29 maio 2014

Esse é pessoal de verdade.


Eu estava numa fase ruim há umas semanas atrás, e muitas pessoas vieram me perguntar se eu estava bem. Eu demorei um pouco a entender o por que da pergunta. Mas depois elas me explicaram que, por causa dos últimos textos que postei (geralmente na página do Facebook), perceberam que eu poderia ter terminado o meu relacionamento, poderia estar sofrendo, enfim, algo poderia ter acontecido na minha vida.

Não vou entrar nessa questão, pois o foco aqui é outro. O que me tocou, de início, foi o fato de saber que as pessoas realmente leem os meus textos. Acompanham e se interessam pelos meus pensamentos em formas de palavras. Mas logo depois, fiquei encantada por saber que elas se preocupavam comigo de verdade.


Muitas dessas pessoas nem me conheciam, outras já nos conhecíamos de vista, algumas tínhamos alguma amizade, mas não é o grau de proximidade que interessa aqui, mas sim, que todas elas, de uma forma ou de outra, conseguiram sentir o que tentei passar e compreenderam os meus sentimentos. Viveram comigo cada um deles. E isso é o mais mágico de tudo. Isso é uma forma diferente de conversa e de amizade, conseguem perceber?


Porque eu escrevo, simplesmente. Muitas vezes algo longe da minha realidade, porque eu adoro inventar personagens. Adoro criar um universo diferente do meu e me tornar uma outra pessoa mesmo que por algumas linhas ou páginas. Mas escrever, antes de tudo, é uma terapia para mim. É uma forma de organizar a bagunça do meu coração. Além de ser uma maneira de traçar uma linha e tentar segui-la, sabe? Eu sou a psicologa de mim mesma.


E por isso, vez ou outra, acabo me expondo sem que esta seja a intenção. Mas é exatamente por isso que é incrível perceber como existem pessoas que te compreendem sem nem ao menos te conhecer. Saber que existem pessoas que não tem motivo algum para torcer por você, se interessar pelo que você escreve e vive, mas ainda assim o fazem. É louco demais. Verdadeiro demais. E inspirador demais.


18 maio 2014

Esperar vivendo.


Confesso que sempre adio até onde eu posso. Ocupo a  mente, canso o corpo, ignoro o coração. Mas sempre chega a tal hora: A hora de dormir. Sim, eu tenho pavor de me deitar na cama quando estou em alguma fase ruim. Parece que nela relaxamos, só que até demais e acabamos permitindo que os pensamentos, todos aqueles que a gente passa o dia inteiro se esquivando, cheguem sem chance de escaparmos. 

E como previsto, em questão de segundos, lá estou eu afogada em minhas perguntas sem respostas e em meus sentimentos confusos. O peito aperta, e se estivesse em pé, as penas estariam bambas. Perco a noção do tempo, passam-se horas e logo no dia seguinte, tenho uma prova na faculdade as sete horas da manhã. A vida me ama

Mas o lado bom é que a gente sempre dorme, mesmo que demore. Eu, pelo menos. Que ainda tenho dúvidas do que comanda mais em mim, o sono ou o meu coração. Aí esse orgão irritante acalma, volta a palpitar no seu curso normal. A mente desembaralha, começa a racionar. E o dia acorda lindo (só uma frase de efeito) e pronto. Mais uma chance de recomeçar, mais uma oportunidade de ser feliz. 

Você pode nem estar me entendendo, mas eu sou assim mesmo. Intensa para as duas coisas. Em um momento, eu estou sofrendo como se tivesse descoberto que tenho um câncer sem cura, sabe? Quando, o que aconteceu, foi que o carinha não me chamou para sair no final de semana. Aí eu desidrato e quando não tenho mais forças para sofrer, vem outro tipo de força que faz com que eu acredite cegamente até na cura impossível. Tenho absoluta certeza de que vou ficar bem, de que não vale a pena me descabelar. Resumindo: Sou bem exagerada, positivamente e negativamente.

E é isso... Eu morro de medo de me deitar, mas adoro a hora de me levantar. Traz aquela sensação de que passou. Ficou para atrás aquela noite, sabe? É óbvio que na realidade não é bem assim, mas dia após dia, as coisas realmente voltam ao seu lugar. E viver a dor intensamente, faz com que o estoque acabe mais rápido. Nunca tive dúvidas disso. Além do mais, todo mundo sabe que depois da tempestade, vem a calmaria. Sempre. O jeito é esperar, vivendo. 

09 maio 2014

Não vou sair atrás de outro alguém.


Eu posso dizer que a minha vida amorosa nunca foi daquelas muito conturbadas. Na verdade, eu me apaixonei de verdade pouquíssimas vezes durante a minha vida. Para me conquistar, modéstia a parte, é difícil a beça. Comigo não tem essa de oito ou oitenta, tem de ser tudo bem na medida. Bem ali no meio termo, exatamente na linha tênue entre ser bacana e ser um porre.

Por esse motivo, namorei poucas vezes, me encantei menos ainda. Sabe aqueles caras que simplesmente te conquistam, no primeiro beijo, na primeira conversa? Mal sei o que é isso! Sempre tive rolos, quem nunca está com alguém né? Mas nada que me enchesse os olhos. Todos descartáveis, sinceramente.

