15 janeiro 2015

Não sou tão forte quanto eu realmente queria ser.


É engraçado que escritor tem a mania de sair dando conselhos que muitas vezes nem segue. De contar histórias e falar de um ponto de vista que mais queria que fosse o seu do que realmente é. De criar um personagem e acreditar que é real. E estou dando voltas só para dizer que já escrevi muito sobre certas coisas que só depois de ter vivido de verdade que eu percebi a besteira que eu tinha falado. Ainda dá tempo de me desculpar?

É que escrever é o meu jeito de falar o que sinto e penso. E dessa forma, quantas vezes não falei algo sem pensar? E quantas vezes o meus sentimentos estavam tão confusos que nem eu mesma consegui decifrar da maneira correta? Vivo me confundindo entre o que eu quero sentir e o que realmente eu sinto. Quero ser mais forte do que realmente eu sou, quero amar muito mais do que realmente eu amo, quero ser mais racional do que o meu coração me permite.

Minhas fraquezas eu tento esconder para incentivar e servir de inspiração, mas talvez essa seja a forma mais boba e mais burra de seguir em frente. Talvez o jeito certo seria enfrentando, reconheço, mas eu sou covarde. Olhar para o meu ponto mais fraco e mais doído me causa calafrios. Não suporto aceitar que, mesmo sendo realmente uma pessoa realmente decidida, não consegui decidir ainda sobre essa parte da minha vida. Repito: Não sou tão forte quanto eu realmente queria ser.

O lado bom é que eu me inspiro em mim mesma. Ao mesmo tempo em que escrevo muitas vezes uma idealização do que eu queria ser, isso só me lembra que eu tenho que continuar tentando. Se eu vou alcançar essa "perfeição" e seguir realmente todos os conselhos que eu já escrevi? Tenho certeza que não. Mas pretendo chegar perto. Bem perto.

Escrevo para os outros, porque com as palavras, acredito que tenho o poder de tranquilizar e ainda melhorar pessoas e vidas. Mas escrevo, principalmente, para mim mesma. Antes de melhorar o mundo, tenho que começar aqui dentro. É um (longo) processo que acontece de dentro para fora. E eu faço disso uma terapia que é individual e em grupo - que cresce a cada vez que alguém me lê.

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5 comentários:

  1. Nossa que texto incrivel, você tem toda razão quando diz: "É engraçado que escritor tem a mania de sair dando conselhos que muitas vezes nem segue." Caramba isso é o que mais me acontece!

    http://meufilmeviroulivro.blogspot.com.br/

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    1. Uhum, realmente é o que mais acontece! rs
      Obrigada!! =)

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  2. Sim, os escritores e a velha mania de dar conselhos que não conseguem seguir!
    Me identifiquei um pouco porque já fiz isso muitas vezes e acho que ainda faço, mas algumas vezes nem enxergo. Tenho a mania de começar um texto doloroso e terminá-lo como se já tivesse dado a volta por cima - mesmo que isso praticamente nunca aconteça!
    Fazer o que, né? Como você falou, esse é um longo processo. Talvez um dia a gente aprenda a seguir os próprios conselhos! =]

    Beijo, com Deus!
    http://tudo-oquesou.blogspot.com.br/

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    1. Exatamente isso que geralmente acontece comigo! rs
      É o meu maior objetivo :)

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  3. EXATO:
    "Minhas fraquezas eu tento esconder para incentivar e servir de inspiração, mas talvez essa seja a forma mais boba e mais burra de seguir em frente."

    http://sentimentalismodesmedido.blogspot.com.br/

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