20 novembro 2014

O amanhã é outro dia.


Eu sempre tive a necessidade de controle, principalmente, de saber das coisas. Entender tudo que estava acontecendo à minha volta, compreender as pessoas que estavam comigo, decifrar tudo que eu sintia – e talvez esse seja um dos motivos pelo qual eu tenha começado a escrever -, enfim, eu realmente gostava da certeza.

Porém, em um certo momento da minha vida, fui surpreendida com uma decepção daquelas que a gente nunca espera – se é que isso que acabei de dizer não foi completamente redundante. Não sei se por culpa minha ou da outra pessoa, mas aconteceu e desde então, inúmeros outros acontecimentos foram confirmando o que eu já devia saber há muito tempo: não dá para ter o controle de tudo.

Isso doeu, sabia? Pra caramba. Foi um choque de realidade, porque a minha ilusão era mais confortante, embora muito mais arriscada. A minha ilusão me acompanhou por toda a minha vida e eu tive que aceitar que ela não era melhor companhia de todas.

A gente se engana e também somos enganados. A vida tem reviravoltas mesmo, perdemos a direção incontáveis vezes e, do nada, achamos um caminho melhor do que aquele que tínhamos em mente. Vamos tropeçar e nos ralar, mas é nessa que conhecemos alguém bacana que vai estender a mão para nos ajudar a levantar ou que vamos descobrir o quanto somos fortes por termos nos reerguidos sozinhos. 

A verdade é que não saber o caminho é um pouco angustiante, mas traz também aquele friozinho na barriga gostoso de descida de montanha russa, sabe? Deixa o futuro, para o futuro. Deixa eu ser sofrer hoje, sonhar hoje e ser feliz hoje. O amanhã é outro dia.

06 novembro 2014

Que bom que você ficou.


E isso é jeito de entrar na vida de alguém? Desajeitado, tropeçando na minha bagunça, e sem ao menos pedir desculpas? Atrevido que só, tirou a mochilas das costas e parou bem do meu lado. Não pediu licença, nem me perguntou se eu estava de acordo, se havia lugar para você no meu mundo.

Sabe como é, eu responderia que não. Sem pensar duas vezes. Porque essa sou eu – um coração em pedaços de covardia.

Mas que bom que você não perguntou. Que bom que você ficou.