E, vou te falar, parece que os homens sabem! “Aquela ali odeia um grude, bora lá”, aí formam filas de homens insuportavelmente amorosos quando amor é a ultima coisa que eu quero no momento. Ou chovem homens que só querem um lance e não fazem questão nenhuma de mostrar interesse. Mas para que também vou querer perder o meu tempo com uma pessoa que só me encontra quando não tem nada melhor para fazer?

Resumindo, nunca tive paixões platônicas, nunca me apaixonei por ninguém que não fossem os meus namorados. Mas os meus namoros, verdade seja dita, foram todos um verdadeiro fiasco. Não digo que fui infeliz, que fique claro, foi ótimo enquanto durou. Todos eles. Juro! Mas foram fins decepcionantes, porque, como eu já disse, gostei de poucos, mas foram de verdade.

O meu primeiro namoro, eu tinha apenas quatorze anos. Uma criança, olhando de hoje. Tudo era novidade: os beijos, as conversas, as cartinhas, as datas especiais. Mas também era muito novo para mim ter que discutir relação, lidar com ciúme, lidar com as desavenças do dia-a-dia. Era uma novidade lidar com tanto sentimento embolado, sabe? Resultado: fui reprovada. Durou um ano, mas tenho plena consciência de tudo terminou por eu ter sido insuportavelmente chata e criança.

Já o meu segundo namoro, foi bem diferente. Eu tinha acabado de completar dezesseis anos e nem tudo era tão novidade assim, tirando o fato de que eu já podia ir sempre para casa dele, com direito à liberdades que antes eu não tinha. Eu, pelo menos, já tinha aprendido a minha lição de como dosar o ciúme, o amor e companhia. Mas ele não. Nesse, quem foi reprovado, foi ele. Uma pena, o relacionamento durou quase um ano também, mas confesso que foram os meses mais sufocantes da minha vida!

O meu terceiro e último namoro, foi repleto de novidades e ao mesmo tempo cheio de aprendizados colocados em prática. Eu já tinha dezoito anos, beirando os dezenove. Por longos meses, mais de um ano, vivemos em perfeita sintonia, já sonhávamos com o nosso casamento e até para quem via de fora, achava completamente cabível. Parecíamos ter sido feitos um para outro. Até que ele falhou. Erro feio, quase imperdoável. Mas eu perdoei, só que isso acabou desencadeando diversas falhas minhas e como resultado: Nós dois fomos reprovados.  

Gostaria de frisar que sofri muito entre um relacionamento e outro, e quanto ao último, bem, por que acham que estou escrevendo esse texto? Eu até poderia pensar positivamente, pois pode ser que na minha próxima relação, os dois seja aprovados, não é? Mas aí está o X da questão. Eu simplesmente cansei, desacreditei. Não do amor, que fique claro, mas das pessoas. É tão difícil lidar com seres humanos, sabe? Poderia dizer quase impossível! Todos incrivelmente decepcionantes. E por esse motivo, só para deixar registrado aqui, muito em breve eu vou é procurar um cachorro para me fazer companhia.

Brincadeiras a parte, tenho apenas vinte e um anos e já estou completamente desiludida. E eu confesso que isso me deixa triste, afinal, eu sou escritora e preciso de amor (ou a recém falta dele) para me inspirar! Por enquanto estou com um bom estoque de decepção, pois o meu último relacionamento me deixou um turbilhão de sentimentos e pensamentos para colocar no papel. Mas uma hora vai acabar e eu, prometo, não vou sair atrás de outro alguém.

Escolho ficar sozinha, mesmo que não dure por muito tempo. Escolho desfrutar mais de mim. Parar de me apoiar nos outros, colocar os dois pés no chão. Escolho viver egoistamente só comigo, pois essa é a única relação em que, apesar de também ser difícil, eu posso confiar. Por outro lado, pode ser que os meus textos mudem um pouco, tornem-se um pouquinho egocêntricos, cheio de amor-próprio e lições de vida. Se importam?

03 maio 2014

Decidi me poupar!


Decidi me poupar! Não ache que eu estou fugindo, muito pelo contrário, tô feito louca atrás da minha felicidade. Mas se engana quem pensa que só é feliz quem se entrega para qualquer um, quem arrisca todas as fichas em algo fadado a dar errado. Não é bem assim, hoje sei disso, mas foi preciso quebrar a cara algumas vezes para entender. 

Amar é um presente e a gente não o ganha só porque pediu, só porque correu atrás, só porque acha que merece. Quem dera fosse - ou não. Sei lá! Só sei que tenho andado mais precavida, me amando mais ao invés de amar quem não merece. Ou evitando que alguém seja amado de verdade quando eu não sinto faísca nenhuma dentro do peito. 


Na verdade, eu tenho pressa e quem tem pressa, não quer perder tempo. E é exatamente isso. Não quero perder nem um minutinho da minha felicidade, não quero chegar atrasada! Tenho passado pelos lugares com calma, como já disse, não estou correndo de nada, mas também não tenho sentido a necessidade de estacionar. E por isso, se não vale a pena, eu continuo caminhando. 


Tô bem comigo mesma, está tudo em paz aqui dentro, por que me descabelar? Vou me cuidando, vou me permitindo, vou vivendo. Sendo só minha por enquanto, sem barreiras e, principalmente, sem desespero.