. Pede desculpas, eu aceito sem hesitar. Diz que me adora, eu sorrio. No fim, eles ainda ficam se achando espertos... E isso seria engraçado, se não fosse trágico. Mas tem outro jeito a não ser rir? Acho que não.

E aí, o que acharam? Qual se identificou ou curtiu mais?

Beijos,

25 setembro 2014

Obrigada por me fazer acreditar de novo.


Eu nunca fui medrosa, embora tenha sentido muito medo nos últimos meses. Medo de ser feliz de novo. Medo de me machucar mais uma vez. Medo de me fechar para o mundo e acabar me tornando mais uma dessas pessoas que só reclamam da vida. E o que eu mais senti, foi medo de deixar de acreditar nas pessoas e no amor.

E isso me destruía dia após dia. Ao mesmo tempo em que me sentia aliviada por achar que estava me protegendo naturalmente de novas decepções, não conseguia enxergar essa “nova eu” como a melhor saída. Afinal, existe algo mais triste que isso? Existe algum sentido em viver sem acreditar – seja lá no que for? Posso apostar que não!

Mas você me apareceu. E não foi amor à primeira vista, nem à segunda e desconfio que nem à vigésima vez. Foi muito mais bonito e entorpecente. Foi amor quando eu parei de olhar para trás. Foi amor quando eu queria te ver em um dia em que tudo estava dando errado para mim. Foi amor quando eu sorria ao receber uma mensagem sua de bom dia. Foi amor aos poucos, sem pressa, em um ritmo que eu não conhecia, mas ocupando mais espaço a cada dia.

E quando dei por mim, a vontade de arriscar era muito maior do que todo o medo que eu sentia. Eu me esqueci do motivo pelo qual estava fugindo, eu fui deixando de vestir a minha armadura. Foi totalmente sem querer e deve ser por isso que as pessoas dizem que as melhores coisas são as que não planejamos.

Por isso, eu só queria te dizer obrigada no sentido mais puro que existe. Obrigada por me trazer de volta o que eu achei que tinha perdido. Obrigada por me fazer acreditar de novo.

17 setembro 2014

A culpa foi nossa.


Vou fazer de conta que nada aconteceu. Vou fingir que nos perdermos por acaso, coisa do destino. Peças, armadilhas... Tudo isso faz parte né? Eu poderia esconder o sofrimento, me fazer de conformista e ouvir conselhos tolos de todas as pessoas. Você conseguiria também? Conseguiria fingir que não tivemos outra escolha? Conseguiria passar por mim e apenas sorrir como bons amigos e com isso, termos um fim de relacionamento ideal? 

As pessoas acreditariam


Mas o motivo real a gente sabe: A culpa foi nossa. E, convenhamos, geralmente a culpa é dos envolvidos na história, mesmo que seja mais fácil inventar desculpas esfarrapadas para disfarçar a covardia. Afinal, como eu já disse, os outros aceitam (ou simplesmente ignoram). Mas não podemos enganar a nós mesmo. Não ao teu coração e ao meu. Não quando cada parte de mim admite a culpa e a outra parte te culpa mais ainda. Vai dizer que você também não? 


Nós dois sabemos que, por todas as coisas que dissemos ou deixamos de falar, nós permitimos a chegada do fim. Pouco a pouco, ele se tornou inadiável, entre os erros meus e escolhas suas. Verdades, mentiras, medos. Em resumo, uma mistura de tudo que ouvi dizer que fazia mal ao amor. Mas tudo, exatamente cada um dos ingredientes fomos nós que escolhemos e isso tem de ficar muito claro.


Fomos nós que deixamos escapar a vontade de fazer a receita dar certo. Nós. Eu e você. Ninguém de fora, nenhuma força oculta, muito menos a – sempre culpada – vida. 


11 setembro 2014

Rapidinhos - Top 5 (Agosto)

Oi queridos!

