25 agosto 2014

Bipolar é o meu coração.


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As pessoas me dizem que eu sou bipolar. Que parece que eu nunca sei o que eu quero, porque vivo me contradizendo. E geralmente eu concordo com a opinião que elas têm sobre mim. Geralmente confesso que elas me conhecem melhor do que eu mesma. Geralmente. 

Dessa vez não. Dessa vez foi por pouco, mas elas erraram. E eu faço questão de explicar a cada uma a confusão que elas fizeram para que voltem a me compreender.

Eu não sou bipolar. Bipolar é o meu coração. Ele que todos os dias acorda e decide ser diferente. Assume uma nova personalidade, adquire um novo ritmo. Ele que se apressa, desgoverna, mas freia bruscamente, desacelerando. 

Bipolar é o meu coração. Ele que em uma hora está quentinho e em outra tão gelado. Faz com que eu diga que amo. Loucamente. Para sempre. Mas muda de ideia e me fazer dizer que cansei. Me obriga a me esconder. Tranca a porta e joga a chave fora.

Bipolar é o meu coração. Não me culpem, mas é ele quem manda e desmanda em tudo aqui. Ele que tem o controle, o volante, o poder. Sou feito marionete e ele me maneja. De dentro para fora, acabo sendo o seu reflexo. Ele é louco e me enlouquece junto.

Mas o bipolar é ele. Não eu.

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18 agosto 2014

Existe mesmo?


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Estou sentindo tudo novamente. Incrivelmente idêntico e ao mesmo tempo tão diferente. E eu juro que a minha vontade é me jogar na frente do primeiro carro que passar na minha rua. Espero que me entendam, é só que eu aprendi a ter medo de amar. Não foi por querer, mas a gente acaba ficando meio cabreiro, sabe? Depois de uma coleção de decepções, depois de tanta porrada dessa vida.

Também espero que fique claro que a minha implicância é com as pessoas. O amor, coitado, no meio disso tudo não tem culpa nenhuma! Só que se tem outra pessoa que não tem culpa nenhuma no meio disso, sou eu e sempre acaba sobrando para mim, então, é justificável esse meu pavor.

A verdade é que o amor - que deve ser meio burro - está sempre metido no meio das pessoas erradas. Sempre. Tanta história bonita precisando de um pouquinho mais dele e ele vai surgir logo no meio duas pessoas totalmente fora de sintonia. Geralmente um idiota e um pobre coitado. E vocês também já sabem qual sempre foi o meu papel nessa história.

Só que ele sabe quando eu preciso encontrá-lo sem eu precisar dizer nada. Ele sabe quando estou triste e insiste até eu finalmente desabafar. Ele sabe os meus pontos fracos e rir quando tento ser mais forte do que consigo. Ele me acalma, me conforta, traz brilho. Não pretendo dizer que ele é diferente dos outros, isso é clichê demais. Ele só é muito igual ao que eu sempre quis para mim.

Por isso, vocês conseguem perceber o motivo pelo qual eu estou desesperada? Afinal, existe mesmo? Alguém que realmente te complete sem que depois te quebre em pedacinhos ainda mais difíceis de serem completados?

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11 agosto 2014

Lançamento/Sorteio - Amor Nas Entrelinhas

Oi gente,

Hoje não vou trazer texto, pois tenho algo bem mais importante para contar a vocês.

No último dia 9, na cidade de São Paulo, foi lançado o livro de antologias Amor Nas Entrelinhas, pela Editora Andross. Um livro recheados de contos de amor em formato de cartas, e-mails, páginas de diários... Uma temática muito bacana né? E adivinha quem tem uma participaçãozinha nessa coleção fantástica? Isso mesmo, eu! :) hehe

Quem me acompanha há algum tempinho, deve lembrar que eu já publiquei um conto, por essa mesma editora, no livro Amores (Im)possíveis, no final do ano passado. Mas é sempre uma emoção imensa quando você recebe em suas mãos as suas próprias palavras, sabe? Não consigo nem descrever a sensação exata desse momento.

Seguem algumas fotos do dia :)




Minha mãe e minha irmã (todas anãs! haha)


E sim, assim como no ano passado, vou fazer um sorteio de um exemplar desse livro autografado entre os meus leitores. É só seguir a regrinha abaixo, preencher o formulário e cruzar os dedos!! :)

Regra:

- Seguir a página do blog no Facebook


O resultado sairá aqui nesse mesmo post, no dia 1 de Setembro. E um e-mail será enviado para o vencedor.

Boa sorte, gente! E muito, muito obrigada por todo o incentivo que eu recebo aqui e na página do Facebook. Vocês são o motivo pelo qual eu continuo escrevendo.



A VENCEDORA FOI TELMA FAUSTINO. PARABÉNS!!!!




Beijos!! 

06 agosto 2014

O quase não é mais suficiente.


Ela não sentia vontade nenhuma de sair, pensou enquanto olhava a sms piscando na tela do celular. Não queria mais um encontro vazio para o seu histórico. Não queria fingir um sorriso enquanto o rapaz contava alguma piada horrível e nem ter de segurar em mãos grandes demais para as suas. Não queria mais um beijo sem sem sabor e sem sentimento. Não queria ter de inventar uma nova desculpa para não encontrá-lo mais depois de hoje - porque ela sabia que não ia querer mais nada. 

Não era nenhuma puritana, longe disso. 

Perdeu as contas de quantos homens já sentiram o seu gosto.


Ela só estava cansada. Desacreditada. Tentou tanto, com tantas pessoas, em tantos momentos, de todos os jeitos e deu sempre na mesma coisa: em nada. E para completar, acabara de entrar em uma fase muito crítica da sua vida: A do amadurecimento. Algo que é extremamente bom e ruim ao mesmo tempo. Porque, quando isso acontece, tudo que te rodeia precisa mudar também. Se não, perde a sintonia e elo. E foi o que aconteceu com ela.

As coisas que antes satisfaziam, não satisfazem mais. As mesmas conversas não são mais interessantes, os objetivos mudaram, as vontades inverteram e o coração, finalmente, desacelerou. Nunca quis perder tempo, mas também por que não admirar a paisagem a sua volta? Por isso, decidiu sair por aí caminhando. Mesmo que ainda sinta um medo terrível de errar o caminho, mesmo que a vontade seja de sair correndo desesperadamente, como se isso lhe passasse algum conforto de que, pelo menos, não estava parada.

Como há tempos não acontecia, ela sente que está completamente vazia - livre de dores e amores - e dessa vez quer se preencher com o que realmente vale a pena. Preservando a mente e o coração. Respeitando a si mesma, antes de tudo. Chega de meias histórias, meias verdades, meias felicidades. O quase não é mais suficiente.

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