09 maio 2014

Não vou sair atrás de outro alguém.


Eu posso dizer que a minha vida amorosa nunca foi daquelas muito conturbadas. Na verdade, eu me apaixonei de verdade pouquíssimas vezes durante a minha vida. Para me conquistar, modéstia a parte, é difícil a beça. Comigo não tem essa de oito ou oitenta, tem de ser tudo bem na medida. Bem ali no meio termo, exatamente na linha tênue entre ser bacana e ser um porre.

Por esse motivo, namorei poucas vezes, me encantei menos ainda. Sabe aqueles caras que simplesmente te conquistam, no primeiro beijo, na primeira conversa? Mal sei o que é isso! Sempre tive rolos, quem nunca está com alguém né? Mas nada que me enchesse os olhos. Todos descartáveis, sinceramente.

E, vou te falar, parece que os homens sabem! “Aquela ali odeia um grude, bora lá”, aí formam filas de homens insuportavelmente amorosos quando amor é a ultima coisa que eu quero no momento. Ou chovem homens que só querem um lance e não fazem questão nenhuma de mostrar interesse. Mas para que também vou querer perder o meu tempo com uma pessoa que só me encontra quando não tem nada melhor para fazer?

Resumindo, nunca tive paixões platônicas, nunca me apaixonei por ninguém que não fossem os meus namorados. Mas os meus namoros, verdade seja dita, foram todos um verdadeiro fiasco. Não digo que fui infeliz, que fique claro, foi ótimo enquanto durou. Todos eles. Juro! Mas foram fins decepcionantes, porque, como eu já disse, gostei de poucos, mas foram de verdade.

O meu primeiro namoro, eu tinha apenas quatorze anos. Uma criança, olhando de hoje. Tudo era novidade: os beijos, as conversas, as cartinhas, as datas especiais. Mas também era muito novo para mim ter que discutir relação, lidar com ciúme, lidar com as desavenças do dia-a-dia. Era uma novidade lidar com tanto sentimento embolado, sabe? Resultado: fui reprovada. Durou um ano, mas tenho plena consciência de tudo terminou por eu ter sido insuportavelmente chata e criança.

Já o meu segundo namoro, foi bem diferente. Eu tinha acabado de completar dezesseis anos e nem tudo era tão novidade assim, tirando o fato de que eu já podia ir sempre para casa dele, com direito à liberdades que antes eu não tinha. Eu, pelo menos, já tinha aprendido a minha lição de como dosar o ciúme, o amor e companhia. Mas ele não. Nesse, quem foi reprovado, foi ele. Uma pena, o relacionamento durou quase um ano também, mas confesso que foram os meses mais sufocantes da minha vida!

O meu terceiro e último namoro, foi repleto de novidades e ao mesmo tempo cheio de aprendizados colocados em prática. Eu já tinha dezoito anos, beirando os dezenove. Por longos meses, mais de um ano, vivemos em perfeita sintonia, já sonhávamos com o nosso casamento e até para quem via de fora, achava completamente cabível. Parecíamos ter sido feitos um para outro. Até que ele falhou. Erro feio, quase imperdoável. Mas eu perdoei, só que isso acabou desencadeando diversas falhas minhas e como resultado: Nós dois fomos reprovados.  

Gostaria de frisar que sofri muito entre um relacionamento e outro, e quanto ao último, bem, por que acham que estou escrevendo esse texto? Eu até poderia pensar positivamente, pois pode ser que na minha próxima relação, os dois seja aprovados, não é? Mas aí está o X da questão. Eu simplesmente cansei, desacreditei. Não do amor, que fique claro, mas das pessoas. É tão difícil lidar com seres humanos, sabe? Poderia dizer quase impossível! Todos incrivelmente decepcionantes. E por esse motivo, só para deixar registrado aqui, muito em breve eu vou é procurar um cachorro para me fazer companhia.

Brincadeiras a parte, tenho apenas vinte e um anos e já estou completamente desiludida. E eu confesso que isso me deixa triste, afinal, eu sou escritora e preciso de amor (ou a recém falta dele) para me inspirar! Por enquanto estou com um bom estoque de decepção, pois o meu último relacionamento me deixou um turbilhão de sentimentos e pensamentos para colocar no papel. Mas uma hora vai acabar e eu, prometo, não vou sair atrás de outro alguém.

Escolho ficar sozinha, mesmo que não dure por muito tempo. Escolho desfrutar mais de mim. Parar de me apoiar nos outros, colocar os dois pés no chão. Escolho viver egoistamente só comigo, pois essa é a única relação em que, apesar de também ser difícil, eu posso confiar. Por outro lado, pode ser que os meus textos mudem um pouco, tornem-se um pouquinho egocêntricos, cheio de amor-próprio e lições de vida. Se importam?

