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Amar é sobre querer ficar.


Não gosto de categorizar o amor como fácil ou difícil. Tudo é circunstancial e nós estamos falando de pessoas, de sentimentos, de rotina.

Só que é fácil amar o outro enquanto ele lhe faz uma surpresa no meio da semana. É fácil amar no silêncio da noite, encaixados um ao outro. É fácil amar quando ele sorri e durante as conversas intermináveis sobre política e temas banais. É fácil amar em um dia de Sol na praia tomando água de coco e batendo fotos para postar no instagram.

Mas é difícil, não é? É difícil amar quando ele está com a cara emburrada na frente dos seus amigos e você nem sabe o porquê. É difícil amar quando está cansada do trabalho e ele quer ficar conversando sobre algum assunto que não te interessa. É difícil amar quando ele esquece aquele compromisso que você falou mil e uma vezes.

Na verdade, o amor em si é muito simples. Você sabe que ama aquela pessoa e pronto. Não tem mistério, perceber e assumir o que sente é até leve.

Mas além disso, amar é convivência. É qualidade e defeito. É insistir e ceder. É dia bom e dia ruim, às vezes as duas coisas em 24 horas. É abraço apertado e saudade que dói. É estresse, é calmaria, é briga e muita risada.

E é justamente por esse emaranhado de momentos e sensações que as pessoas se perdem. É pelo medo ou por subestimar que a gente se engana com a ideia de amar. Não é tão difícil quanto dizem nem tão fácil quanto a gente gostaria, é um pouco mais óbvio que isso: é tudo uma questão de querer fazer dar certo. 

Entre limitações e suas superações, amar é sobre querer ficar e cada vez mais evoluir - juntos.

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