11 setembro 2014

Rapidinhos - Top 5 (Agosto)

Oi queridos!

Quase que eu me esqueço dos rapidinhos da minha página esse mês,  gente! rs Por isso ele veio um pouquinho atrasado, mas tá aí. Não tão rapidinhos, porque postei textos bem maiores, mas espero que gostem e se identifiquem com algum! :)

Se existe um tipo de homem que eu tenho horror são os "indecisos". Veja bem, está entre aspas justamente porque eles não são exatamente confusos, como alegam. A verdade é que eles sabem muito bem o que querem: ter você e ter todas as outras ao mesmo tempo. Sabe como é, quem não gosta de saber que num momento de carência ou quando acontecer algum problema, vai ter alguém ali a disposição? Seja numa segunda feira as dez horas da noite ou num sábado as três horas da tarde. Por isso, vez ou outra, eles aparecem, são fofos e deixam uma esperança de que agora as coisas vão para frente. No entanto, eles não abrem mão das baladas, não deixam de sair com uma, duas, três mulheres diferentes no mesmo final de semana. E se for você quem estiver precisando de colo, eles sempre têm uma desculpa para não poder ajudar. Mas é claro que eu entendo que, nós, mulheres, temos mesmo uma queda pelo que parece impossível. Ser aquela que foi capaz de transformar o cara errado em certo e tudo mais. E eu até concordo que a gente tem de pagar pra ver, vai que né? Tentar é sempre válido. Mas ao reconhecer qual é a do cara (porque a gente sempre sabe, mesmo quando diz que não), o melhor é fugir. É perda de tempo, visto que é só isso que esse tipo é capaz de fazer na nossa vida. Porque a gente acaba deixando passar um cara realmente legal enquanto estamos ocupadas demais em tentar decifrar o enrolão. Deixamos de sair com as amigas, porque logo naquele dia ele ligou. E, por consequência, ainda deixamos a nossa dignidade e o nosso amor-próprio enterrados, completamente esquecidos. E desde quando isso vale a pena? Não preciso nem responder.



É triste né? Esses desencontros da vida. Quem nunca encontrou uma pessoa super bacana em alguma esquina, mas, no fundo, o desejo mesmo era ter parado na rua anterior? Aí você fica naquele impasse, força uma situação, tenta acreditar que esqueceu o último alguém, finge que está empolgada, mas nada nesse mundo faz com que, ao olhar para aquela pessoa, o coração perca o ritmo. Nada. Ela não te desperta sentimento algum, simplesmente porque você ainda está preso ao passado. É tão injusto! Não sei se é mais com a pessoa ou com a gente, mas que é uma sacanagem do destino, disso eu não tenho dúvidas! No entanto, na minha opinião, as únicas coisas que são realmente justas nessa confusão toda são, primeiro, você segurar as pontas. Sei lá, viver a sua dor por completo, sua decepção, seu luto. Para uma nova história acontecer, no mínimo, a outra deve ter tido um fim. E, segundo e mais importante item: liberar a outra pessoa. Ninguém nesse mundo tem o direito de machucar alguém, só porque também está ferido. É desleal, imaturo e cruel. 



Um apelo pessoal e desesperado que eu faço para a humanidade: Sejam sinceros no início de um relacionamento. Vai dizer que não é bem melhor entrar em uma relação sabendo o que esperar dela? Afinal, pode ser que a gente se surpreenda no meio do caminho? Claro que pode. Mas é bom ter uma proposta inicial, para que se possa decidir se é aquilo ou não o que quer no momento. Por exemplo, existem pessoas que a gente sai, que sabemos que não vai dar em nada, né? Sem maiores explicações. A gente blinda o coração e aproveita. Coisa de momento. Tem pessoas que, por conta de todo um desenrolar da história, a gente sabe que é um pouco mais especial. A gente sente que pode dar em alguma coisa e aí libera o coração. Simples assim. A verdade é que eu cheguei em uma fase da vida que não aguento mais dor de cabeça, cansei de gente que não sabe o que quer e de viver em dúvida do que ele vai fazer, consequentemente, do que vou fazer também. Custa jogar limpo? Algumas pessoas sim, mas a grande maioria não vai criar expectativas a toa. Até porque não é pecado o cara querer só matar o seu desejo sexual. Desde que ele deixe isso claro. Desde que ele não passe a semana inteira mandando mensagens de "bom dia" e depois de saciado, decida sumir e ainda dizer que a culpa foi da mulher por ter esperado algo demais. Me poupe, né? Enfim, eu realmente tenho pavor de quem aparece e desaparece na mesma velocidade, quem me conforta em um dia e no outro é a causa do meu desconforto. Por isso, eu imploro: Vamos ser mais transparentes e coerentes em nossas atitudes. A minha cabeça confusa de natureza (defeito das mulheres) agradece.



Se existe um conselho realmente bom em que eu acredito e repito tanto para mim quanto para os outros é: não fuja. Seja de alguém, de um sentimento ou de uma situação. Quanto mais a gente foge, mais nos infiltramos naquilo de que fugimos. Parece confuso, mas não é. Por exemplo, se não nos permitimos viver um relacionamento, por causa do medo de dar errado, a sombra do “e se eu tivesse tentado” vai permanecer para sempre na sua cabeça e no seu coração. Quando não conversamos com alguém por causa do medo do que aquela conversa poderia implicar, as palavras ficam engasgadas e volta e meia, mesmo depois meses ou anos, a gente se pega reformulando as nossas falas e possíveis respostas da outra pessoa. E eu até concordo que, quando a gente foge, acabamos nos livrando de certas dores de cabeça, mas existe algo mais incômodo do que a dor do arrependimento? Do que se sentir impotente quando tinha tudo em suas mãos? Para mim não. Fugir é sentir duas vezes mais. Prolongar algo que poderia ter sido bobo e nocivo, transformando em uma assombração para o resto da vida.