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16 comentários:

  1. Eu também sou esse tipo de pessoa. Não tem 8 ou 80 comigo. Sempre fui muito difícil, muito fechada. Não sei lidar muito bem com as pessoas.
    www.fragmentosdavidadeoutroalguem.blogspot.com

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  2. Acho que chega uma época que queremos e precisamos aproveitar sozinhas, ser felizes sozinha. Pra quem sabe, mais a frente encontrar alguém e ser feliz junto de novo.

    Liindo o texto.

    www.iasmincruz.com

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  3. Acredito que nunca me apaixonei de verdade, sempre evitei ficar muito tempo com a mesma pessoa, na minha mente eu ia acabar machucando ela. Então resolvi ficar sozinha e eu gosto muito disso.
    Ótimo texto.

    PS. Obrigada por visitar o meu blog, volte sempre.
    Bjuss Girl
    apenasumdiariovirtual.blogspot.com.br

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    1. Ah, mas por esse motivo é bobeira, menina! Infelizmente, machucamos as pessoas sem querer (e elas também nos machucam).

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  4. Gente, parece que esse texto foi escrito por mim. Tive dois (um não foi namoro, mas eu conto) namoros a mais do que você, mas comecei cedo também, fui reprovada, depois foram reprovados e depois ambos foram reprovados, então me identifiquei muito.
    Eu te entendo viu Carol (pode chamar assim?! me senti íntima e bff já com esse texto hahahahah), eu atualmente namoro há 1 ano e 5 meses e ainda é tudo lindo (e espero que continue), mas eu também sei o quanto é difícil manter um relacionamento e lidar com pessoas. Sim, é muito complicado e eu também já esgotei minha paciência. Mas ao mesmo tempo ainda estou aprendendo muito sobre o mundo e sobre mim mesma, então é uma montanha russa né? Acho que precisamos tentar sempre, por mais que a nossa cabeça nos diga que não tem mais jeito.

    Amei o texto, aliás, sempre adoro todos!

    Beijos da Tabatha!
    www.naocontapraninguem.com
    www.youtube.com/blogncpn

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    1. Claro que pode me chamar de Carol!!! rs
      Fico feliz que esteja com alguém e desejo de coração que tudo continue lindo também!
      E ainda bem que você continua nessa descoberta, nesse autoconhecimento... Nunca é demais! Hoje eu sei!
      Ahhh, e que bom que gosta dos meus textos *-*

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  5. Oi,
    Muito verdadeiro seu texto. Gostei bastante da sua reflexão.
    Também nunca me apaixonei a primeira vista.
    Relações humanas são sempre complicadas.
    bjs

    http://entrepaginasesonhos.blogspot.com.br/

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  6. "Nunca tive paixões platônicas" - tão eu!
    Enquanto adolescente, parecia estar apaixonada a todo momento! Mas sabe, essa fase passou. E já faz um longo tempo que não consigo "gostar" de ninguém. Aliás, até que o gostar não é tão difícil de acontecer, mas é algo muito momentâneo, sabe? Acaba mais rápido do que começa! Difícil é me apaixonar de verdade por alguém, nem sei se isso já aconteceu! Sabe quando as pessoas falam do "primeiro amor"? Fico me perguntando com quantos anos eu estarei quando ele vai aparecer em minha vida! Hahaha!
    E ah, só pra te avisar, não se preocupe tanto com a inspiração. Ela simplesmente aparece e independe da fase que você estiver, okay?

    Beijo, com Deus!
    http://tudo-oquesou.blogspot.com.br/

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    1. Nunca fui assim de viver apaixonada! rs
      Eu sei, eu sei! Foi só uma maneira engraçadinha de terminar o texto. Graças a Deus consigo escrever sobre tudo e não só sobre o meu momento e tal :))

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  7. Nossa... ótimo post!!
    Fiquei aqui pensando nos meus erros do passado que me enchem até hoje ;x

    www.chadecalmila.com

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    1. rs faz parte! o importante é aprender com eles e seguir em frente!

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  8. "Comigo não tem essa de oito ou oitenta, tem de ser tudo bem na medida. Bem ali no meio termo, exatamente na linha tênue entre ser bacana e ser um porre." Me definiu!
    E sobre seus textos serem cheios de amor-próprio e lições de vida eu não me importo não, vou gostar! Sabe que aprendi muito sobre amor próprio e aprendi a praticar lendo seus textos? É!

    Beijos
    http://setudopodeser.blogspot.com.br/

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    1. Ownn fofa! Que bom! Já deve ter percebido que sou super adepta desse tipo de amor né??

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