Quase que eu me esqueço dos rapidinhos da minha página esse mês,  gente! rs Por isso ele veio um pouquinho atrasado, mas tá aí. Não tão rapidinhos, porque postei textos bem maiores, mas espero que gostem e se identifiquem com algum! :)

Se existe um tipo de homem que eu tenho horror são os "indecisos". Veja bem, está entre aspas justamente porque eles não são exatamente confusos, como alegam. A verdade é que eles sabem muito bem o que querem: ter você e ter todas as outras ao mesmo tempo. Sabe como é, quem não gosta de saber que num momento de carência ou quando acontecer algum problema, vai ter alguém ali a disposição? Seja numa segunda feira as dez horas da noite ou num sábado as três horas da tarde. Por isso, vez ou outra, eles aparecem, são fofos e deixam uma esperança de que agora as coisas vão para frente. No entanto, eles não abrem mão das baladas, não deixam de sair com uma, duas, três mulheres diferentes no mesmo final de semana. E se for você quem estiver precisando de colo, eles sempre têm uma desculpa para não poder ajudar. Mas é claro que eu entendo que, nós, mulheres, temos mesmo uma queda pelo que parece impossível. Ser aquela que foi capaz de transformar o cara errado em certo e tudo mais. E eu até concordo que a gente tem de pagar pra ver, vai que né? Tentar é sempre válido. Mas ao reconhecer qual é a do cara (porque a gente sempre sabe, mesmo quando diz que não), o melhor é fugir. É perda de tempo, visto que é só isso que esse tipo é capaz de fazer na nossa vida. Porque a gente acaba deixando passar um cara realmente legal enquanto estamos ocupadas demais em tentar decifrar o enrolão. Deixamos de sair com as amigas, porque logo naquele dia ele ligou. E, por consequência, ainda deixamos a nossa dignidade e o nosso amor-próprio enterrados, completamente esquecidos. E desde quando isso vale a pena? Não preciso nem responder.



É triste né? Esses desencontros da vida. Quem nunca encontrou uma pessoa super bacana em alguma esquina, mas, no fundo, o desejo mesmo era ter parado na rua anterior? Aí você fica naquele impasse, força uma situação, tenta acreditar que esqueceu o último alguém, finge que está empolgada, mas nada nesse mundo faz com que, ao olhar para aquela pessoa, o coração perca o ritmo. Nada. Ela não te desperta sentimento algum, simplesmente porque você ainda está preso ao passado. É tão injusto! Não sei se é mais com a pessoa ou com a gente, mas que é uma sacanagem do destino, disso eu não tenho dúvidas! No entanto, na minha opinião, as únicas coisas que são realmente justas nessa confusão toda são, primeiro, você segurar as pontas. Sei lá, viver a sua dor por completo, sua decepção, seu luto. Para uma nova história acontecer, no mínimo, a outra deve ter tido um fim. E, segundo e mais importante item: liberar a outra pessoa. Ninguém nesse mundo tem o direito de machucar alguém, só porque também está ferido. É desleal, imaturo e cruel. 



Um apelo pessoal e desesperado que eu faço para a humanidade: Sejam sinceros no início de um relacionamento. Vai dizer que não é bem melhor entrar em uma relação sabendo o que esperar dela? Afinal, pode ser que a gente se surpreenda no meio do caminho? Claro que pode. Mas é bom ter uma proposta inicial, para que se possa decidir se é aquilo ou não o que quer no momento. Por exemplo, existem pessoas que a gente sai, que sabemos que não vai dar em nada, né? Sem maiores explicações. A gente blinda o coração e aproveita. Coisa de momento. Tem pessoas que, por conta de todo um desenrolar da história, a gente sabe que é um pouco mais especial. A gente sente que pode dar em alguma coisa e aí libera o coração. Simples assim. A verdade é que eu cheguei em uma fase da vida que não aguento mais dor de cabeça, cansei de gente que não sabe o que quer e de viver em dúvida do que ele vai fazer, consequentemente, do que vou fazer também. Custa jogar limpo? Algumas pessoas sim, mas a grande maioria não vai criar expectativas a toa. Até porque não é pecado o cara querer só matar o seu desejo sexual. Desde que ele deixe isso claro. Desde que ele não passe a semana inteira mandando mensagens de "bom dia" e depois de saciado, decida sumir e ainda dizer que a culpa foi da mulher por ter esperado algo demais. Me poupe, né? Enfim, eu realmente tenho pavor de quem aparece e desaparece na mesma velocidade, quem me conforta em um dia e no outro é a causa do meu desconforto. Por isso, eu imploro: Vamos ser mais transparentes e coerentes em nossas atitudes. A minha cabeça confusa de natureza (defeito das mulheres) agradece.



