20 fevereiro 2014

A quem queremos ouvir?


E antes que você me pergunte como eu consigo ser tão forte e tão independente, eu já prefiro assumir que não é bem assim... Afinal, eu tenho um coração. E isso já é motivo suficiente para que eu sinta essa porcaria que é o amor e tudo que ele carrega junto, sejam as coisas boas ou as coisas ruins. 

Sendo assim, quando eu termino um relacionamento eu choro (muito) mesmo, eu escuto Adele e até acho as letras de pagode bonitas, eu desabafo com qualquer pessoa que me pergunte se está tudo bem comigo, mesmo que seja só uma pergunta educada sem interesse nenhum no meu estado real. Eu fico completamente ridícula, de verdade. Quase enlouqueço de saudade e tenho vontades absurdas de fazer loucuras que com certeza ninguém aprovaria. Surgem ideias irracionais, penso besteira pra caramba e poderia ficar meses na minha cama lamentando sobre como a vida é injusta. 


Mas, a verdade é que, da mesma forma que eu tenho essa (bosta) de coração, tenho também um cérebro. E cérebros sim são os nossos melhores amigos nessas horas. Cérebros sim não deixam com que passemos do limite e, consequentemente, passemos vergonha. 


O meu, por exemplo, é quem me incentiva a levantar da cama todos os dias, a assistir a um filme de comédia ou de terror daqueles bem sangrentos. Ele que me encoraja a encontrar algumas amigas para me distrair e também a escrever sobre tudo que sinto para ver se esvazio um pouco o peito, além de me lembrar que um término não é um fim do mundo. Mas é ele, principalmente, que me mostra que vou me arrepender muito, mas muito mesmo, se fizer aquelas tais loucuras desnecessárias. 


Enfim,
todos nós temos duas alternativas e duas formas de encarar essa situação, só precisamos escolher a quem queremos ouvir: O nosso cérebro ou nosso coração? 

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26 comentários:

  1. Ótimo texto! O coração sempre dá as piores ideias kkk Terminar um relacionamento, não só os amorosos mas o de amizade também, é sempre muito difícil mas como você disse não é o fim do mundo é aprendizagem!

    Beijo,
    almostthemoon.blogspot.com.br

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  2. Acho que meu melhor amigo é meu coração mesmo. Sempre fiz coisas insanas e passei muita vergonha, mas agora eu penso assim: eu não seria eu se não tivesse feito tantas bobagens, e chego numa conclusão: hoje sou feliz por ter passado tanta vergonha por causa disso. Hehe
    Mais um texto maravilhoso, parabéns Maria!

    Beijos, Ang
    Nepente

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    1. hahaha ai que bom! o importante é não se arrepender depois! :)

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  3. Adorei o jeito que você colocou. Como se o coração e o cérebro fossem nosso anjinho e capetinha, mas não fixos. Em determinados momentos cada um poder ser um dos dois. Por exemplo, quando estamos apaixonadas, o cérebro querendo ser racional e barrar tudo pode ser tipo um capetinha, enquanto se jogar na felicidade é o que o coração mandaria. Mas ao contrário, como você disse no texto, as vezes é o cérebro que segura a gente. Se aprendêssemos sempre a dar ouvidos para o que está certo naquele momento... a vida seria bem mais fácil né?

    Um beijo, Carol!
    www.naotenhopressa.com

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    1. Que bom que gostou!! :)
      EXATAMENTE!! Temos essa tendência a escolher a opção errada mesmo rs

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  4. Eu já deixei de ouvir o coração para ouvir o cérebro. Na época sofri muito, mas hoje não tenho arrependimentos e vi que foi a escolha certa. Acho que aprendi. Tenha um final de semana abençoado, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    paisagemdejanela.blogspot.com.br

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    1. Sem dúvidas, eu sou mais racional e acho que nunca saímos perdendo muito não!

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  5. Essa questão é antiga, na verdade, nós queremos mesmo é ouvir nosso coração, mas sabemos que precisamos ouvir nosso cérebro senão as coisas podem dar muito errado. No fim, dedicando um certo tempo pra ouvir o cérebro, o coração acaba se acostumando a bater no mesmo ritmo que ele.

    É assim, a gente se acostuma, e como já diria aquela música "nem todos saberão te valorizar, contudo você tem tudo, vá e conquiste seu mundo!"

    Beijo,
    http://tudo-oquesou.blogspot.com.br/

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    1. Exatamente isso... Gostei muito da sua colocação :))

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  6. Maria, que lindo! Você me descreveu perfeitamente, passo por uma situação parecida. Parabéns, adorei!

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  7. Ótimo texto! O coração sempre parece mandar mais quando rola um sentimento tão forte quanto um término, mas devemos sempre aceitar o cérebro tem a nos oferecer! Pés no chão sempre, e vamos seguir pois a vida é muito grande pra ser desperdiçada com um caso que não deu certo!

    Obrigada pelo carinho. Beijos :*
    Claris - Plasticodelic

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  8. Adorei o texto! E é exatamente isso, temos duas formas de encarar qualquer situação, mas o nosso cérebro diz uma coisa já o coração diz outra, então temos que escolher seguir o que mais nos faz sentir confortável na situação.

    Bitocas!
    www.likeparadise.com.br

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    1. Ou o que mais faz sentido, né? Menos vai nos machucar!!

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  9. Adorei o texto! Belas palavras!
    beijos,

    www.soentreamigas15.blogspot.com

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  10. quando eu termino um relacionamento eu choro (muito) mesmo, eu escuto Adele e até acho as letras de pagode bonitas. Eu sou bem assim flor, todos passamos por esses momentos né?
    Blog: Teorema de Mari

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  11. Eu, antigamente, era super coração, total e inteira hahaha.
    Agora eu me divido um pouco, sou bem cabeça, bem razão, mas se for só razão a vida fica insossa, sem emoção! Então o melhor é medir hehe.
    Beijos,

    www.mabeato.blogspot.com

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    1. Com certeza o ideal é ser dividido!
      Mas NESSA situação, o melhor é ser cabeça!! rs

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  12. Razões e emoções, complicado, decidir entre o que queremos fazer e o que deve ser feito.

    Adorável Tédio | Fã Page

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  13. acho importante pensar com o coração e o cerebro, balancear as coisas, sou bem mais cabeça mas é claro que o emocional as vzs vem com tudo e eu desabo
    blog lindo!
    d-a-r-k-paradise.blogspot.com.br

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    1. Normal né? A gente não controla tudo sempre rs Obrigada :))

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