25 outubro 2011

Escopo

As vezes eu começo a desacreditar… Por que daria certo? Você fogo, eu gelo. Você certeza, eu indecisão. Você solução, eu problema. E a infinidade de diferenças e desencontros, me desenganam. Mas já dizia Cazuza: “Se a história é de amor, não pode acabar mal”, encontro então um propósito para o meu coração. Acredito. Acalmo. Espero.

Maria Carolina Araujo

21 setembro 2011

Inexplicavelmente coerente.

Ouço frequentemente que o amor basta. Mas eu não me canso de perguntar, até quando? Quando o amor não suporta mais as bordoadas de dois aprendizes dessa eterna escola que é o amar? Quando o amor não é mais tão forte a ponto de segurar todo o peso colocado sobre ele? É ingenuidade, quem acredita que o amor supera tudo. Certos casos sim, outros não. Quem pode prever o que não pode ser previsto? Viver esse sentimento requer cuidado e inteligência, ambos os sentidos que perdemos no exato instante em que nos apaixonamos por alguém. Onde eu quero chegar é que, mesmo contra a vontade, mesmo quando o coração grita o inverso ou quando o viver não é mais atraente sem aquela pessoa, às vezes se faz necessário. Com inquietação e sofrimento, mas irremediavelmente necessário. 

Maria Carolina Araujo

15 setembro 2011

Contratempo



Não é fácil entender o porquê que quando nos machucamos a cicatrização demora tanto e é mais difícil ainda aceitar e esperar esse tempo de cura. E machuca de diferentes formas, não apenas onde aconteceu o ferimento. Você sente em cada parte do seu corpo e também ao seu redor. A vida perde o sentido, viver para que? Mas a verdade é que ironia ou não, isso é a vida. O que seria dos momentos bons se não existissem os ruins? É agradabilíssimo relembrar o quanto de obstáculos e provas fomos capazes de ultrapassar e assim, a recompensa é mais valiosa, mais especial, mais extraordinária. Nunca se esqueça: Às vezes a renuncia de algo (aparentemente) bom se faz necessária, para que possamos vivenciar de algo melhor.

Maria Carolina Araujo 

18 agosto 2011

Verdade Absoluta

O amor foi feito para nos surpreender. A começar pela pessoa na qual você se apaixona. Por que ela? O que ela tem ou fez para que isso tenha acontecido? Não é engraçado porque as vezes acontece com aquela pessoa que você jamais imaginou? Aquela pessoa que você antes não gostava, ou não achava graça nenhuma. E aí, acontece a primeira surpresa que o amor nos reserva. A gente se apaixona. Perdidamente. Depois disso, acontecem um turbilhão de pasmos. A gente se surpreende com a cor preferida da pessoa amada, com a sua comida predileta, com a mania que ela tem de roer unhas e também se surpreende com o quanto ela parece se importar com você. E quando você pensa que parou por aí, não… Você se surpreende com algo melhor. Você descobre que não sente mais o seu coração pulsar 300 vezes por segundo, quando a pessoa se aproxima. Você não sente a sua mão suar e não fica mais com as pernas bambas. No lugar dessas sensações, é experimentado o coração aquecer, uma sensação de segurança e conforto. E nos surpreendemos por perceber que não estamos mais vivendo uma paixão e sim, um amor. Após a maior descoberta de todas, toda e qualquer surpresa após ela é motivo de júbilo. É descobrir que se quer viver com aquela pessoa para o resto da vida. E viver. Mas não somente vocês dois, apesar de ser suficiente, não seria perfeito e então, percebe-se que precisam de mais um integrante. Ou dois. E daquela primeira surpresa, são desencadeadas tantas outras que eu não preciso ficar aqui explicitando cada uma delas né? Mas ficou claro. O amor não é sem graça, brega ou sem emoção. Ele traz mais emoção e mais graça a vida de uma pessoa do que qualquer outra diversão momentânea. Brega? Brega é você ficar com várias pessoas numa noite e depois ir para casa sozinho, sem saber o nome de nenhuma delas, não receber uma mensagem de boa noite antes de dormir e muito menos uma de “eu te amo” a qualquer hora do dia. O amor é a base da felicidade de qualquer pessoa. Pense nisso.

Maria Carolina Araujo