Se existe um conselho realmente bom em que eu acredito e repito tanto para mim quanto para os outros é: não fuja. Seja de alguém, de um sentimento ou de uma situação. Quanto mais a gente foge, mais nos infiltramos naquilo de que fugimos. Parece confuso, mas não é. Por exemplo, se não nos permitimos viver um relacionamento, por causa do medo de dar errado, a sombra do “e se eu tivesse tentado” vai permanecer para sempre na sua cabeça e no seu coração. Quando não conversamos com alguém por causa do medo do que aquela conversa poderia implicar, as palavras ficam engasgadas e volta e meia, mesmo depois meses ou anos, a gente se pega reformulando as nossas falas e possíveis respostas da outra pessoa. E eu até concordo que, quando a gente foge, acabamos nos livrando de certas dores de cabeça, mas existe algo mais incômodo do que a dor do arrependimento? Do que se sentir impotente quando tinha tudo em suas mãos? Para mim não. Fugir é sentir duas vezes mais. Prolongar algo que poderia ter sido bobo e nocivo, transformando em uma assombração para o resto da vida.



Eu odeio o fato de que quanto mais velhos nós ficamos, mais medrosos e covardes nos tornamos. Mais experiência parece ser equivalente a mais decepções no currículo. E por isso, inevitavelmente, toda a minha ingenuidade foi embora e hoje eu desconfio de tudo e todos. Homens não valem nada. Mulheres não prestam. Está tudo em ordem? Calma, já vai dar errado. É horrível isso. É triste. Desacreditar foi a saída mais fácil, embora não seja a melhor alternativa para o que chamam de viver. Afinal, quem não acredita não é feliz de verdade, mas, pelo menos, também não se decepciona. E, no momento, eu estou evitando exatamente isso. Menos trabalho, menos estresse, bem menos fortes emoções. Tô preferindo ficar quietinha no meu canto, sendo só minha, sem interações com o mundo exterior. Não é a minha intenção culpar ninguém, só também não foi minha culpa eu ter me tornado esse poço de frieza, então não venha me incomodar, porque de resto, eu sei me virar sozinha.

E aí? O que acharam? Se identificou com algum em específico?

Beijos,

04 setembro 2014

Alguém diferente.


Eu só queria alguém que gostasse. Sem regra, sem tabela, sem medida. Sem programação de encontros que não podem passar de duas vezes na semana para “não cair na rotina”. Sem pensar em quem vai enviar mensagem de bom dia primeiro. Sem se preocupar no quão tolo é dizer que está com saudade (quando é isso que está sentindo), mesmo tendo se visto no dia anterior.

Alguém que goste e não queira esconder. Gosta mesmo, por que fingir? Alguém que esteja disposto a ir contra essa nova teoria para o amor de que temos de jogar para ganhar. A gente joga para ganhar na loteria, a gente joga para alcançar a última casa do tabuleiro, mas para amar? Quem inventou essa porcaria? Para amar basta se entregar. Não tem mistério, ainda que também não seja nenhuma brincadeira.

Eu queria alguém que criasse expectativas sim, que fizesse planos sim, que sonhasse sim. A partir do momento em que a gente para de fazer tudo isso, a gente não gosta mais. Desde os planos mais bobos até os mais sérios e concretos, isso é o que amor faz. É querer incluir a pessoa no seu mundo, na sua vida, no seu futuro.

Eu queria alguém que tivesse medo, mas uma vontade de fazer dar certo muito maior. Porque amar dá receio mesmo, mas o que não dá é fugir da felicidade né? 

Só queria alguém diferente desse bando de gente que não sabe o que quer, não sabe o que fazer e nem para onde ir. 


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25 agosto 2014

Bipolar é o meu coração.


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As pessoas me dizem que eu sou bipolar. Que parece que eu nunca sei o que eu quero, porque vivo me contradizendo. E geralmente eu concordo com a opinião que elas têm sobre mim. Geralmente confesso que elas me conhecem melhor do que eu mesma. Geralmente. 

Dessa vez não. Dessa vez foi por pouco, mas elas erraram. E eu faço questão de explicar a cada uma a confusão que elas fizeram para que voltem a me compreender.