Eu odeio o fato de que quanto mais velhos nós ficamos, mais medrosos e covardes nos tornamos. Mais experiência parece ser equivalente a mais decepções no currículo. E por isso, inevitavelmente, toda a minha ingenuidade foi embora e hoje eu desconfio de tudo e todos. Homens não valem nada. Mulheres não prestam. Está tudo em ordem? Calma, já vai dar errado. É horrível isso. É triste. Desacreditar foi a saída mais fácil, embora não seja a melhor alternativa para o que chamam de viver. Afinal, quem não acredita não é feliz de verdade, mas, pelo menos, também não se decepciona. E, no momento, eu estou evitando exatamente isso. Menos trabalho, menos estresse, bem menos fortes emoções. Tô preferindo ficar quietinha no meu canto, sendo só minha, sem interações com o mundo exterior. Não é a minha intenção culpar ninguém, só também não foi minha culpa eu ter me tornado esse poço de frieza, então não venha me incomodar, porque de resto, eu sei me virar sozinha.

E aí? O que acharam? Se identificou com algum em específico?

Beijos,

Comente com o Facebook:

14 comentários:

  1. Porra! – Desculpa o palavrão, mas esse post mereceee!
    Meu Deus, eu não poderia entrar aqui e não me deparar com esse post, porque seria uma injustiça você não nos dizer isso tudo que, na moral, se ninguém se identificou pelo menos com alguma coisinha aqui ou ali, pode ser mais frio que esse último parágrafo ainda.
    Perfeito Maria Carolina, disse tudo. Na verdade, eu me identifiquei com todos eles, é claro que não custa nada sermos verdadeiros ao entrar em um relacionamento (apesar de algumas pessoas irem sempre pelo lado mais errado), e o primeiro parágrafo, não precisa de complemento algum. Fugir para mim também nunca soou como uma das melhores opções, apesar de parecer mais fácil momentaneamente. E eu me sinto tão fria quanto esse último aí, como pode né? Não sei se vemos isso como um escudo, ou quem sabe, seja mesmo pelo fato da vida ter nos "ensinado" assim.
    Adorei mesmo este post! Muito bom!!
    http://escrituras-da-alma.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aiiiii como é bom receber comentários assim ♥
      Muito obrigada! É incentivador demais ler essas coisas!!

      Excluir
  2. Adoro teus textos... Ver os top 5 rapidinhos do mês assim é de chorar gliter!
    Xerim :)
    http://www.trilouca.com/
    Fan Page Blog Trilouca

    ResponderExcluir
  3. Me identifiquei com quase todos, se não todos, viu! HEHEHEHEH
    Eu adoro seus textos, tanto os grandes, quanto os pequenos. Tem tanta coisa acontecendo na vida da gente, que o que mais tenho preguiça nas pessoas é exatamente a indecisão e a falta de sinceridade. Eu prefiro tanto que as coisas sejam claras. Eu sou uma rocha, mas é tão ruim quando logo aquela pessoa que dá uma aquecida no coração tá jogando dessa maneira. É tão ruim quando a gente percebe.
    E quanto ao último, esse acúmulo de decepções tá acabando comigo. Tá me tornando a pessoa mais medrosa do mundo e eu tenho muito seguido a maré, por medo de inovar em alguma coisa. Mas, assumir é o primeiro passo né? :/ Hehe

    Um beijo, Carol. <3
    www.reinodascoisas.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ai é tão bom ler isso, Karla!!! ♥
      Exatamente... Infelizmente a gente não tem tido muito para onde fugir né?

      Excluir
  4. quanto textinho bacana! Acho que assim, as pessoas deveriam ter amor próprio e estarem plenamente completas com elas mesmas antes de entrarem num relacionamento, só assim saberão olhar com sensibilidade para saber se o parceiro tá confuso mesmo ou se é um cafajeste hahaah e ai não se submetem a determinadas situações chatas e tal.

    Um beijo,
    Isabella
    The Urban Trends

    ResponderExcluir
  5. Eu amei todos, você arrasando sempre né minha linda.

    http://iasmincruz.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  6. Adoro os seus textos!
    Odeio os caras indecisos, mas as vezes acho que eu sou a indecisa da relação, as vezes não abro mão de certas coisas e quero tudo do meu jeito, ai não dá certo e acabo sofrendo, mas se eu não consegui melhorar, ou aceitar as condições, acho que não era pra ser, não era o que eu queria...
    “Eu odeio o fato de que quanto mais velhos nós ficamos, mais medrosos e covardes nos tornamos.” ISSO! Ótimo texto!

    Obrigada pelo carinho. Beijos :*
    Claris - Plasticodelic

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também acho... Quando realmente te tocar, você vai ser mais flexível para fazer dar certo.
      E obrigadaaa Claris ♥

      Excluir
  7. Lindos os textos! Amei. ♥
    www.normalidadeincomum.com.br

    ResponderExcluir