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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Amor bom é o amor que faz bem.

Eu gosto do que é fácil e nunca achei que encontraria essa facilidade em um relacionamento. Minha mãe sempre me disse: “relacionamentos são sempre complicados”. Aí a minha melhor amiga concordava, minha avó também e até a menininha no ônibus repetiu essa frase para a amiguinha dela tão criança quanto ela. É uma ideia passada de geração em geração, quase como uma regra. E eu, medrosa e crente de tudo que me diziam, já tinha aceitado isso para minha vida...
“Quando vai namorar, hein?”, me perguntavam as mesmas pessoas que tinham me colocado o terror. E eu respondia que não era a hora, afinal, eu já tinha os meus próprios problemas. Tinha um concurso para passar, uma faculdade para terminar, um livro para escrever. Se namorar era tarefa tão difícil, eu precisava de paciência e tempo para dedicação.
Foi quando ele apareceu. De forma simples e fácil. Um amigo em comum nos apresentou e pronto, ele já me convidou para sair. Sem mistério, sem todos aqueles encontros e desencontros de filmes de …

Fim do jogo masoquista

Desde o momento em que coloquei os pés fora de sua casa, eu sabia que era o fim. O meu coração se fechou, como nunca. As lágrimas escorreram sem controle e, por minutos, esqueci o caminho da minha casa. Atordoada, desacreditada, já sabendo que não tinha mais jeito.
E tudo isso porque adiamos o fim, muitas e muitas vezes. Afinal, eu nunca quis abrir mão de você, doía pensar que haveria alguém depois de mim. Doía imaginar você chamando outra mulher de sua e ao acariciar os seus cabelos, dizer que a ama. Esse amor que um dia já foi tão meu, tão nosso!
E eu sentia que era exatamente assim com você também. Não queria acreditar que o meu corpo jamais tocaria o seu novamente e ainda seria tocado por outro homem. Que eu experimentaria de um outro prazer, de um outro colo e teria uma nova voz ao meu ouvido. Sei disso, porque ao ir embora, os seus olhos te denunciavam, tão desesperados e angustiados.
Quando exatamente aconteceu, a gente nunca soube. Talvez naquele dia em que você não disse que me …

A grama do vizinho é sempre mais verde?

A grama do vizinho é sempre mais verde. Esse ditado é tão verdadeiro quanto completamente falso. "Ah, aquele casal é muito mais feliz do que eu e ele". "Aquela família é muito mais unida que a minha". "Aquele cara é muito mais realizado que eu". "Aquela garota é muito mais satisfeita consigo mesma do que eu". Pode ser. Mas também (e acredito muito mais nessa possibilidade) pode não ser. 

Afinal, quem assiste de fora, geralmente se engana. E muito! A gente não sabe o que existe no coração de cada um. A gente não sabe o quanto tem sido difícil para aquela pessoa colocar um sorriso no rosto e sair para a rua. A gente não sabe o número de dificuldades, o número de decepções e as tristezas que o seu “vizinho” tem. Não sabemos, mas deveríamos saber. Sabe por que? 

Porque na verdade não existe a tal da perfeição que tanto acreditamos que todos encontraram, menos nós mesmos. As mesmas inseguranças e problemas que você tem, todos têm. Alguns menos, outros …

Tudo passa. Incrível, não?

Quando a gente menos percebe passa. E é estranho, sabe? Sentir-se vazia. Sentir-se novamente somente sua. Sentir-se como se tivesse tanto pela frente ainda e de novo. Parece que a gente simplesmente acorda com vontade de mudar tudo de lugar, com vontade de recomeçar. 
Foi de repente que me vi deixando ele ir embora, deixando de acreditar no que não existia. Comecei a me apegar ao que valia a pena, ao que me fazia bem e não ao que me fazia lembrar dele. A saudade é traiçoeira e eu não deixaria que ela me fizesse de boba. Não mais. Tentei me convencer de que era o melhor. De que merecia mais. E foi aí que, um pouco depois, senti o tal vazio. Imenso, mas tão bom e reconfortante. Um vazio cheio de liberdade.
E então eu senti vergonha. Isso mesmo. Muita vergonha. Afinal, eu disse para todo mundo que ele nunca ia passar! Vê se pode? Bati o pé, fiz drama, coloquei músicas da Adele para ouvir e só dormia quando já estava desidratada. Ligava para as amigas e coitadas, ainda me ouviam repetir a m…

Eu vos declaro, marido e mulher.

Ainda que digam que é loucura, eu acho perfeitamente cabível em minha realidade. Seu sorriso diz tudo que eu preciso ouvir em um silêncio. Meu coração acelerado e a respiração descontrolada deixam claro que eu queria falar muito, mas não consigo, nem posso nesse momento. 

Flashes trazem a tona a nossa história, muito comum pra quem vê de fora, mas sem dúvida, a mais especial que nós dois já vimos, conhecemos, vivemos. Meus olhos estão embaçados e nem sei direito o que estão falando a nossa volta. 

Mas é a minha hora, não é? Ouvi o meu nome. Sim, eu digo. Não hesito nem por um segundo e agora me invade a ansiedade de ouvir um outro ‘sim’ também. Mais algumas palavras que eu conheço de algum lugar, algum tempo longo demais se passa. É agora. Sim, ele também diz. 

E eu não me lembro dessa palavra ser tão sonoramente linda como nesse momento. Eu poderia pedir para ele repetir, mas eu simplesmente respondo balbuciando o ‘eu te amo’ que ele me direcionou. 

O senhor, que está a nossa frente, con…