Eu não sou bipolar. Bipolar é o meu coração. Ele que todos os dias acorda e decide ser diferente. Assume uma nova personalidade, adquire um novo ritmo. Ele que se apressa, desgoverna, mas freia bruscamente, desacelerando. 

Bipolar é o meu coração. Ele que em uma hora está quentinho e em outra tão gelado. Faz com que eu diga que amo. Loucamente. Para sempre. Mas muda de ideia e me fazer dizer que cansei. Me obriga a me esconder. Tranca a porta e joga a chave fora.

Bipolar é o meu coração. Não me culpem, mas é ele quem manda e desmanda em tudo aqui. Ele que tem o controle, o volante, o poder. Sou feito marionete e ele me maneja. De dentro para fora, acabo sendo o seu reflexo. Ele é louco e me enlouquece junto.

Mas o bipolar é ele. Não eu.

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18 agosto 2014

Existe mesmo?


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Estou sentindo tudo novamente. Incrivelmente idêntico e ao mesmo tempo tão diferente. E eu juro que a minha vontade é me jogar na frente do primeiro carro que passar na minha rua. Espero que me entendam, é só que eu aprendi a ter medo de amar. Não foi por querer, mas a gente acaba ficando meio cabreiro, sabe? Depois de uma coleção de decepções, depois de tanta porrada dessa vida.

Também espero que fique claro que a minha implicância é com as pessoas. O amor, coitado, no meio disso tudo não tem culpa nenhuma! Só que se tem outra pessoa que não tem culpa nenhuma no meio disso, sou eu e sempre acaba sobrando para mim, então, é justificável esse meu pavor.

A verdade é que o amor - que deve ser meio burro - está sempre metido no meio das pessoas erradas. Sempre. Tanta história bonita precisando de um pouquinho mais dele e ele vai surgir logo no meio duas pessoas totalmente fora de sintonia. Geralmente um idiota e um pobre coitado. E vocês também já sabem qual sempre foi o meu papel nessa história.

Só que ele sabe quando eu preciso encontrá-lo sem eu precisar dizer nada. Ele sabe quando estou triste e insiste até eu finalmente desabafar. Ele sabe os meus pontos fracos e rir quando tento ser mais forte do que consigo. Ele me acalma, me conforta, traz brilho. Não pretendo dizer que ele é diferente dos outros, isso é clichê demais. Ele só é muito igual ao que eu sempre quis para mim.

Por isso, vocês conseguem perceber o motivo pelo qual eu estou desesperada? Afinal, existe mesmo? Alguém que realmente te complete sem que depois te quebre em pedacinhos ainda mais difíceis de serem completados?

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11 agosto 2014

Lançamento/Sorteio - Amor Nas Entrelinhas

Oi gente,

Hoje não vou trazer texto, pois tenho algo bem mais importante para contar a vocês.

No último dia 9, na cidade de São Paulo, foi lançado o livro de antologias Amor Nas Entrelinhas, pela Editora Andross. Um livro recheados de contos de amor em formato de cartas, e-mails, páginas de diários... Uma temática muito bacana né? E adivinha quem tem uma participaçãozinha nessa coleção fantástica? Isso mesmo, eu! :) hehe

Quem me acompanha há algum tempinho, deve lembrar que eu já publiquei um conto, por essa mesma editora, no livro Amores (Im)possíveis, no final do ano passado. Mas é sempre uma emoção imensa quando você recebe em suas mãos as suas próprias palavras, sabe? Não consigo nem descrever a sensação exata desse momento.

Seguem algumas fotos do dia :)




Minha mãe e minha irmã (todas anãs! haha)


E sim, assim como no ano passado, vou fazer um sorteio de um exemplar desse livro autografado entre os meus leitores. É só seguir a regrinha abaixo, preencher o formulário e cruzar os dedos!! :)

Regra:

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O resultado sairá aqui nesse mesmo post, no dia 1 de Setembro. E um e-mail será enviado para o vencedor.

Boa sorte, gente! E muito, muito obrigada por todo o incentivo que eu recebo aqui e na página do Facebook. Vocês são o motivo pelo qual eu continuo escrevendo.



A VENCEDORA FOI TELMA FAUSTINO. PARABÉNS!!!!




Beijos!! 

06 agosto 2014

O quase não é mais suficiente.


Ela não sentia vontade nenhuma de sair, pensou enquanto olhava a sms piscando na tela do celular. Não queria mais um encontro vazio para o seu histórico. Não queria fingir um sorriso enquanto o rapaz contava alguma piada horrível e nem ter de segurar em mãos grandes demais para as suas. Não queria mais um beijo sem sem sabor e sem sentimento. Não queria ter de inventar uma nova desculpa para não encontrá-lo mais depois de hoje - porque ela sabia que não ia querer mais nada. 

Não era nenhuma puritana, longe disso. 

Perdeu as contas de quantos homens já sentiram o seu gosto.


Ela só estava cansada. Desacreditada. Tentou tanto, com tantas pessoas, em tantos momentos, de todos os jeitos e deu sempre na mesma coisa: em nada. E para completar, acabara de entrar em uma fase muito crítica da sua vida: A do amadurecimento. Algo que é extremamente bom e ruim ao mesmo tempo. Porque, quando isso acontece, tudo que te rodeia precisa mudar também. Se não, perde a sintonia e elo. E foi o que aconteceu com ela.

As coisas que antes satisfaziam, não satisfazem mais. As mesmas conversas não são mais interessantes, os objetivos mudaram, as vontades inverteram e o coração, finalmente, desacelerou. Nunca quis perder tempo, mas também por que não admirar a paisagem a sua volta? Por isso, decidiu sair por aí caminhando. Mesmo que ainda sinta um medo terrível de errar o caminho, mesmo que a vontade seja de sair correndo desesperadamente, como se isso lhe passasse algum conforto de que, pelo menos, não estava parada.

Como há tempos não acontecia, ela sente que está completamente vazia - livre de dores e amores - e dessa vez quer se preencher com o que realmente vale a pena. Preservando a mente e o coração. Respeitando a si mesma, antes de tudo. Chega de meias histórias, meias verdades, meias felicidades. O quase não é mais suficiente.

Encontre-me:

30 julho 2014

Rapidinhos - Top 5 (Julho)

Oi gente!! Tô de volta com mais um top 5 com os textos mais curtidos do mês, dessa vez de Julho, lá da minha página do Facebook!

Vamos lá!

Eu já fui mais corajosa. Muito mais. Não pensava duas vezes antes de fazer as coisas que me dessem vontade, antes de aceitar qualquer proposta, antes de sair correndo sem um rumo predefinido, antes de me entregar. Sabe aquele friozinho na barriga de descida de montanha-russa? Eu adorava. Era atrás disso que eu vivia. Felicidades intensas e instáveis. Mas, hoje em dia, eu tenho optato pelo que é seguro. Escolhendo pensar duas vezes, avaliando as opções, dando um passo de cada vez. A minha intenção é me poupar um pouco, porque, depois de tantas histórias, o coração acabou envelhecendo rápido demais e ficando fraco. Não sei quanto tempo mais ele aguenta, por isso acabei me tornando precavida. Sem loucuras e sem pressa. Só para ver se a felicidade, vindo aos poucos, também decide ficar por mais tempo. 

❤ 

Só queria que você soubesse que já passou. Toda a confusão de sentimentos que tinha sobrado. Toda a mágoa e toda a dor. Todos os meus desejos para você - bons e ruins. Passaram os pensamentos, os sonhos e os pesadelos. Passou a vontade de te ter por perto e, principalmente, a vontade de te ter bem longe de mim. Ficou indiferente e finalmente entendi que o fim do amor é exatamente esse, a indiferença. Fria e oca. Sem mais nem menos. Tudo que te envolve virou tanto faz, simplesmente porque já passou.

❤ 

Esperar pelo telefonema no dia seguinte da balada. Esperar pelo grande amor da sua vida. Esperar alguma atitude de outra pessoa. Esperar por algum dia que queremos muito que chegue. Esperar que a dor passe. Esperar, esperar, esperar. Parece que a gente vive para isso. E, no entanto, existe coisa mais exaustiva e angustiante que esperar? É silencioso demais, a gente nunca sabe se está esperando em vão, não recebemos nenhum aviso nem sinal. Perdemos noites de sono, perdemos o fôlego, perdemos o controle da situação – e da nossa vida. Uns mais, outros menos, a questão é que a gente tem essa mania estranha de concentrar as nossas energias naquilo que nem aconteceu ainda e que pode nem chegar a acontecer, enquanto temos tantas outras coisas realmente se confirmando a nossa volta.


❤ 

Quando a gente supera de verdade, diferente do que muitos pensam, não sentimos vontade de postar no Facebook. Nada de frase com indireta nem foto na balada. A superação de uma história é silenciosa, algo mais íntimo. É uma vitória pessoal, porque você sofreu, lutou e venceu sozinha. Logo, a comemoração e o brinde tem de ser a sós, por você e consigo mesma.

❤ 

Calma. Como eu tenho repetido isso para mim ultimamente! Quando eu me empolgo facilmente com alguém por causa de algumas poucas palavras. Quando eu começo a me desesperar pelas coisas estarem fugindo do meu controle. Quando eu tenho vontade de procurar saber algo que eu sei que vai me machucar. Quando eu começo a pensar demais. Resumindo, para tudo que faça o meu coração bater mais forte do que deveria. Calma. Respira fundo. Mais uma vez. Não vale a pena. Pronto. Passou. Tem sido assim, sabe? Feito terapia mesmo e tem funcionado, já que aos poucos, tenho alcançado a serenidade que eu sempre procurei. Sem pressa, sem cultivo de angústia, sem perder a cabeça por pouco. Saber esperar. Aquietar o coração. Com calma a gente pensa melhor, percebe as coisas melhor e vive (muito) melhor.


E aí, o que acharam? Me contem! :)

Beijos e mais beijos,

22 julho 2014

Você não sabe.


A verdade é que eu acho o seu sorriso lindo – tanto que me faz sorrir junto. E adoro quando me olha por um longo tempo fazendo com que o meu corpo inteiro sinta arrepios e experimento de sensações tão aconchegantes. Você não sabe que eu penso na gente e em nosso futuro (tão nebuloso) todos os dias. E que me despedir de você me deixa aflita, porque eu nunca sei quando vamos nos ver novamente.

Você nem imagina que eu acho que a minha mãe iria adorar tê-lo como genro e você iria amar o frango defumado que ela faz. Tenho certeza que ia se tornar a sua comida preferida, assim como é a minha. Também acho que você e o meu pai se tornariam grandes parceiros principalmente em discutir sobre futebol. E que eu comemorei feito louca quando descobri que vocês tinham o mesmo time.

Sei que não passa pela sua cabeça que eu fico imaginando como é a sua mãe, o seu pai e o seu irmão. E que eu torço no meu íntimo para que eles gostem de mim – se um dia eu chegar a conhecê-los.

Além disso tudo, você não faz ideia de que eu já calculei na minha mente que a minha cama tem o tamanho perfeito para nós dois ficarmos abraçados enquanto nos conhecemos um pouquinho mais toda vez. E que eu já reparei que a sua camisa ficará no cumprimento certo para que eu possa usá-la para dormir.

Você não sabe, porque eu nunca falei nada disso para você. Nunca dei sinais, nunca demonstrei nem se quer um pouquinho. Porque eu não sei fazer isso, porque eu tenho medo, e porque talvez uma coisa seja consequência da outra. Eu só nunca tive coragem, entende? Manter a pose de durona, por mais que me corroa, tem sido mais fácil. Tem sido mais seguro.

14 julho 2014

O amor acaba.


Amor acaba. Assim como tudo na vida, e eu aprendi isso com John Green, as coisas são construídas para depois desmoronar. É um pouco trágico e assustador pensar na vida dessa forma, mas ao mesmo tempo, é reconfortante. É, talvez, uma explicação plausível para tudo que aconteceu.

O nosso amor acabou. Digo o nosso e não o seu, porque o amor de verdade é vivido a dois, quando somente um ama, se chama outra coisa. E eu não vou dizer o que é, porque também não sei. Só sei que dói (e quem sabe esse sentimento se chame dor?). Só sei que traz um desespero um pouquinho sufocante. É como querer gritar, mas lembrar que está rouco, sabe?

O nosso amor acabou. Aos poucos e tão rápido! Não tive chance de tentar reverter a situação. Não deu tempo de correr atrás e arrastá-lo de volta (nem que tivesse sido a força). Não deu. E ter de me acostumar com os seus olhos sem brilho foi a pior coisa que eu já experimentei. Aceitar que eu não era mais a causa da sua respiração descontrolada e do seu sorriso mais sincero foi a parte mais difícil de todo o nosso fim.

O nosso amor acabou. Mas eu nunca me culpei, porque a gente simplesmente vai vivendo e fazendo as coisas conforme vai dando vontade, conforme as situações nos permitem, conforme tem de ser. Eu errei tanto, e ainda assim, tenho certeza que acertei muito mais. Tenho a minha consciência tranquila, porque eu fiz tudo que estava ao meu alcance para que desse certo. Além do mais, você me fez prometer que eu não me sentiria culpada, e eu estou cumprindo, rapaz.

O nosso amor acabou. E eu também não te culpo. Não mais. Hoje eu sei e aprendi a aceitar que sim, amor acaba. Sem maiores explicações, sem drama desnecessário, sem tanto peso nas costas de um ou de outro. Acaba, só isso.

07 julho 2014

Rapidinhos - Top 5 (Junho)

Oi gente!! Tô de volta com mais um top 5 com os textos mais curtidos do mês, dessa vez de Junho, lá da minha página do Facebook!

Vamos lá!


O que depender de você, faça. Dê duro, corra atrás, se vire e desvire quantas vezes forem preciso. Mas o que depender dos outros, pelo amor de Deus, deixe para os outros. Em hipótese alguma, faça por dois. Nunca valerá a pena.


❤ 


Podem me julgar, mas se tem uma coisa que eu aprendi a dar crédito é para a minha intuição. Sabe quando a gente não gosta muito de uma pessoa e aparentemente não existem motivos para isso? Seja a amiga do seu namorado, a prima da sua melhor amiga ou o namorado da sua irmã. O mundo inteiro diz que é bobagem e nós mesmos tentamos nos convencer disso, mas não dá certo. E o que acontece depois? Não sei com vocês, mas com todas as pessoas que eu fiquei com uma pulguinha atrás da orelha, chegou uma hora que elas mostraram que a minha implicância não era em vão. Eu nunca me enganei. Nunca. Nunquinha. Vai ver é um sopro do meu amigo lá de cima. Vai ver eu tenho um santo forte. Vai ver tudo é pura coincidência. Seja lá o que for, funciona comigo e eu confio mesmo nos meus pressentimentos. 


❤ 




As coisas ruins acontecem e, infelizmente, você não pode impedir isso. Mas as coisas boas também acontecem e, ainda bem, você também não pode impedir isso. Uma não anula a outra, mas em qual delas você vai querer gastar a sua energia? 

❤ 




Já passei do estágio de sofrimento. Foi bem rápido, ainda bem. Algumas poucas semanas de luto e pronto, estava eu sorrindo (sinceramente) por aí mais uma vez. Agora chegou a fase crítica que toda romântica assumida como eu vivencia: Vontade de amar novamente. Gente do céu, parece que não aprendemos né? É sempre o mesmo ciclo, mesmo depois de mais uma decepção no histórico, estamos ávidas por um novo amor. E não me julguem como carente, tô muito feliz sozinha, ok? Só que uma mão segurando a minha é algo que sempre enche os meus olhos, muito mais do que uma mão na minha nuca a cada final de semana.


❤ 

Desconfie. Sempre. Não do amor, porque esse merece toda a nossa fé, mas das pessoas. Tenha medo sim. Mantenha sempre um pé atrás. Vá com calma. Muita calma. Infelizmente, existem pessoas que interpretam bem, mas a verdade é que não fazem a mínima ideia do que é amar - e também não fazem questão nenhuma de aprender. E, no final, adivinha para quem vai sobrar todo o sacrifício e decepção? Exatamente. Você que mergulhou de cabeça em mais um relacionamento fadado ao fracasso por afobação e/ou ingenuidade. 



Foram esses, pessoal! Esse mês eu bati recorde de curtidas nos textos, o primeiro que postei já tem mais de 230 curtidas e eu fiquei muito muito muito feliz! *-* 

Espero que gostem! Me digam o que acharam, tá? :)

Beijos,


30 junho 2014

Se existe uma coisa que eu sou é decidida.


Quando eu estou apaixonada, eu estou de verdade. Sem meio termo, sem dúvida, sem pé atrás. Não que eu fique boba, mas eu realmente estendo os meus limites, deixo o meu coração comandar um pouquinho nesse meu caos. Faço de tudo para dar certo, me sacrifico, me viro e desviro quantas vezes forem preciso.

No entanto, quando eu quero distância de relacionamentos, não há nada que me faça mudar de ideia. Se eu decido tirar um tempo para mim, nem mesmo o Cauã Reymond aparecendo na porta da minha casa me pedindo em casamento, eu abro uma exceção. Falo sério.

Isso porque se existe uma coisa que eu sou é decidida e por isso, vou até o fim de tudo que me proponho a fazer. Mesmo que doa, mesmo que me desgaste, mesmo que eu esteja errada, o que eu prefiro é sempre pagar para ver. De toda e qualquer situação da nossa vida, a gente tira alguma coisa, então, nada nunca será em vão. E eu, sinceramente, prefiro ter tido a certeza de que fiz tudo, para realmente conseguir seguir em frente livremente depois caso não dê certo.

Mas eu vejo muitas pessoas infelizes por aí, e isso, simplesmente porque estão perdidas. Sem direção. Porque quando o calo aperta, pulam fora. Não conseguem seguir numa decisão por muito tempo, não aceitam o desafio por completo, apenas enquanto for conveniente e fácil.

E deve ser por isso que eu acho muito engraçado quando as pessoas ficam surpresas e dizem frases como: “nossa, mas você já esqueceu ele?”, “como assim você não está querendo namorar?” ou “você é maluca por insistir nisso!”. Eu sei o que eu preciso naquele momento, eu sei a conversa que tive comigo mesma e não, eu não sou maluca por ter aprendido a me ouvir e acreditar mais em mim.

Não são os outros que devem dizer do que eu preciso. Não é uma convenção, não é o senso comum. Ninguém me conhece tão bem quanto eu mesma e se o meu coração diz, por exemplo, que eu tenho de ficar sozinha por um tempo, Deus, por que vou contrariá-lo? É como decidir por ser infeliz. Não faz sentido.

22 junho 2014

Sobre ficar sozinha


Lá atrás eu prometi que ia tirar um tempo só para mim. Com certeza quem me lê, percebeu que esse era o meu primeiro plano concreto depois de ter terminado o meu relacionamento - estava adorando escrever textos sobre os benefícios da solteirice. Só que eu sou uma fraca (falando por baixo) e na primeira oportunidade que apareceu, me agarrei a um novo alguém. Passaram-se dias, semanas e meses, mas quando a gente não está preparado, não adianta, não vai dar certo.

Eu nunca me senti pronta de verdade para encarar um novo relacionamento, mas eu queria, de qualquer forma, acreditar nisso. Tentei me convencer de todo jeito. "Eu não sinto mais nada pelo meu ex", ficava repetindo sem parar essa frase para mim mesma feito uma louca. E daí? Isso é realmente verdade, esse capítulo já passou no livro da minha vida, mas quem disse que só isso é suficiente para embarcar em uma nova aventura? É preciso estar com o coração limpo, com as forças renovadas, com mente livre e sem barreiras.

E eu sei muito bem que ainda não estou com nenhuma dessas coisas concluídas. Sei muito bem que está tudo uma bagunça aqui dentro com cicatrizes em aberto, perguntas sem respostas e mil quilômetros de muro que eu mesma ergui a minha volta sem nem ao menos perceber. 

Porque a verdade é que não é só porque a gente quer, que as coisas acontecem. Quem dera fosse né? Só que tudo na vida é questão do momento certo, do timing perfeito, do consentimento de Deus dizendo "agora sim". Destino, coincidência, seja lá no que for que você acredita, o que nós sabemos é que simplesmente as coisas só acontecem quando tudo está devidamente no seu lugar. Tudo deve estar bem encaixado.

E definitivamente, as minhas peças estão todas perdidas. Por isso não adianta forçar a barra, hoje eu finalmente entendi. Primeiro eu tenho sim (me dai persistência, Senhor!) que me organizar ficando a sós comigo mesma. E depois, bem depois, novamente arriscar virar dois.